Economistas veem corte de 0,25 p.p. na Selic esta semana e dólar mais alto em 2016

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Logo do Banco Central visto na sede, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino

SÃO PAULO (Reuters) – O Banco Central não irá mudar o ritmo de afrouxamento monetário nesta semana, de acordo com economistas consultados na pesquisa Focus do BC, que também passou a ver o dólar mais alto este ano, porém uma menor pressão inflacionária.

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desta semana, a última no ano, deve resultar em mais um corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros, chegando a 13,75 por cento, de acordo com o levantamento divulgado nesta segunda-feira. Esse é o mesmo resultado esperado em pesquisa da Reuters com especialistas.

A expectativa para o ano que vem permanece sendo de Selic a 10,75 por cento.

O Top-5 do Focus, formado pelas instituições que mais acertam as previsões, também manteve a expectativa de Selic a 13,75 no final de 2016, mas a 11,25 por cento em 2017.

O Focus mostrou ainda que a expectativa para a inflação sofreu redução. A alta do IPCA este ano agora é projetada em 6,72 por cento, 0,08 ponto percentual a menos do que na semana anterior.

O IPCA-15 subiu 0,26 por cento em novembro após alta de 0,19 por cento no mês anterior, mas, embora o resultado tenha mostrado aceleração na comparação mensal, a leitura é a mais baixa para novembro desde 2007 e mostrou recuo dos preços de alimentos.

Em 2017 a inflação deve atingir 4,93 por cento, sem alteração sobre a expectativa anterior, de acordo com o levantamento.

As contas para o dólar em 2016, entretanto, subiram, com os especialistas consultados calculando a moeda norte-americana a 3,35 reais, sobre 3,30 reais antes. Para 2017 a projeção permanece em 3,40 reais.

Para a atividade econômica, os especialistas consultados veem uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,49 por cento este ano, sobre queda de 3,40 por cento na pesquisa anterior. Em 2017 a atividade deve mostrar uma alta de 0,98 por cento, ante previsão anterior de 1 por cento.

 

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