Vereadores vão realizar audiência pública para debater situação do Hospital Regional de Ponta Porã

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Vereadores votaram durante a sessão ordinária desta terça-feira, 14 de fevereiro, um requerimento para realização de audiência pública para discutir os atendimentos do Hospital Regional. O requerimento é de autoria da Comissão de Saúde, Assistência Social e Fiscalização da Câmara Municipal de Ponta Porã.

O presidente da Câmara, Otaviano Cardoso, acompanhado pelos demais 16 vereadores, recebeu o coordenador regional do Centro Oeste do Instituto Gerir, João Antunes de Macedo Neto e o assessor técnico de ações de regionalização da Secretaria Estadual de Saúde, Dr. Marcelo Henrique Mello para tratar de assuntos referentes ao Hospital Regional Dr. José de Simone Netto.

De acordo com o presidente, entre as maiores reclamações, está o atendimento desde a recepção, a falta de informações para os familiares sobre os pacientes, demora no atendimento, falta de humanização nos atendimentos, número reduzido de médicos que atendem no pronto socorro, atuação de médicos novos, médicos sem CRM, paralização das cirurgias eletivas, salários baixos dos profissionais da saúde, causas das mortes que vem acontecendo na unidade de saúde.

Otaviano Cardoso aponta que a população tem cobrado respostas dos vereadores a respeito da atual situação do Hospital Regional, desta maneira a reunião com a Gerir e a Secretaria de Estado de Saúde é fundamental para saber o que vem acontecendo. Durante a reunião os membros da Comissão de Saúde, Assistência Social e Fiscalização, Adão Dauzacker, Rafael Modesto e Edinho Quintana falaram a respeito da realização da audiência pública.

O coordenador regional do Centro Oeste do Instituto Gerir, João Antunes de Macedo Neto e o assessor técnico de ações de regionalização da Secretaria Estadual de Saúde, Dr. Marcelo Henrique Mello apontaram que há falhas no Hospital Regional, mas também aspectos positivos que precisam ser levados ao conhecimento da população.

Eles veem a audiência como algo positivo tanto para os vereadores apontarem os questionamentos como para o HR mostrar números e resultados durante os seis meses que tem sido administrado pelo Instituto Gerir e para sanar dúvidas.

João Antunes de Macedo disse que os vereadores têm o papel de cobrar soluções e está de acordo com o posicionamento de cada um. Quanto às mortes ele aponta que as causas estão sendo apuradas e que se forem comprovadas as falhas, os profissionais serão responsabilizados. Ele também disse que os salários aumentaram e estão de acordo com o piso salarial dos profissionais do setor. E aproveitou para se colocar à disposição para responder aos questionamentos.

Os vereadores dizem que é necessário que haja muitas mudanças no hospital, pois se trata de vidas e é preciso pontuar o que não está funcionando para que outros pacientes não tenham suas vidas ceifadas. “O hospital não precisa só de obras no prédio, precisa de melhorias no atendimento, de bons profissionais, precisa de exames e cirurgias. Precisa funcionar como um hospital”, disseram os vereadores.

Assessoria

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