Investimento e melhorias na maternidade do Hospital Regional garantem mais saúde às gestantes e bebês

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O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto (Hospital Regional de Ponta Porã) tem investido em um atendimento especial às gestantes e seus bebês. Além de uma recepção própria, as futuras mamães são atendidas por um médico obstetra e um enfermeiro obstetra que proporcionam mais tranquilidade e segurança às pacientes, uma vez que, oferecer esse tipo de acolhimento com classificação de risco e acompanhamento, são diretrizes da Rede Cegonha e do Ministério da Saúde, que também contribuem para conscientização das mulheres sobre a importância da inserção da cultura do parto normal e humanizado.

A autônoma Ariadne Lisian Vargas Andrade, 18 anos de idade, diz que não tem palavras para explicar o processo do parto e o atendimento do hospital. “Desde a primeira vez na maternidade fui muito bem acolhida. Esse foi meu primeiro parto e ter o meu filho Nicolas de parto normal foi a experiência mais linda de minha vida. Fui acompanhada de pertinho pelas enfermeiras obstetras e também por meu marido, que me deram total apoio” conta.

O ginecologista e obstetra, Dr. Juscelino Teotonio, especialista em medicina fetal e responsável da maternidade, diz que a importância desse crescimento de partos normais está diretamente ligada à assistência de pré-natal que as gestantes recebem. “Sempre que temos alta de partos normais, isso significa melhorias na assistência em saúde, e isso é preconizado pelo Ministério da Saúde. Sabemos que precisamos avançar muito nesse setor da nossa unidade, mas esses números mostram que o parto normal aqui no Hospital é um bom marcador de saúde para nós”.

O médico destaca ainda a vital importância do enfermeiro obstetra na relação com os indicadores dos partos normal e humanizado. “Na maternidade nós não trabalhamos sozinhos. O enfermeiro obstetra tem uma formação especial para condução desses partos. Essa equipe de profissionais tem todo um ensinamento para conduzir esse tipo de paciente, coisa que muitas vezes nós médicos, a partir do momento que percebemos alguma complicação, já queremos o procedimento da cesariana”, confessa Dr. Juscelino.

Este ano, o Hospital Regional registrou um aumento considerado de partos normais em relação às cesárias: foram 70 partos normais e 51 cesáreas.

Hoje, o hospital Regional de Ponta Porã atende as gestantes a partir do fluxo das Unidades Básicas de Saúde de Ponta Porã e da microrregião, onde essas mães são acompanhadas desde o pré-natal. A partir do terceiro trimestre de gestação essas gestantes são encaminhadas ao Hospital para conhecer a maternidade. “Essa visita é justamente para que essas pacientes conheçam o ambiente, a equipe da maternidade, os leitos onde irão ficar, os procedimentos de parto, para que esclareçam suas dúvidas sobre amamentação e cuidados com o recém-nascido, ou seja, nós fazemos um acolhimento humano repleto de informações”, explica a enfermeira obstetra Dyoula Grance. Segundo ela, esses preparativos e acompanhamentos feitos entre grávidas e equipe médica, resultam em um verdadeiro resgate do processo natural do nascer.

“Acredito que as mulheres e a sociedade como um todo estão descobrindo a partir da informação, um empoderamento sobre que é melhor para o seu corpo e também os riscos de uma cesariana sem indicação médica. Esses indicadores representam muito, pois fazemos parte da Rede Cegonha e nossa meta principal é a redução de cesáreas”, declara a enfermeira obstetra.

A esteticista Ana Rosa Piantoni, de 25 anos, diz que viveu um momento único. “Sou eternamente grata pela equipe de enfermeiros obstetras do Hospital Regional, que me acolheram muito bem e com certeza me ajudaram a realizar o meu maior sonho, ter meu filho naturalmente”.

Avaliação do Ministério da Saúde

Nesse mês de abril, representantes do Ministério da Saúde têm feito vistorias em onze maternidades de Mato Grosso do Sul e a maternidade do Hospital Dr. José de Simone Netto foi uma das entidades avaliadas. O processo aconteceu durante uma semana, onde uma representante do órgão fez entrevistas com mães, diretores e com a equipe médica, além de acompanhar o atendimento dos bebês.

A enfermeira obstetra responsável, Karine Gomes Jorcem, disse que a representante do Ministério da Saúde reconheceu que o setor da maternidade do Hospital possui atendimento diferenciado, justamente por possuir acolhimento separado e classificação de risco em obstetrícia, além das suítes “PPP”, denominadas salas de Parto, Puerpério e Pós-parto.

Assessoria

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