Após ser preso no Rio, Galã tem prisão temporária decretada em MS.

A Justiça Federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul que faz fronteira com o Paraguai, decretou na última sexta-feira, dia 02 de março, a prisão temporária de Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como Galã, ou Galant, de 34 anos. Segundo o portal G1, ele é indicado pela Polícia Federal como um dos principais fornecedores de drogas do Paraguai para as maiores facções criminosas do Brasil, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Também é apontado como um dos chefes do PCC no Brasil e principal nome da facção no Paraguai.

Galã foi preso na terça-feira, dia 27 de fevereiro, por policiais civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), do Rio de Janeiro, em um estúdio de tatuagem Ipanema, zona sul da capital carioca. Aos policiais, ele apresentou documento falso, entretanto, os agentes já sabiam quem ele era, após ter troca de informações com a Inteligência da Polícia Civil de São Paulo.

Elton é acusado pela polícia de ter participado da execução do chefe da fronteira, Jorge Rafaat Toumani, em junho de 2016. O objetivo, segundo os investigadores, era assumir parte dos negócios de Rafaat no país vizinho como fornecedor de drogas na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Procurado no Brasil e no Paraguai, o suspeito utilizava diversos nomes falsos como: Ronald Benites, Oliver Giovanni da Silva, Elton da Silva Leonel, Gallant, Galan e Pakito. Elton foi autuado em flagrante delito por uso de documento falso e acabou recapturado, já que segundo a polícia era foragido do sistema penitenciário.

A prisão temporária foi pedida pela Polícia Federal à Justiça, segundo a unidade, em razão da periculosidade de Galã e também porque ao permanecer custodiado ele não poderá dificultar as investigações sobre os crimes em que é suspeito de envolvimento e que prosseguem em sigilo. Ainda conforme a PF, a prisão temporária tem validade inicial por 30 dias e pode ser convertida em preventiva (por tempo indeterminado).

Dentro das investigações sobre a ação do suspeito na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, em 11 de agosto do ano passado a Polícia Federal estourou um “bunker” do PCC em Ponta Porã.

No local, foi encontrado um verdadeiro arsenal, com armas, munições e drogas. Na ação foram presos quatro homens, um dos quais era sócio de Galã em uma empresa constituída no Paraguai e que, conforme a polícia, sobre a qual existem fortes indícios de que era utilizada para lavagem de dinheiro.

Além de documentos da empresa foi apreendida na operação uma caminhonete blindada pertencente à empresa de Galã e descobertas conversas nos celulares, que indicam que ele seria o líder da organização criminosa.

DouradosNews….

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