Dólar amplia queda após votos do STJ contra habeas corpus de Lula

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Dolar-Moeda estrangeira
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queda do dólar sobre o real nesta terça-feira (6) ganhou força nesta tarde, depois que o pedido de habeas corpus em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu votos negativos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a Reuters, a baixa da moeda também era influenciada pelo exterior, com o alívio nas preocupações sobre eventual guerra comercial após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que adotaria tarifas sobre a importação de aço e alumínio.

Perto das 16h, a moeda norte-americana caía 1,1%, vendida a R$ 3,212.

“Com três votos ele perde o julgamento e provavelmente não poderá concorrer nas eleições de outubro”, destacou à Reuters um gestor de uma corretora local ao explicar que o mercado o considera um candidato menos comprometido com o ajuste das contas públicas.

O ministro Jorge Mussi acompanhou o relator Félix Fischer e apresentou o segundo voto contra a concessão de um habeas corpus preventivo a Lula. Com isso, eles permitem a execução imediata da pena de prisão imposta ao petista depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) manteve a condenação de primeira instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP).

Existe a possibilidade de Lula ir preso tão logo o TRF-4 julgue recursos, chamados tecnicamente de embargos de declaração, apresentados pela defesa de Lula contra a confirmação da sentença. Os advogados de Lula pedem que o STJ impeça a prisão.

No total, cinco ministros da 5ª Turma do STJ julgam o pedido de habeas corpus preventivo. A defesa de Lula quer a medida para que só haja uma detenção após o trânsito em julgado, ou seja, o esgotamento de todos os recursos possíveis no Judiciário.

No exterior

O mercado doméstico vinha acompanhando a trajetória de baixa da moeda no exterior, onde o dólar caía sobre moedas de países emergentes, com o peso mexicano e a lira turca, ainda segundo a Reuters, com o ambiente mais tranquilo nesta sessão.

Trump enfrentou crescente pressão de aliados políticos e de empresas norte-americanas na véspera para não avançar com seus planos.

O apetite ao risco no exterior também foi renovado após acordo histórico entre as Coreia do Norte e do Sul em negociações diretas. Os dois países, ainda tecnicamente em guerra, terão sua primeira cúpula em mais de uma década no próximo mês, aproveitando as menores tensões depois dos Jogos Olímpicos de Inverno no mês passado na Coreia do Sul.

BC não interfere

O Banco Central brasileiro não anunciou intervenção para o mercado cambial nesta sessão. Em abril, vencem US$ 9,029 bilhões em swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro.

G1

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