Chuvarada dá pausa, mas campo ainda sustenta bom cultivo do milho

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Neste ano, a maior cidade do interior do Estado registrou acúmulo pluviométrico acima da média histórica desde janeiro, mas parece que o mês de abril chegou para colocar um ponto final na chuvarada. Desde o dia 1° não cai uma gota e nesta terça-feira a escassez já completa 10 dias. Para o mês são esperados 114.8 milímetros de chuva.

Apesar da estiagem, o cultivo do milho segue a todo vapor, aproveitando-se da umidade extra no solo após os 740 milímetros de chuva acumulados no primeiro trimestre.

O maior período sem precipitações pluviométricas neste ano havia sido registrado na primeira semana do mês de fevereiro, segundo o Guia Clima da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Agropecuária-Oeste.

Os dados mostram também que, os dias com maior registro de chuva foram em 02 de janeiro e 10 de fevereiro com 118.2 e 101.9 milímetros acumulados respectivamente.

Ao todo, os primeiros três meses de 2018 acumularam 740 milímetros de chuva.

NO CAMPO

A chuvarada beneficiou o campo segundo o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Ricardo Fietz. Foi graças ao período de grande acúmulo, como janeiro e fevereiro, que o solo recebeu ‘dose extra’ de umidade, vindo a garantir boas condições ainda nesses dias de escassez.

“Tivemos os meses de janeiro e fevereiro mais chuvosos em 40 anos. Março também teve muita chuva, mas principalmente os dois primeiros meses. No primeiro trimestre de 2018 foi registrado um acúmulo pluviométrico de 740 milímetros, o que elevou a umidade do solo e, apesar dos dias sem chuva, a terra ainda se encontra nas condições necessárias para o bom desenvolvimento do cultivo do milho na região” afirmou.

Apesar da situação com o campo estar sob controle, Fietz afirmou que caso a estiagem se prolongue entre sete a dez dias, a preocupação pode bater à porta dos produtores.

“Não temos previsão de chuva para os próximos dias. Caso a estiagem dure mais de uma semana a dez dias, provavelmente as condições do solo preocuparão o produtor rural” concluiu.

DouradosNEws

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