Greve causa transtornos e perdas na merenda escolar

Prefeitura precisa se desdobrar para não perder alimentos da merenda escolar

Prefeitura precisa se desdobrar para não perder alimentos da merenda;

Indefinição causa problemas em organização de merendas nas escolas, para não perder alimentos, educação destina verduras a Assistência Social

A indefinição por parte de algumas escolas e profissionais da educação tem causado transtornos na distribuição da merenda escolar em Ponta Porã. Ocorre que a secretaria de educação do município, trabalha de forma planejada e faz os pedidos conforme o número de alunos presentes.

Como muitas escolas não defiram paralisação na sexta-feira, os pedidos foram feitos normalmente pela secretaria de educação. Mas algumas escolas e CEINFs aderiram a greve nesta segunda-feira. Causando transtornos na distribuição da merenda escolar. Com isso, os alimentos foram adquiridos e para não jogar comida fora, a educação remanejou os alimentos para a secretaria de Assistência Social.

A equipe de nutricionistas da secretaria municipal de educação, não viu outra saída, há não ser procurar a secretaria de Assistência Social e redirecionar alimentos como alface, tomate, cebola, repolho, entre outros.

Vale lembrar, que nas escolas onde não houve paralisação, a merenda escola segue sendo servida normalmente, sem prejudicar o desempenhos de crianças atendidas pelos CEINFs e escolas.

DIÁLOGO ABERTO – Para a Prefeitura de Ponta Porã a eventualidade de uma paralisação de professores representa uma precipitação dos dirigentes do Sindicato que optam por encerrar o diálogo e partir para uma tentativa de confronto que acaba prejudicando a qualidade do ensino municipal. “O canal de conversação está aberto e até agora em nenhum momento esteve ou foi fechado pelo Executivo”, disse o prefeito Hélio Peluffo, explicando que na atualidade há falta de recursos para atender a solicitação do Simted.

A Câmara de Vereadores aprovou em sessão ordinária na terça-feira, 08, aumento salarial linear de 3% a toda categoria do funcionalismo público municipal, mas o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação exige reajuste maior, ou seja, de 6,81%. Com a aprovação pela Câmara de Vereadores do aumento salarial, a administração do prefeito Hélio Peluffo antecipa em quatro meses o dissídio coletivo do funcionalismo. O prefeito citou ainda que a prefeitura continuará os estudos de impacto financeiro e o piso nacional dos professores será cumprido.

“Ninguém ganhará menos que o piso salarial. A Secretaria de Finanças vem trabalhando e estudando o impacto disso na folha de pagamento e estamos monitorando a arrecadação e assim que houver receita estaremos garantindo esse direito dos trabalhadores.

Atualmente os repasses do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais em Educação) precisam ser complementados pelo município para cobrir a folha de salários da educação.

O prefeito Hélio Peluffo, acompanhado do secretário Eduardo Campos manteve reunião com diretores das escolas componentes da Rede Municipal de Ensino, quando voltou a reiterar o respeito e admiração pela categoria e que, em nenhum momento encerrou qualquer conversação seja com professores ou qualquer segmento da sociedade.

“Nossa administração tem pautada as ações pelas parcerias, pelo trabalho conjunto como forma de atingirmos nossos objetivos de forma rápida e eficiente”,

destacou o prefeito Hélio. Ele lembrou da política financeira austera adotada desde o primeiro dia da gestão municipal possibilitando investimentos e agora, o aumento para o funcionalismo municipal. “No ano passado, a categoria dos professores foi a única a receber aumento e neste ano ampliamos o reajuste a todos os servidores de forma linear, contemplando a todos, indistintamente”, afirmou.

O prefeito Hélio Peluffo reiterou que em nenhum momento houve fechamento das conversações com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação, como vem sendo afirmado. “Não é verdade, pois o diálogo está aberto e reiteramos isso aos vereadores e agora estamos reafirmando isso”, destacou.

“O secretário de finanças está debruçado em números e planilhas, o índice de 3.81% requerido pelos professores está sendo estudado e em junho retomamos as conversações”, ponderou o prefeito.

Ele lamentou a intenção de greve tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação. “É uma paralisação extemporâneo por motivos alheios ao diálogo que estamos mantendo e sempre manteremos com todo funcionalismo”, reforçou o prefeito Hélio.

Assessoria

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