França ou Bélgica? 1ª finalista da Copa da Rússia será conhecida hoje

As seleções de França e Bélgica entram no gramado do Estádio de São Petersburgo, na Rússia, às 14 horas desta terça-feira, dia 10 de julho. Apenas uma das equipes retornará aos vestiários com a vaga para a grande final da Copa do Mundo, marcada para o próximo domingo (15).

O confronto entre França e Bélgica  na  semifinal da Copa 2018 põe frente a frente duas equipes que têm muito em comum. Os países são vizinhos e suas seleções desempenham um futebol ofensivo, de contra-ataques rápidos, que dispõem de vários jogadores talentosos – e que tentam provar a força de suas gerações em nível internacional.

Muitos rostos familiares estarão em campo (e fora dele) de lado a lado no Estádio de São Petersburgo. Somados os dois elencos, há um total de 20 jogadores que atuam em seus clubes junto a pelo menos um adversário da partida desta terça-feira. E o confronto entre dois colegas de clube pode ser determinante para o resultado do jogo: o francês Kanté será o encarregado pela marcação de Eden Hazard, seu colega no Chelsea. Aquele que se sobressair no duelo tende a dar pela sua seleção um grande passo rumo à classificação.

Já que o assunto é ‘rosto familiar’, o principal deles não estará calçando chuteiras nesta tarde. Maior artilheiro da história da seleção francesa, o ex-atacante Thierry Henry hoje é auxiliar-técnico do treinador da Bélgica, Roberto Martínez. O ídolo dos Les Bleus  (‘Os Azuis’, em francês) foi a principal pauta das entrevistas concedidas pelos jogadores e comissão técnica franceses nos últimos dias.

“Ele foi um jogador incrível e é um grande cavalheiro. É um tanto estranho vê-lo com a equipe da Bélgica, mas essa é a carreira dele. Imagino que seu coração estará confuso porque, antes de qualquer coisa, ele ainda é um francês”, declarou o goleiro Lloris, capitão da França.

Algoz do Brasil nas quartas de final, a seleção da Bélgica chega à partida decisiva confiante em sua geração estrelada, que vê na Rússia a última chance de brilhar após colecionar fracassos na última Copa do Mundo e na Eurocopa de 2016 (os belgas foram eliminados nas quartas em ambos os torneios).

“Nosso time é formado por jogadores comprometidos em ajudar uns aos outros a formar uma equipe de alta performance. Trabalhamos muito nos últimos dois anos para nos tornar os melhores em nível internacional”. disse o técnico Roberto Martínez.

Já a seleção francesa é a equipe mais jovem entre as remanescentes no Mundial (média de 25,6 anos). Mas a juventude já se mostrou não ser obstáculo: os franceses superaram nas oitavas a equipe da Argentina, que levou à Rússia o elenco mais velho de sua história, com média de idade de 29,3 anos. Nas quartas de final, os franceses eliminaram a também experiente seleção do Uruguai, e impediu a pressão dos sul-americanos com um toque de bola muito consciente no segundo tempo.

Para a partida decisiva contra os belgas, o técnico Didier Deschamps contará com o retorno do volante Matuidi, que estava suspenso na última partida devido ao acúmulo de cartões amarelos. Essa situação, aliás, não ocorrerá mais nesta Copa do Mundo, já que os cartões foram zerados para a semifinal.

DouradosNews

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