Ministro Felix Fischer que autorizou buscas em casa de Reinaldo foi cooptado por advogados de MS ligado ao Grupo de Puccinelli

O Portal i9 recebeu arquivos de áudios de conversas telefônicas interceptadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que revelam indícios de suposto tráfico de influência “bancado” pelo Grupo de André Puccinelli que colocou o ex-prefeito Gilmar Olarte no cargo de prefeito e como manteve com ajuda de alguns amigos junto ao Ministro Felix Fischer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para garantir que os recursos impetrados pelo prefeito cassado Alcides Bernal (PP) fossem engavetados e Olarte se mantivesse na cadeira de Prefeito.

Felix Fischer é o Ministro que autorizou as buscas e apreensão na casa do Governador Reinaldo Azambuja (PSDB), assim bem como os pedidos de prisões do Deputado Zé Teixeira (DEM), do Conselheiro Marcio Monteiro e do filho do Governador, Rodrigo de Souza e Silva.

Os áudios que revelam que o Minstro Felix Fisher já tinha sido cooptado pelo Grupo ligado ao ex-Governador Puccinelli em 2014

Numa conversa com ex-secretário de governo municipal, Rodrigo Pimentel, o advogado de Brasília, Alexandre Müller Buarque Viveiros sócio do advogado Cláudio Bonato Fruet pede ao então secretário antecipação de uma parcela para que ele possa resolver o problema de Olarte junto a Felix Fischer.

Acontece que em maio de 2014, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul havia se julgado incompetente em analisar recurso de Bernal que foi remetido ao STJ. O processo foi parar nas mãos do então presidente ministro Félix Fischer, que, segundo advogado revela no áudio, supostamente, estaria ao lado deles (Olarte).

Porém, a briga, de repercussão nacional, entre Fischer e Francisco Falcão, na época Corregedor Geral de Justiça, poderia acabar com plano do grupo que ajudou Olarte a assumir a Prefeitura. O grupo temia que Falcão, supostamente, caso assumisse presidência do STJ pudesse conceder decisão favorável a Bernal por saber do, suposto, envolvimento de Fischer no caso. Por isso, nesta conversa cujo áudio está disponível no site MS Notícias, Alexandre pede a Rodrigo que antecipe um valor a ser pago para que ele possa se aproximar de Falcão, por meio da influência do filho de um ex-senador, que poderia ajudar a convencer o ministro a “seguir” o comportamento do ministro Félix Fischer em relação ao processo de Bernal.

Na conversa, Alexandre é claro: “Tá tendo uma briga que vocês não têm nada a ver e (…) o atual corregedor (Francisco Falcão) entrou em bateria contra ele então hoje vai ter sessão com todos os ministros (…) e os caras do outro lado pediram adiamento, esse adiamento deve ocorrer (…) preciso cooptar mais uma pessoa, esse filho de um senador que vai ter que nos ajudar nisso aí (…). Se puder antecipar aquela do dia 30 é melhor porque já passo para ele (…)”, diz Alexandre.

O advogado ainda diz a Pimentel que precisam agir rápido, pois teme que Falcão seja levado para lado de Bernal. “(…) minha preocupação é que outro cara seja cooptado e daí vai pedir vista (…) preciso neutralizar esse outro cara (…) os caras brigaram por uma razão, as eu não quero brigar com ninguém (…)”.

Em outra conversa, desta vez entre Pimentel e o sócio de Alexandre, advogado Claudio Bonato Fruet, eles retomam a mesma questão e Cláudio reclama com Rodrigo de Valter Sâmara, que segundo o advogado, agia de forma que poderia levantar suspeitas. ” (…) terceiro, o estrago do Chapeludo não foi tão grave, mas beirou ridículo. Pô (…) o cara chegou lá e diz esse aqui é o prefeito eu que pus ele lá (…) pô, segura o cara (…) ele tem que desaparecer do STJ.” Em seguida, Claudio alerta Rodrigo para as dificuldades que Olarte poderá enfrentar junto ao STJ devido à briga entre Fischer e Falcão. “(…) e agora tem a briga dos dois e com certeza o porra do Falcão vai contra. Nós já ganhamos inimigos lá (…) quem ganhou inimigo foi o Fischer, e agora vamos ter problemas. Já era para estar mesmo tudo liquidado, mas em razão de uma briga infelizmente ele tirou de pauta (…).”

Revelações supreendentes

O lobista e advogado Alexandre Müller Buarque Viveiros, sócio do advogado Cláudio Bonato Fruet é primo do Procurador Marcello Miller, aquele do PGR, que é investigado por ter ajudado na delação premiada de executivos do grupo J&F enquanto era o Numero 2 da PGR de JANOT.

Já o advogado Cláudio Fruet é irmão do ex-prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet do PDT. O ex-secretário de governo de Olarte, o advogado Rodrigo Pimentel é sócio de Lucas Mochi, filho do candidato ao Governo pelo PMDB, Junior Mochi e do advogado Felix Nunes da Cunha, sócio na LGA de André Puccinelli Junior, preso na Operação Lama Asfaltica. Felix Nunes é também advogado do ex-Governador André Puccinelli e trabalha como assessor juridico do Conselheiro Osmar Jerônimo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS)

Osmar quando era Secretário de Puccinelli desmonstrou grande influência dentro do GAECO na época ao avisar Rodrigo Pimentel, filho do desembargador Sideni Soncini Pimentel de uma Operação do MPE-MS na época, em tempo este desembargador mencionado aqui fora nomeado por André Puccinelli na época.

Fonte: I9

Publicidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here