Cerveja Artesanal conquista espaço na fronteira

Ponta Porã sediará festival da cerveja artesanal

Ponta Porã será palco do 1º Festival de Cerveja Artesanal em Novembro

Ponta Porã cidade que faz fronteira com Pedro Juan Caballero, Paraguai será palco do 1º Festival Cultural Internacional de Cerveja Artesanal de forma simultânea com Hamburguer Artesanal que acontece de 15 a 16 de novembro deste ano no Parque dos Ervais. A entrada será gratuita.

O evento contará com uma ampla estrutura que estará recebendo diversas atrações, como exposição carros antigos, veículos, food trucks, Vintage Motocicletas, shows musicais tendo como tema principal a Cerveja Artesanal produzida em Mato Grosso do Sul.

Conforme dados da Associação das Cervejarias do Brasil (CervBrasil) o estado de Mato Grosso do Sul é o 11 no número de Cervejarias Artesanais e vem apresentando um significativo crescimento e aceitação entre os apreciadores da bebida.

O Estado conta com a ACERVAMS- Associação de Cerveja Artesanal de Mato Grosso do Sul, fundada em 29 de junho de 2017, tendo como missão fomentar o movimento cervejeiro artesanal em Mato Grosso do Sul, por meio de brassagens abertas, cursos, workshops, degustações, concursos e apoio técnico e parceria com micro cervejarias locais, brewshop e os bares e restaurantes especializados em cervejas artesanais, possuindo atualmente 80 associados e projeta alcançar ampliar sua atuação com a criação de um diretório na região de fronteira.

No interior o gosto e o interesse pela Cerveja Artesanal vem se espalhando de forma gradativa, com destaques para Dourados, que possui um bom número de apreciadores da bebida Artesanal e Ponta Porã fronteira com Paraguai, país que vem produzindo cerveja artesanal com a característica da população fronteiriça, como a marca nhanduti comercializada em vários sabores em Pedro Juan Caballero, que conta com a Asociación de Cerveceros Artesanales del Amambay, que estará presente no I Festival de Cerveja Artesanal de Ponta Porã, que tem confirmada a presença das marcas Koch Beer, Canalhas, Prosa, Morena e Eden Beer, ambas instaladas em Campo Grande, capital do estado.

As cidades turísticas de Bonito e Corumbá também possuem um público ávido a degustar e produzir sua própria cerveja artesanal.

A capital Campo Grande tem sido o principal expoente da produção de Cerveja Artesanal em Mato Grosso do Sul, tendo inicio com a produção caseira da tradicional Cantina Mato Grosso, expandiu para novas marcas com destaque para Moagem, uma das pioneiras, Prosa, Eden Beer, Morena, Canalhas, Onze-Onze que já comercializam os seus produtos e possuem um público fiel nos bares e restaurantes.

A cidade morena atraiu novos investidores no setor como a conceituada Kochi Beer de Ponta Grossa Paraná, que instalou se na cidade e já conquistou um bom número de consumidores de suas variadas marcas e sabores.

As cidades turísticas de Bonito e Corumbá também possuem um público ávido a degustar e produzir sua própria cerveja artesanal.

Mudança de hábito

Com o crescimento das chamadas cervejas gourmet, criam-se novos hábitos entre os consumidores, que passam a consumir o produto menos em quantidade, e mais

apreciando sabores. Para os especialistas a mudança no comportamento serviria para atenuar a associação entre álcool e agressividade.

O segmento já passa a contar com sommelière de cervejas do país. Esse profissional acompanha, em bares, restaurantes e cervejarias, todo o processo de aquisição e consumo do produto. O termo sommelier já é popular no mundo dos vinhos, o que mostra a aproximação do universo da cerveja com a sofisticação da bebida derivada da uva.

Mercado

Em alguns casos a produção cervejeira tem sido uma alternativa de renda.

No momento de crise do país, muitos viram como alternativa de negócio, após serem demitidos. Decidiram empreender, mudar de ramo. As mulheres representam de 25% a 30% dos alunos, e a faixa etária varia de 18 a 70 anos.

Em nove meses, graças à expansão da cerveja artesanal, saltou de 679 para 835 o número de cervejarias em operação no Brasil. O comparativo entre os dados de dezembro de 2017 e setembro de 2018 foi realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O crescimento é de 23% no período. São 169.681 produtos registrados por estas cervejarias. O Sul ainda é região com o maior número de cervejarias (369), seguido por Sudeste (328), Nordeste (61), Centro-Oeste (51) e Norte (26).

Entre os estados, o Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar tanto em número de cervejarias (179) quanto em densidade (cervejarias X habitante). No que diz respeito à quantidade de negócios deste tipo, São Paulo ocupa o segundo lugar (144) e a lista segue com Minas Gerais (112), Santa Catarina (102), Paraná (88), Rio de Janeiro (56), Goiás (25), Pernambuco (18), Espírito Santo (16), Mato Grosso (12) e Mato Grosso do Sul.

A cerveja artesanal representa cerca de 3% do mercado (nacional) da cerveja, e em termos de volume, cerca de 1% a 1,5% do faturamento. Dependendo do ambiente econômico, da desoneração tributária para baixar os impostos, esse cenário daqui uns 10 anos pode ser 8% a 10%. Isso seria o ideal. Praticamente um crescimento de quatro ou cinco vezes o que é hoje – projeta Abracerva.

A qualificação é primordial, inclusive para ampliar a rede de contatos profissionais. Costumam ser exigidas, para as vagas na área, habilidades como capacidade de inovar e bom relacionamento com o público.

O perfil dos cervejeiros varia, desde aqueles engajados no processo artesanal até os que já produzem em escala industrial.

Apesar da facilidade de poder produzir a cerveja até mesmo dentro de casa, o custo dos equipamentos e insumos é alto, o que também encarece o valor do produto final. Os empresários do ramo, ao contrário dos produtores caseiros, ainda enfrentam dificuldades para alavancar os negócios.

Na avaliação dele, o custo dos tributos cria dificuldade para investir em outros segmentos da produção, como distribuição e novos espaços para consumo.

História

A cerveja, bebida já consumida por nobres e camponeses egípcios, vive hoje no Brasil um mercado em transformação. Uma das mudanças, em curso desde a década de 1990, é a expansão da cerveja artesanal. Segundo levantamento do Instituto da Cerveja, em 2015 eram 372 cervejarias no país, contra 46 em 2005.

No Brasil, o desenvolvimento começou timidamente com algumas microempresas de Porto Alegre e Santa Catarina. Em 2005, explodiu de forma mais intensa e, nos últimos anos, vem apresentando um crescimento impressionante.

A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) aponta que, de 2011 a 2014, o setor cervejeiro movimentou R$ 27 bilhões em salários, respondendo a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do país).

Assessoria

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