Polícia procura arma usada para matar família antes de corpos serem carbonizados no ABC

Investigação identificou homem que teria ajudado o casal, Ana Flávia e Carina, a colocar coisas pesadas dentro do carro da família na noite do crime. Filha do casal e a namorada estão presas.

A Polícia Civil procura a arma usada para matar a família que foi encontrada carbonizada em um carro em São Bernardo do Campo, na região do ABC. O laudo necroscópico preliminar indica que, mãe, pai e filho foram mortos com golpes de um objeto contundente na cabeça, semelhante a um pedaço de madeira. Em seguida os corpos foram queimados dentro do carro na Estrada do Montanhão.

A investigação divulgou nesta quinta-feira (30) imagens das câmeras de segurança do condomínio onde parte do crime foi cometido. A divulgação foi realizada um dia depois da prisão da filha e da namorada dela.

Uma testemunha, que está sob proteção e anonimato, disse à polícia que viu um homem de 1,90 m na casa onde morava a família encontrada carbonizada. Segundo a polícia, ele ajudava o casal Ana Flávia e Carina a retirar objetos pesados da casa onde a família assassinada morava, na cidade de Santo André, também no ABC. A polícia acredita que seriam os corpos do pai e filho.

Os corpos do casal Romuyuki e Flaviana Gonçalves, e do filho Juan Victor, de 15 anos, foram enterrados na tarde desta quinta no Cemitério Municipal Carminha, em São Bernardo.

Os vídeos das imagens de segurança do condomínio mostram que a filha mais velha do casal, Ana Flávia, de 25 anos, e a namorada dela, Carina Ramos, de 31 anos, permaneceram na casa da família por mais de seis horas.

O carro de Ana Flávia chega ao condomínio onde os pais moravam no início da noite de segunda-feira (27) e, em seguida, entra e sai do imóvel algumas vezes. Por volta das 20 horas, Carina entra a pé no residencial com o rosto escondido pelo capuz da blusa que vestia.

Às 22h36, o carro da família entra no condomínio com a comerciante Flaviana ao volante. A polícia diz que àquela altura, ela já estava dominada pelos assassinos. Quase 3 horas depois, 1h14 de terça-feira (28), o carro de Ana Flávia deixa o condomínio, seguido pelo carro da família.

O porteiro disse à polícia que quem dirigia o carro era a mãe de Ana Flávia.

Depoimentos

Segundo a polícia, Ana Flávia e a namorada sustentam que o casal devia a um agiota.

“O que elas disseram para gente no momento foi que elas saíram dali porque a mãe teria recebido uma ligação que deixou todo mundo exaltado. Que elas estavam numa confraternização normal e, como ficou um clima ruim entre eles, a mãe falou que precisava sair em emergência. Então eles meio que perceberam que elas tinham que se retirar”, disse o delegado Ronald Quene Justiniano Marques.

Uma testemunha disse à polícia ter visto um homem circulando pela casa na mesma noite. Os investigadores encontraram a casa revirada e disseram que, quem matou também levou embora eletrodomésticos, joias e dinheiro.

“Nós encontramos uma testemunha que contraria tudo o que elas nos disseram, até então. Elas falam que estavam sozinhas, passaram a tarde sozinhas com os pais da Ana Flavia na casa, mas chega uma testemunha e fala ‘não, elas não estavam sozinhas, tinha mais uma pessoa lá, inclusive eles colocaram o carro de ré na casa e carregaram o carro com peso’”, disse o delegado Paul Henry Bozon Verduraz.

Por causa das contradições no depoimento e do que disse a testemunha, a Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias da filha mais velha do casal, Ana Flávia, e da namorada dela, Carina.

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