Segundo as investigações, Eder atuava como "mensageiro" dentro da penitenciária da Gameleira, em Campo Grande - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) demitiu o policial penal Eder William Ador, 44 anos, apontado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) como integrante de uma estrutura utilizada para transmitir ordens e atuar como uma espécie de “pombo-correio” do Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.

Eder William Ador foi preso em 2022 durante uma operação do Gaeco e passou a responder por envolvimento com organização criminosa e participação no planejamento de atentados contra policiais penais.

Segundo as investigações, ele trabalhava na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, em Campo Grande, e utilizava o acesso proporcionado pela função para atuar como uma espécie de mensageiro da facção.

A demissão foi formalizada em publicação assinada pelo diretor-geral da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, na edição desta segunda-feira (10) do Diário Oficial do Estado.

Eder foi responsabilizado administrativamente por uma série de infrações previstas na legislação que rege os servidores públicos estaduais e os agentes do sistema penitenciário. Entre os dispositivos citados estão condutas relacionadas ao uso do cargo para obter vantagem pessoal ou para terceiros, recebimento de propina ou outras vantagens em razão das atribuições e comportamento incompatível com a função pública.

De acordo com a investigação conduzida no âmbito da Operação Bilhete, recados recolhidos com o policial penal continham informações sobre um plano de atentado contra ao menos cinco agentes penitenciários, além de integrantes de uma organização criminosa rival. As mensagens teriam sido utilizadas para transmitir ordens e informações entre integrantes da facção que estavam dentro e fora do sistema prisional, alguns investigados na Operação Omertà.

A atuação atribuída a Ador estaria relacionada a represálias contra integrantes da organização criminosa mantidos em presídios federais.

As investigações apontaram que lideranças do grupo pretendiam pressionar pela retirada desses presos das unidades federais e pelo retorno deles a estabelecimentos prisionais de São Paulo.

Eder foi responsabilizado administrativamente por uma série de infrações previstas na legislação que rege os servidores públicos estaduais e os agentes do sistema penitenciário. Entre os dispositivos citados estão condutas relacionadas ao uso do cargo para obter vantagem pessoal ou para terceiros, recebimento de propina ou outras vantagens em razão das atribuições e comportamento incompatível com a função pública.

De acordo com a investigação conduzida no âmbito da Operação Bilhete, recados recolhidos com o policial penal continham informações sobre um plano de atentado contra ao menos cinco agentes penitenciários, além de integrantes de uma organização criminosa rival. As mensagens teriam sido utilizadas para transmitir ordens e informações entre integrantes da facção que estavam dentro e fora do sistema prisional, alguns investigados na Operação Omertà.

A atuação atribuída a Ador estaria relacionada a represálias contra integrantes da organização criminosa mantidos em presídios federais.

As investigações apontaram que lideranças do grupo pretendiam pressionar pela retirada desses presos das unidades federais e pelo retorno deles a estabelecimentos prisionais de São Paulo.

Fonte: Correio do Estado

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