Perícia apontou hematomas em diferentes partes do corpo da criança; mãe também responde no processo e está proibida de manter contato com a filha
A Justiça paraguaia concedeu prisão domiciliar a Rodrigo René Piris Gómez, de 23 anos, investigado por supostas agressões contra a enteada, uma menina de seis anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), em Pedro Juan Caballero.
A decisão foi determinada pelo juiz Juan Martín Areco Torraca, da Vara Criminal de Garantias, e substitui a prisão preventiva que havia sido aplicada anteriormente ao investigado.
O caso ganhou repercussão na região diante da idade e da condição de vulnerabilidade da criança, além das lesões constatadas durante os exames periciais.
Perícia identificou hematomas
Conforme informações constantes no processo, o exame de corpo de delito realizado pela perícia médico-forense apontou hematomas no tórax, no braço direito e nos glúteos da menina.
O laudo também teria identificado lesões apresentando diferentes tempos de evolução. Esse elemento deverá ser analisado durante a investigação para ajudar a estabelecer quando e em quais circunstâncias os ferimentos ocorreram.
A existência das lesões, por si só, não encerra a apuração sobre autoria e responsabilidade, que ainda deverão ser estabelecidas no decorrer do processo.
Mãe também responde no processo
A mãe da criança também foi formalmente incluída no processo por suposto descumprimento do dever de cuidado.
Por determinação judicial, ela está proibida de manter contato com a filha.
A menina foi retirada do ambiente onde teriam ocorrido os episódios investigados e permanece sob guarda provisória de terceiros. Conforme as informações disponíveis, apenas o pai biológico e a avó paterna receberam autorização judicial para realizar visitas.
As medidas buscam preservar a segurança e o bem-estar da criança enquanto o caso continua sendo apurado.
Prisão preventiva é substituída por domiciliar
A defesa de Piris Gómez solicitou a substituição da prisão preventiva argumentando, entre outros pontos, que o relacionamento entre o investigado e a mãe da menina terminou e que não haveria mais convivência entre eles.
Informações relacionadas ao caso também indicam que a mãe estaria residindo fora da comarca de Pedro Juan Caballero.
A legislação processual paraguaia permite que a prisão preventiva seja substituída por outras medidas cautelares quando o Judiciário entende que os riscos processuais podem ser controlados por alternativas menos restritivas.
Com a decisão, Piris Gómez continuará submetido ao processo, mas cumprindo a medida cautelar em regime domiciliar.
Caso continua sob investigação
A mudança da medida cautelar não representa absolvição nem encerramento da investigação.
As autoridades ainda deverão esclarecer a origem das lesões, a cronologia dos ferimentos e as responsabilidades individuais dos envolvidos.
Por se tratar de uma criança, detalhes que possam permitir sua identificação devem permanecer preservados.
O Brasiguaio News seguirá acompanhando o andamento do caso e eventuais novas decisões da Justiça paraguaia.
Redação Brasiguaio News
