Um ataque a tiros registrado na noite desta quarta-feira (28), em Ponta Porã (MS), resultou na morte de dois homens e elevou para três o número de execuções na cidade em um intervalo de menos de 10 horas. O crime ocorreu na Rua João Ponce de Arruda, na região do Grande Marambaia, área próxima ao antigo Paraná, na fronteira com o Paraguai.
De acordo com informações apuradas, as vítimas estavam conversando dentro de um veículo, estacionado em frente a uma residência, quando dois homens armados, que chegaram em uma motocicleta, se aproximaram e abriram fogo. Ambos os ocupantes do carro foram atingidos.
Após os disparos, uma das vítimas permaneceu dentro do veículo, enquanto a outra tentou fugir, correndo em direção ao quintal de uma casa, mas também foi baleada e caiu no local. Moradores relataram ter ouvido diversos tiros e acionaram o socorro imediatamente.
Equipes do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência e encaminharam os dois feridos ao Hospital Regional de Ponta Porã (HRPP), onde deram entrada na área vermelha. Segundo informações repassadas pelos socorristas, um dos homens já chegou sem vida à unidade hospitalar. O segundo ferido recebeu atendimento emergencial, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada desta quinta-feira (29).
As vítimas foram identificadas extraoficialmente como Wendrei Ferrer Alvarenga e Wellington Souza de Jesus. Até o momento, não há confirmação oficial sobre qual deles morreu ainda na noite de quarta-feira e qual veio a óbito durante a madrugada.
O atentado aconteceu na mesma região onde, horas antes, pela manhã, o operador de retroescavadeira Emersom Lemes, de 34 anos, funcionário de uma empresa terceirizada da SANESUL, foi executado a tiros enquanto trabalhava, o que reforça o clima de insegurança e violência no bairro.
A Polícia Militar e a Polícia Civil estiveram no local do ataque noturno, isolaram a área e iniciaram os primeiros levantamentos. Até a publicação desta matéria, não houve manifestação oficial sobre a autoria ou a motivação dos crimes, e o boletim de ocorrência ainda não constava no sistema da Polícia Civil.
Os casos seguem sob investigação.