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Orçamento de quase R$ 1 bilhão é discutido pelos vereadores de P.Porã

Presidente da Câmara Municipal, Vereador Agnaldo reuniu todos os vereadores antes do início da sessão para discutir problemas e investimentos

Antes de iniciar a sessão ordinária desta terça-feira, dia 3, o presidente da Câmara Municipal, Vereador Agnaldo, reuniu os vereadores para discussão do orçamento municipal previsto para o ano que vem de quase R$ 1 bilhão. O objetivo é apresentar propostas visando a melhoria dos serviços públicos para a população, principalmente no que tange ao atendimento na área da saúde nas unidades básicas e centros especializados.

O presidente Vereador Agnaldo destacou o trabalho que é desenvolvido pelos parlamentares no sentido de buscar soluções para as demandas da população. O setor da saúde é um dos que mais exigem investimentos e os vereadores vão apresentar ao município sugestões para dar agilidade nos atendimentos de consultas represadas com médicos especialistas e também na área de diagnósticos com exames de alta complexidade e cirurgias.

Todos os vereadores estão empenhados na busca de soluções e o presidente Vereador Agnaldo disse que através de gestão junto ao senador Nelsinho Trad foram destinados recursos da ordem de R$ 3 milhões para atender a população com a realização de exames complexos. “Os médicos solicitam e o setor de saúde precisa estar preparado para atender a população, apesar de ser reconhecido os grandes avanços que aconteceram nos últimos anos”, destacou Miudinho.

Os vereadores discutiram o setor de regulação da saúde em nível municipal e do Estado. Juntamente com o presidente Agnaldo vão buscar a Secretaria Municipal de Saúde para apresentar sugestões para dar mais agilidade no atendimento das pessoas que estão na fila de espera por consultas com especialistas ou mesmo para exames de diagnósticos médicos. Também se comprometeram a juntar forças para cobrar da Secretaria de Estado de Saúde maior celeridade na fila de regulação e destacaram que o grande número de pacientes encaminhados pelos municípios da região acaba congestionando a saúde de Ponta Porã.

A reunião contou com a presença dos seguintes vereadores: Agnaldo (presidente), Anny Espínola (1ª vice-presidente), Kleber Ortiz (1º secretário), Marcelino Nunes (2º vice-presidente), Angela Derzi, Edevaldo Mattoso Barbosa, Edinho Quintana, José Menino Júnior, Kamila Alvarenga, Neli Abdulahad, Lourdes Monteiro, Ricardo Torraca, Thiago Vedana e Waldecir Fernandes. Os vereadores Jelson Bernabé, Marquinhos e Vanderlei Avelino estavam com atendimentos em seus gabinetes e depois participaram das discussões no plenário.

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Vereadores realizaram reunião para discutir orçamento de quase R$ 1 bilhão antes do início da sessão desta terça-feira – Foto: Lécio Aguilera

Assessoria*

Nota Oficial: O Sicredi vem por meio desta informar que não houve assalto na Agência Ervais emPonta Porã/MS

O Sicredi vem por meio desta informar que não houve assalto na Agência Ervais em Ponta Porã/MS. O que ocorreu de fato, foi um assalto nas imediações, no qual levaram o malote de uma empresa. A instituição está apoiando as autoridades na investigação do caso.

Sicredi Centro-Sul MS/BA
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CEP: 79800-021 – Dourados/MS
sicredi.com.br

Ponta Porã MS: Ibrape aponta vantagem de Eduardo Campos

Instituto também pediu para eleitor avaliar a administração do atual prefeito.

Pesquisa encomendada pelo Repórter MS realizada pelo Instituto Novo Ibrape apontou vantagem do candidato do PSDB na corrida sucessória em Ponta Porã. O atual prefeito Eduardo Campos aparece em primeiro lugar nos dois cenários do levantamento que ouviu 500 eleitores acima dos 16 anos entre os dias 26 e 31/08/2024 do mês de agosto, com registro junto ao Tribunal Superior Eleitora (TSE) com o número 03301/2024. A margem de erro da pesquisa é de 4.4% e o nível de confiança de 95%.

Os pesquisadores do Ibrape sem apresentar lista de candidatos fizeram a seguinte pergunta para resposta espontânea dos eleitores de Ponta Porã: Se as eleições para prefeito fossem hoje, em quem você votaria? 55,4% não sabem ou não responderam; Eduardo Campos tem a preferência de 30,2%, Pompílio Júnior 9,8%, Carlos da UCP 2,4% e Álvaro Soares 2% e o ex-prefeito Hélio Peluffo Filho, que não é candidato, foi citado por 0,2%.

Na pesquisa estimulada, o entrevistador apresentou um disco com os nomes de todos os candidatos que estão concorrendo e fez a seguinte pergunta aos eleitores: Se as eleições para prefeito fossem hoje e os candidatos fossem estes, em qual deles você votaria? Eduardo Campos foi citado por 54,6%; Pompílio Júnior 16%, não sabem/indecisos 14,4%; Álvaro Soares 5,8% e Carlos da UCP 5,4%. Nenhum dos nomes ou vão votar em branco ou anular o voto 3,8%.

REJEIÇÃO

O Ibrape também levantou números sobre a rejeição aos nomes dos candidatos que estão postulando o cargo de prefeito de Ponta Porã e fez a seguinte pergunta na pesquisa estimulada aos eleitores: Em qual destes candidatos você não votaria de jeito nenhum? Não sabem ou não responderam 38,4%, Carlos da UCP 20,8%, Álvaro Soares 20,4%, Pompílio Júnior 13,2% e Eduardo Campos 7,2%.

AVALIAÇÃO DA ATUAL GESTÃO

Além de perguntar a tendência de voto, a pesquisa do Ibrape também fez levantamento de como o eleitor classifica a gestão municipal, sendo que no momento da abordagem o entrevistador apresentou a seguinte pergunta: Como você avalia a administração do atual prefeito até o momento? 18,2% responderam ótima; 38,3% avaliaram como boa e 28,9% regular positiva; 6,9% avaliam como regular negativa e 3,6% como ruim e 4% como péssima.

Na soma dos números 56,5% dos eleitores avaliam a atual administração como ótima ou boa, 35,8% como regular e 7,7% como ruim ou péssima. E quando são somados todos os números que aprovam e desaprovam, a pesquisa apontou que 85,4% responderam que a atual gestão é ótima, boa ou regular positiva e 14,6% avaliaram como ruim, péssima ou regular negativa.

(*) Pesquisa eleitoral realizada pelo instituto Novo Ibrape, registrada junto ao TSE com o número 03301/2024. Foram realizadas 500 entrevistas entre os dias 26 e 31/08/2024. A margem de erro da pesquisa é de 4.4% e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pelo portal de notícias Repórter MS.

*Fátima Ali

Malote da Empresa Leve e Lave é Roubado por Criminosos em Motocicleta

Na manhã desta segunda-feira, em Ponta Porã, um assalto que ocorreu nas proximidades do Banco Sicredi revela que o alvo dos criminosos foi um malote da empresa Leve e Lave. O incidente aconteceu em frente à agência bancária, quando o veículo transportando o dinheiro foi abordado por assaltantes que utilizavam uma motocicleta.

Segundo testemunhas, os bandidos agiram de maneira rápida e precisa, bloqueando o veículo da empresa no momento em que este estacionava em frente ao banco. Armados, os criminosos exigiram a entrega do malote, que continha uma quantia em dinheiro ainda não divulgada.

Após o roubo, os assaltantes fugiram em alta velocidade na motocicleta, tomando rumo desconhecido. A ação deixou os funcionários da Leve e Lave e os clientes do banco em estado de choque, mas, felizmente, ninguém ficou ferido. A Polícia Militar (Bope) e a Polícia Civil foram acionadas imediatamente e estão trabalhando em conjunto para capturar os responsáveis.

Agência do Sicredi em Ponta Porã: Malote é Levado por bandidos em frente ao banco

Na manhã desta segunda-feira, um malote foi roubado em frente a agência do Banco Sicredi localizada em Ponta Porã, segundo informações extraoficiais. Os criminosos conseguiram levar um malote, cujo conteúdo ainda não foi oficialmente divulgado.

O ataque aconteceu por volta das 11h, quando a agência já estava em pleno funcionamento. De acordo com relatos preliminares, os assaltantes agiram de forma rápida e coordenada, surpreendendo funcionários e clientes que estavam no local.

As autoridades foram acionadas imediatamente após o ocorrido e estão realizando buscas na região. Até o momento, não houve confirmação sobre o paradeiro dos suspeitos ou o valor exato do montante levado.

A Polícia Civil de Ponta Porã já iniciou as investigações, coletando depoimentos e imagens das câmeras de segurança da agência para identificar os responsáveis pelo crime. O Banco Sicredi, por sua vez, informou que está colaborando plenamente com as autoridades e que medidas adicionais de segurança estão sendo implementadas.

Este é mais um episódio que reforça a necessidade de uma maior segurança nas agências bancárias da região, que tem registrado um aumento nos casos de crimes dessa natureza.

Bronze de André Rocha no lançamento de disco é medalha 400 do Brasil

No apagar das luzes do terceiro dia de competições do atletismo nos Jogos Paralímpicos de Paris, a modalidade proporcionou ao Brasil um momento marcante: a medalha de número 400 do país na história da competição. O paulista André Rocha, de 47 anos, foi bronze no lançamento de disco da classe F52, para atletas que competem sentados (André é tetraplégico).

A primeira medalha paralímpica da carreira do bicampeão do mundo nesta prova (títulos conquistados em 2017 e em 2024) arredondou as contas do esporte paralímpico do Brasil, que agora tem 117 ouros, 136 pratas e 147 bronzes desde que começou a competir nos Jogos, na edição de 1972, em Heidelberg, na então Alemanha Ocidental.

A medalha de número 400 veio com alguma dose de drama. No lançamento de disco, cada atleta faz seis tentativas de uma vez e então aguarda pelos desempenhos dos outros para saber em que posição finaliza. André Rocha, que era o detentor do recorde mundial da prova antes de começarem os Jogos, com 23,80 metros, conseguiu 19,48 metros como melhor marca, tendo o segundo lugar como teto. Antes dele, o italiano Rigivan Ganeshamoorthy superara o recorde anterior de André quatro vezes, fechando com 27,06 metros como melhor marca, estabelecendo o novo recorde.

Após André Rocha, ainda restavam mais cinco competidores, e o letão Aigars Apinis logo o superou, registrando 20,62 metros. O paulista de Taubaté então aguardou pelos lançamentos dos outros quatro adversários até finalmente comemorar o bronze.

A medalha de André foi a única do atletismo brasileiro neste domingo. Nas outras finais do dia, Matheus Lima terminou em oitavo nos 100 metros T44, mesma posição de Ariosvaldo Silva na final dos 400 metros T53. Na parte da manhã, Samira Brito e Verônica Hipólito terminaram em sexto e sétimo, respectivamente, na final dos 200 metros T36.

Ao final do quarto dia de competições em Paris, o Brasil – que não conquistou ouros neste domingo – acabou ultrapassado pelos Estados Unidos no quadro de medalhas, caindo para o quarto lugar, com oito ouros, quatro pratas e 15 bronzes, totalizando 27 pódios.

Agencia Brasil*

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Recuperação de Caminhonete Roubada e Apreensão de Suspeito em Colônia Yvype

A Subcomissaria nº 09 de Colônia Yvype conseguiu recuperar uma caminhonete Toyota SW4, que havia sido roubada à mão armada no Brasil, e prendeu o suposto autor do crime, que já possuía antecedentes por homicídio doloso. Durante a operação, também foi apreendida uma arma de fogo.

Em uma operação bem-sucedida realizada na noite de 30 de agosto de 2024, a Subcomissaria nº 09 de Colônia Yvype recuperou uma caminhonete Toyota SW4, cor preta, com placa nº FSW9I89, que havia sido roubada à mão armada no lado brasileiro da fronteira. A vítima, identificada como Altiva Souza, de 68 anos, comerciante e residente da cidade de Ponta Porã, Brasil, havia denunciado o assalto que resultou no roubo de seu veículo.

A operação ocorreu em um caminho rural na fração Alta Vista, dentro da jurisdição da subcomissaria, aproximadamente às 20h10. Durante o procedimento, foi preso Luis Alberto Florencio Rodríguez, paraguaio de 32 anos, residente na fração Santa Ana da mesma cidade. Rodríguez possui antecedentes por homicídio doloso em 2014 na cidade de Coronel Oviedo e tem restrições para sair do país e portar armas.

No momento da detenção, Rodríguez estava em posse de um revólver calibre .44, sem marca ou número de série visível, que foi apreendido pelas autoridades. A arma não continha cartuchos nos cilindros.

No Dia de Combate ao Fumo, entidades alertam sobre cigarro eletrônico

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado nesta quinta-feira (29), a Fundação do Câncer reforça o Movimento VapeOFF, contra os cigarros eletrônicos, fazendo um apelo à população, em especial aos jovens, para que “se liguem na vida e sejam um vapeOFF”. Em parceria com a Anup Social, que integra a Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), a entidade espera mobilizar jovens e adultos a aderirem à campanha de combate ao uso crescente do produto, também conhecido como vape ou pod.ebcebc

A campanha inclui uma série de materiais com videoaula, que está sendo encaminhada a professores dos ensinos médio e universitário, além de depoimentos de personalidades sobre a questão do cigarro eletrônico, entre elas artistas, autoridades de saúde e influenciadores. A fundação conta com a parceria também de empresas, como a Ecoponte e a Onbus, que vão veicular gratuitamente as mensagens da Fundação do Câncer em suas áreas de atuação.

O diretor executivo da Fundação do Câncer, cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, disse à Agência Brasil que a meta é trabalhar “muito pesadamente para mostrar à população, aos professores, pais e responsáveis, e sobretudo aos próprios jovens, dentro das universidades e escolas, os malefícios do consumo de cigarros eletrônicos”. Serão disponibilizados para as escolas e universidades materiais de informação sobre os perigos do produto.

Um milhão de pessoas

O epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, Alfredo Scaff, destacou que, de acordo com estudo da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o consumo do cigarro eletrônico aumentou 600% nos últimos seis anos, em todo o mundo. “E no Brasil não é diferente”, afirmou. Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 1 milhão de pessoas já experimentaram esses dispositivos eletrônicos, apesar de sua comercialização ser proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009. O mais grave é que 70% desse público é formado por adolescentes e adultos jovens de 15 a 24 anos, complementou Scaff.

O foco é trabalhar a população de maneira geral mas, sobretudo, a população jovem, que fica vulnerável às ameaças da falsa ideia de que o cigarro eletrônico não faz mal, travestido de sabores e aromas, disse Luiz Augusto Maltoni. A ideia é trabalhar o tema em salas de aula, acompanhado de filmes, para ajudar os professores a terem conteúdo qualificado para fazer com que esses jovens se sensibilizem. Em 2025, a Fundação do Câncer pretende lançar o Desafio Universitário, em parceria com a Anup Social, para levar o ambiente universitário a pensar a questão do cigarro eletrônico e buscar soluções, a partir de projetos que possam chegar a alunos do ensino médio e das universidades de modo a evitar que esses adolescentes iniciem o hábito do cigarro, seja eletrônico ou não.

Maltoni informou que o tabagismo é considerado doença pediátrica. Uma publicação do Banco Mundial (BIRD) de 1999 mostrou que 90% dos tabagistas começam a fumar antes dos 19 anos, com idade média de iniciação aos 15. “Por isso, nosso movimento também visa levar essa questão para as escolas. Queremos incentivar professores a conversar com seus alunos sobre os malefícios do vape”, afirmou Maltoni.

Cigarro Eletrônico, Vape. Foto: haiberliu/Pixabay

Cigarro eletrônico, vape – Foto haiberliu/Pixabay

Em parceria com a Anup Social, a Fundação do Câncer criou um kit digital antivape, com peças para serem usadas gratuitamente por todas as escolas públicas e privadas do país. Foram disponibilizadas quatro videoaulas, com questionários para debate nas turmas, cartaz, banner para sitesposts para redes sociais, filtro para Instagram e WhatsApp Card. A intenção foi criar peças que levem informações sobre os perigos do cigarro eletrônico para a saúde por meio de linguagem que se comunique com os jovens. As peças estão sendo distribuídas a mais de 200 faculdades, centros universitários e universidades associadas à ANUP, que contam com mais de 4 milhões de estudantes matriculados. Elas ficarão disponíveis também na página do Movimento VapeOFF, de modo que qualquer instituição de ensino do país possa ter acesso. O acesso às vídeoaulas e ao kit digital antivape pode ser obtido no endereço www.cancer.org.br/vapeoff.

Info.Collect

Também nesta quinta-feira (29), a Fundação do Câncer lança a sexta edição da pesquisa Info.Oncollect, boletim periódico que traz dados sobre o tabagismo e a mortalidade por câncer de pulmão no Brasil. O trabalho mostra que embora no Brasil haja uma política bem estruturada de controle do tabaco, que levou à diminuição da prevalência de fumantes entre os homens, reduzindo em 1% a mortalidade por câncer de pulmão entre pessoas do sexo masculino, a mortalidade entre as mulheres aumentou. Elas começaram a fumar mais tardiamente do que os homens. A expansão do número de mulheres fumantes começa a se refletir na mortalidade aumentada entre as mulheres por câncer de pulmão, informou Luiz Augusto Maltoni. “Apesar de haver queda da mortalidade por câncer de pulmão de 1% em todo o país, foi registrado aumento médio de 2% entre mulheres brasileiras, o que pode ser explicado pelo hábito de fumar”.

O levantamento indicou também elevado número de jovens estudantes que experimentaram o vape, mais de 20% em ambos os sexos. Maltoni estimou que as estatísticas dos malefícios do uso do vape em relação ao câncer de pulmão terão reflexo em 20 anos, uma vez que o câncer de pulmão é uma doença que avança lentamente. Os cigarros eletrônicos contêm nicotina derivada do tabaco, cuja concentração é cerca de duas a três vezes maior do que os cigarros convencionais. Por isso, os especialistas alertam para possível elevação de casos de câncer de pulmão em idade mais jovem, antes dos 50 anos, faixa em que a doença era mais notificada.

Alfredo Scaff destacou a necessidade da retomada urgente das campanhas educativas nacionais feitas pelos ministérios da Saúde e da Educação, bem como a fiscalização de fronteiras e o combate ao contrabando, à falsificação e à comercialização dos cigarros tradicionais e eletrônicos, além da disponibilização de medicamentos e insumos para conter o tabagismo.

O diretor executivo da Fundação do Câncer disse que é preciso aumentar o imposto sobre os produtos fumígenos. Levantamento anual dos preços de um maço de cigarro entre os 188 países que assinaram a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial de Saúde (OMS), feito pelo Centro de Apoio ao Tabagista, revela que o valor é de R$ 33,26 em Portugal, R$ 48,59 na Alemanha e R$ 61,93 na Finlândia, contra apenas R$ 9,75 no Brasil o que, segundo ele, favorece o vício.

Aditivos

A coordenadora do Projeto de Controle do Tabaco da ACT Promoção da Saúde, Mariana Pinho, disse à Agência Brasil que são objetos da campanha da organização neste ano os aditivos de aromas e sabores usados pela indústria do tabaco nos cigarros eletrônicos e convencionais. “A gente entende que esses produtos eletrônicos ou vapes são prejudiciais à saúde e que a regulamentação feita pela Anvisa desde 2009 protege a população e coibiu a disseminação desenfreada no Brasil”.

A Pesquisa Nacional de Saúde, feita em 2019, observou que na população acima de 15 anos, 0,6% usava cigarros eletrônicos. Na avaliação de Mariana, isso tem tudo a ver com a resolução da Anvisa de proibir a circulação desses aparelhos. “Agora, depois de cinco anos de a Anvisa se debruçar na revisão dessa resolução, ela entendeu que além da proibição que já existia, deveria ampliar a proibição à fabricação, ao transporte, armazenamento, à distribuição. “Toda a evidência levantada, inclusive em consultas a institutos de pesquisa, usuários, setor regulado, sobre esse tema indicava que a conduta da Anvisa deveria ser mantida na proibição da circulação dos cigarros eletrônicos”.

A ACT Promoção da Saúde apoia a Anvisa e é contrária ao Projeto de Lei 5.008, de 2023, que, além de estabelecer a liberação desses produtos, prevê o uso de aditivos de aromas e sabores. Permite ainda a venda na internet, que é contrária à legislação existente contra o tabagismo. A comercialização pela internet aumenta a possibilidade de menores adquirirem esses produtos, ponderou Mariana.

A ACT Promoção da Saúde é uma organização não governamental que atua na promoção e defesa de políticas de saúde pública, especialmente nas áreas de controle do tabagismo, alimentação saudável, controle do álcool e atividade física. A ONG está preocupada com o avanço do projeto de lei no Senado e na Câmara e é favorável à sua rejeição. O projeto está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e teve votação adiada para a próxima terça-feira (3).

Sopterj

Do mesmo modo, a coordenadora da Comissão de Tabagismo da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (Sopterj), Alessandra Costa, reforçou a necessidade da não legalização dos cigarros eletrônicos, com a manutenção da resolução da Anvisa que já regulamenta a matéria. A médica reiterou que a exposição ao tabagismo, seja em qualquer forma, pode acarretar reações alérgicas em curto prazo, como rinite, tosse, conjuntivite, exacerbação de asma.

Em entrevista à Agência Brasil, a pneumologista destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou campanha este ano de prevenção do tabagismo entre os jovens e crianças contra os cigarros eletrônicos e os vapes. Lembrou que apesar de o cigarro eletrônico ser proibido no Brasil, existe uma pressão muito grande da indústria do tabaco para que seja legalizada a produção e venda, usando justificativas como maior arrecadação de impostos para os governos. Alessandra Costa advertiu que vários levantamentos comprovam que os gastos causados pelas doenças oriundas do consumo de cigarros são muito maiores do que o lucro que se pode obter com relação a impostos gerados pela venda do produto.

“A Sopterj apoia o treinamento de todos os profissionais comprometidos com a educação infantil até a universidade. Quanto mais pudermos divulgar todos os males que o fumo dos cigarros eletrônicos e os vapes ocasionam, é melhor”. Segundo Alessandra, a luta contra os industriais do tabaco é difícil, tendo em vista o elevado poder aquisitivo do setor.

Em 1989, acrescentou, o Brasil tinha 35% da população fumando e conseguiu reduzir esse índice para 9,2%, em dados atuais. Infelizmente, com a chegada dos vapes ou cigarros eletrônicos, tal como acontece no mundo, são os jovens no Brasil que mais utilizam e experimentam esse tipo de produto. Alessanda assegurou que, como mostram pesquisas feitas no país, ao experimentar esses produtos aumenta em até quatro vezes a chance de esses jovens se tornarem fumantes de cigarros convencionais. Outra questão que preocupa é que os cigarros eletrônicos causam adoecimento bem mais precoce do que os cigarros convencionais.

Evali

Estudo mostra que fumantes de cigarros eletrônicos ou vapes têm câncer diagnosticado 20 anos antes que os fumantes de cigarro convencional. De forma geral, os cigarros eletrônicos e convencionais causam os mesmos tipos de doenças, sendo que os cigarros eletrônicos ou vapes provocam dependência química mais rápida e mais intensa do que os cigarros convencionais, causam adoecimento mais precoce com doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral (VC), infarto do miocárdio e vários tipos de câncer.

“Então, a gente precisa preparar os professores para que esse assunto seja discutido em sala de aula. Que desde os alunos de idades mais tenras, os professores estejam preparados para falar sobre os males dos cigarros eletrônicos e vapes com todos esses sabores que são colocados para, exatamente, driblar o gosto desagradável da nicotina, que é mais ácida e que torna quem utiliza esses produtos dependente mais rápido, quando comparado aos cigarros convencionais. Além disso, adoecendo mais precocemente”, completa a especialista.

Brasília (DF) 01/12/2023 - Anvisa discute regulamentação de cigarro eletrônico.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília – Anvisa discute regulamentação de cigarro eletrônico. Foto Joédson Alves/Agência Brasil

Ela citou, como exemplo, a Evali (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico), que é uma injúria aguda pulmonar causada pelos componentes do vape, principalmente um componente oleoso que causa inflamação intensa no pulmão e, na maioria das vezes, irreversível, em que as pessoas precisam ser internadas em unidades de terapia intensiva e submetidas a ventilação mecânica. A médica defendeu as medidas necessárias para que o Brasil retome o controle do tabagismo e consiga levar à população informações sobre os males que esse novo inimigo – que, na verdade, é o cigarro com outros disfarces – pode provocar, especialmente na camada mais jovem da sociedade. “E que os professores realizem eventos nas escolas demonstrando os perigos de consumir qualquer tipo de cigarro”, insistiu.

No dia 20 de agosto passado, a Fiocruz fez um alerta público ao Senado sobre os riscos da liberação de cigarros eletrônicos no país.

Detran leva serviços para comunidade do Itamarati

Durante dois dias os servidores do Departamento Estadual de Trânsito vão atender com regularização de documentos

*Edilson José

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS), levará nos dias 4 e 5 de setembro todos os serviços para atender a comunidade do distrito de Nova Itamarati. O trabalho faz parte de uma parceria com a Prefeitura de Ponta Porã, sendo que a definição de data foi comunicada nesta quarta-feira ao prefeito Eduardo Campos.

De acordo com as informações, todos os serviços para regularização de documentação de veículos automotores ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) serão disponibilizados para a comunidade. A ação faz parte do programa “Detran-MS Mais Perto e Mais Eficiente” em parceria com a Prefeitura de Ponta Porã.

O objetivo é levar os serviços oferecidos pela agência do Detran em Ponta Porã, evitando dessa forma deslocamentos dos moradores do distrito que precisam fazer algum tipo de regularização de documentos. Conforme a programação já definida, os atendimentos acontecerão nos dias 4 e 5 de setembro – quarta e quinta-feira – no horário das 8h às 12h, na sede da Escola Estadual Nova Itamarati.

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