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Foragido da justiça é preso durante operação Covid-19 em Ponta Porã

Domingo 21/03/2021, por volta das 20h00min, durante a operação Covid, ocorrida em ação conjunta com o Corpo de Bombeiros Militar, equipes da Vigilância Sanitária, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal de Fronteira, realizaram abordagens de vários indivíduos em atitudes suspeitas e com passagens policiais em um bar de frente ao terminal rodoviário da cidade.

Onde em revista/checagem foi constado que um dos indivíduos que se fazia presente no referido local possuía antecedentes criminais por furto e incêndio criminoso, estando ainda com um mandado de prisão em aberto no estado do Paraná. Diante dos fatos, o autor de 33 anos foi preso pelas equipes de segurança e encaminhado até ao 1° D.P.C. para as providências cabíveis. A ocorrência aconteceu em Ponta Porã-MS, cidade situada a 320 km da capital Campo Grande.

Assessoria

Grupo de quase 200 economistas assina carta aberta pedindo efetividade no combate à covid-19 no Brasil

(Gerd Altmann/Pixabay)

Um grupo de quase 200, entre os mais renomados economistas do País, assinam uma carta aberta em que pedem medidas efetivas de combate à pandemia. Entre eles, os ex-ministros da Fazenda Pedro Malan, Marcílio Marques Moreira, Maílson da Nóbrega e Ruben Ricupero, os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Gustavo Loyola, Pérsio Arida, Ilan Goldfajn e Affonso Celso Pastore e ligados ao mercado financeiro, como o presidente do Credit Suisse, José Olympio Pereira, e o conselheiro do Itaú Unibanco, Pedro Moreira Salles.

O manifesto será enviado nos próximos dias aos líderes dos três poderes: o presidente da República, Jair Bolsonaro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco e o da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Ao chamar a situação social de “desoladora”, os especialistas detalham perspectivas de agravamento das condições econômicas do País. Dizem que a piora da perspectiva não se dá por ausência de recursos, mas pela falta de prioridade à vacinação. Pedem e detalham alternativas a quatro pontos: aceleração do ritmo de vacinação; incentivo ao uso e distribuição de máscaras; implementação de medidas de distanciamento social locais, com coordenação nacional; e criação de mecanismo de coordenação do combate à pandemia em âmbito nacional.

Entre outros alertas, ele dizem que, com 40% da força de trabalho do País ganhando a vida de maneira informal e sem qualquer proteção contra o desemprego, é preciso ação imediata. Pedem também a retomada urgente de medidas de apoio a pequena e médias empresas. Propõe ainda o andamento em paralelo “de uma reforma no sistema de proteção social, visando aprimorar a atual rede de assistência social e prover seguro aos informais.”

Leia a carta na íntegra:

O País Exige Respeito; a Vida Necessita da Ciência e do Bom Governo

Carta Aberta à Sociedade Referente a Medidas de Combate à Pandemia

O Brasil é hoje o epicentro mundial da Covid-191, com a maior média móvel de novos casos.

Enquanto caminhamos para atingir a marca tétrica de 3 mil mortes por dia e um total de mortes acumuladas de 300 mil ainda esse mês, o quadro fica ainda mais alarmante com o esgotamento dos recursos de saúde na grande maioria de estados, com insuficiente número de leitos de UTI, respiradores e profissionais de saúde. Essa situação tem levado a mortes de pacientes na espera pelo atendimento, contribuindo para uma maior letalidade da doença.

A situação econômica e social é desoladora. O PIB encolheu 4,1% em 2020 e provavelmente observaremos uma contração no nível de atividade no primeiro trimestre deste ano?. A taxa de desemprego, por volta de 14%, é a mais elevada da série histórica, e subestima o aumento do desemprego, pois a pandemia fez com que muitos trabalhadores deixassem de procurar emprego, levando a uma queda da força de trabalho entre fevereiro e dezembro de 5,5 milhões de pessoas.

A contração da economia afetou desproporcionalmente trabalhadores mais pobres e vulneráveis, com uma queda de 10,5% no número de trabalhadores informais empregados, aproximadamente duas vezes a queda proporcional no número de trabalhadores formais empregados?.

Esta recessão, assim como suas consequências sociais nefastas, foi causada pela pandemia e não será superada enquanto a pandemia não for controlada por uma atuação competente do governo federal. Este subutiliza ou utiliza mal os recursos de que dispõe, inclusive por ignorar ou negligenciar a evidência científica no desenho das ações para lidar com a pandemia. Sabemos que a saída definitiva da crise requer a vacinação em massa da população. Infelizmente, estamos atrasados. Em torno de 5% da população recebeu ao menos uma dose de vacina, o que nos coloca na 45ª posição no ranking mundial de doses aplicadas por habitante.

O ritmo de vacinação no país é insuficiente para vacinar os grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização (PNI) no 1º semestre de 2021, o que amplia o horizonte de vacinação para toda a população para meados de 2022.

As consequências são inomináveis. No momento, o Brasil passa por escassez de doses de vacina, com recorrentes atrasos no calendário de entregas e revisões para baixo na previsão de disponibilidade de doses a cada mês. Na semana iniciada em 8 de março foram aplicadas, em média, apenas 177 mil doses por dia.

No ritmo atual, levaríamos mais de 3 anos para vacinar toda a população. O surgimento de novas cepas no país (em especial a P.1) comprovadamente mais transmissíveis e potencialmente mais agressivas, torna a vacinação ainda mais urgente. A disseminação em larga escala do vírus, além de magnificar o número de doentes e mortos, aumenta a probabilidade de surgirem novas variantes com potencial de diminuir a eficácia das vacinas atuais.

Vacinas são relativamente baratas face ao custo que a pandemia impõe à sociedade. Os recursos federais para compra de vacinas somam R$ 22 bilhões, uma pequena fração dos R$ 327 bilhões desembolsados nos programas de auxílio emergencial e manutenção do emprego no ano de 2020.

Vacinas têm um benefício privado e social elevado, e um custo total comparativamente baixo. Poderíamos estar em melhor situação, o Brasil tem infraestrutura para isso. Em 1992, conseguimos vacinar 48 milhões de crianças contra o sarampo em apenas um mês.

Na campanha contra a Covid-19, se estivéssemos vacinando tão rápido quanto a Turquia, teríamos alcançado uma proporção da população duas vezes maior, e se tanto quanto o Chile, dez vezes maior. A falta de vacinas é o principal gargalo. Impressiona a negligência com as aquisições, dado que, desde o início da pandemia, foram desembolsados R$ 528,3 bilhões em medidas de combate à pandemia, incluindo os custos adicionais de saúde e gastos para mitigação da deteriorada situação econômica. A redução do nível da atividade nos custou uma perda de arrecadação tributária apenas no âmbito federal de 6,9%, aproximadamente R$ 58 bilhões, e o atraso na vacinação irá custar em termos de produto ou renda não gerada nada menos do que estimados R$ 131,4 bilhões em 2021, supondo uma recuperação retardatária em 2 trimestres.

Nesta perspectiva, a relação benefício custo da vacina é da ordem de seis vezes para cada real gasto na sua aquisição e aplicação. A insuficiente oferta de vacinas no país não se deve ao seu elevado custo, nem à falta de recursos orçamentários, mas à falta de prioridade atribuída à vacinação.

O quadro atual ainda poderá deteriorar-se muito se não houver esforços efetivos de coordenação nacional no apoio a governadores e prefeitos para limitação de mobilidade. Enquanto se busca encurtar os tempos e aumentar o número de doses de vacina disponíveis, é urgente o reforço de medidas de distanciamento social.

Da mesma forma é essencial a introdução de incentivos e políticas públicas para uso de máscaras mais eficientes, em linha com os esforços observados na União Europeia e nos Estados Unidos.

A controvérsia em torno dos impactos econômicos do distanciamento social reflete o falso dilema entre salvar vidas e garantir o sustento da população vulnerável. Na realidade, dados preliminares de óbitos e desempenho econômico sugerem que os países com pior desempenho econômico tiveram mais óbitos de Covid-19. A experiência mostrou que mesmo países que optaram inicialmente por evitar o lockdown terminaram por adotá-lo, em formas variadas, diante do agravamento da pandemia – é o caso do Reino Unido, por exemplo. Estudos mostraram que diante da aceleração de novos casos, a população responde ficando mais avessa ao risco sanitário, aumentando o isolamento voluntário e levando à queda no consumo das famílias mesmo antes ou sem que medidas restritivas formais sejam adotadas.15 A recuperação econômica, por sua vez, é lenta e depende da retomada de confiança e maior previsibilidade da situação de saúde no país.

Logo, não é razoável esperar a recuperação da atividade econômica em uma epidemia descontrolada.

O efeito devastador da pandemia sobre a economia tornou evidente a precariedade do nosso sistema de proteção social. Em particular, os trabalhadores informais, que constituem mais de 40% da força de trabalho, não têm proteção contra o desemprego. No ano passado, o auxílio emergencial foi fundamental para assistir esses trabalhadores mais vulneráveis que perderam seus empregos, e levou a uma redução da pobreza, evidenciando a necessidade de melhoria do nosso sistema de proteção social. Enquanto a pandemia perdurar, medidas que apoiem os mais vulneráveis, como o auxílio emergencial, se fazem necessárias. Em paralelo, não devemos adiar mais o encaminhamento de uma reforma no sistema de proteção social, visando aprimorar a atual rede de assistência social e prover seguro aos informais. Uma proposta nesses moldes é o programa de Responsabilidade Social, patrocinado pelo Centro de Debate de Políticas Públicas, encaminhado para o Congresso no final do ano passado.

Outras medidas de apoio às pequenas e médias empresas também se fazem necessárias. A experiência internacional com programas de aval público para financiamento privado voltado para pequenos empreendedores durante um choque negativo foi bem-sucedida na manutenção de emprego, gerando um benefício líquido positivo à sociedade.

O aumento em 34,7% do endividamento dos pequenos negócios durante a pandemia amplifica essa necessidade. A retomada de linhas avalizadas pelo Fundo Garantidor para Investimentos e Fundo de Garantia de Operações é uma medida importante de transição entre a segunda onda e o pós-crise.

Estamos no limiar de uma fase explosiva da pandemia e é fundamental que a partir de agora as políticas públicas sejam alicerçadas em dados, informações confiáveis e evidência científica. Não há mais tempo para perder em debates estéreis e notícias falsas. Precisamos nos guiar pelas experiências bem-sucedidas, por ações de baixo custo e alto impacto, por iniciativas que possam reverter de fato a situação sem precedentes que o país vive.

Medidas indispensáveis de combate à pandemia: a vacinação em massa é condição sine qua non para a recuperação econômica e redução dos óbitos.

  1. Acelerar o ritmo da vacinação.

O maior gargalo para aumentar o ritmo da vacinação é a escassez de vacinas disponíveis. Deve-se, portanto, aumentar a oferta de vacinas de forma urgente. A estratégia de depender da capacidade de produção local limitou a disponibilidade de doses ante a alternativa de pré-contratar doses prontas, como fizeram o Chile e outros países. Perdeu-se um tempo precioso e a assinatura de novos contratos agora não garante oferta de vacinas em prazo curto. É imperativo negociar com todos os laboratórios que dispõem de vacinas já aprovadas por agências de vigilância internacionais relevantes e buscar antecipação de entrega do maior número possível de doses. Tendo em vista a escassez de oferta no mercado internacional, é fundamental usar a política externa – desidratada de ideologia ou alinhamentos automáticos – para apoiar a obtenção de vacinas, seja nos grandes países produtores seja nos países que têm ou terão excedentes em breve.

A vacinação é uma corrida contra o surgimento de novas variantes que podem escapar da imunidade de infecções passadas e de vacinas antigas. As novas variantes surgidas no Brasil tornam o controle da pandemia mais desafiador, dada a maior transmissibilidade.

Com o descontrole da pandemia é questão de tempo até emergirem novas variantes. O Brasil precisa ampliar suas capacidades de sequenciamento genômico em tempo real, de compartilhar dados com a comunidade internacional e de testar a eficácia das vacinas contra outras variantes com máxima agilidade. Falhas e atrasos nesse processo podem colocar em risco toda a população brasileira, e também de outros países.

  1. Incentivar o uso de máscaras tanto com distribuição gratuita quanto com orientação educativa.

Economistas estimaram que se os Estados Unidos tivessem adotado regras de uso de máscaras no início da pandemia poderiam ter reduzido de forma expressiva o número de óbitos. Mesmo se um usuário de máscara for infectado pelo vírus, a máscara pode reduzir a gravidade dos sintomas, pois reduz a carga viral inicial que o usuário é exposto. Países da União Europeia e os Estados Unidos passaram a recomendar o uso de máscaras mais eficientes – máscaras cirúrgicas e padrão PFF2/N95 – como resposta às novas variantes. O Brasil poderia fazer o mesmo, distribuindo máscaras melhores à população de baixa renda, explicando a importância do seu uso na prevenção da transmissão da Covid.

Máscaras com filtragem adequada têm preços a partir de R$ 3 a unidade. A distribuição gratuita direcionada para pessoas sem condições de comprá-las, acompanhada de instrução correta de reuso, teria um baixo custo frente aos benefícios de contenção da Covid-1923. Considerando o público do auxílio emergencial, de 68 milhões de pessoas, por exemplo, e cinco reusos da máscara, tal como recomenda o Center for Disease Control do EUA, chegaríamos a um custo mensal de R$ 1 bilhão. Isto é, 2% do gasto estimado mensal com o auxílio emergencial. Embora leis de uso de máscara ajudem, informar corretamente a população e as lideranças darem o exemplo também é importante, e tem impacto na trajetória da epidemia. Inversamente, estudos mostram que mensagens contrárias às medidas de prevenção afetam a sua adoção pela população, levando ao aumento do contágio.

  1. Implementar medidas de distanciamento social no âmbito local com coordenação nacional.

O termo “distanciamento social” abriga uma série de medidas distintas, que incluem a proibição de aglomeração em locais públicos, o estímulo ao trabalho a distância, o fechamento de estabelecimentos comerciais, esportivos, entre outros, e – no limite – escolas e creches. Cada uma dessas medidas tem impactos sociais e setoriais distintos. A melhor combinação é aquela que maximize os benefícios em termos de redução da transmissão do vírus e minimize seus efeitos econômicos, e depende das características da geografia e da economia de cada região ou cidade. Isso sugere que as decisões quanto a essas medidas devem ser de responsabilidade das autoridades locais.

Com o agravamento da pandemia e esgotamento dos recursos de saúde, muitos estados não tiveram alternativa senão adotar medidas mais drásticas, como fechamento de todas as atividades não-essenciais e o toque de recolher à noite. Os gestores estaduais e municipais têm enfrentado campanhas contrárias por parte do governo federal e dos seus apoiadores. Para maximizar a efetividade das medidas tomadas, é indispensável que elas sejam apoiadas, em especial pelos órgãos federais. Em particular, é imprescindível uma coordenação em âmbito nacional que permita a adoção de medidas de caráter nacional, regional ou estadual, caso se avalie que é necessário cercear a mobilidade entre as cidades e/ou estados ou mesmo a entrada de estrangeiros no país. A necessidade de adotar um lockdown nacional ou regional deveria ser avaliado. É urgente que os diferentes níveis de governo estejam preparados para implementar um lockdown emergencial, definindo critérios para a sua adoção em termos de escopo, abrangência das atividades cobertas, cronograma de implementação e duração.

Ademais, é necessário levar em consideração que o acréscimo de adesão ao distanciamento social entre os mais vulneráveis depende crucialmente do auxílio emergencial. Há sólida evidência de que programas de amparo socioeconômico durante a pandemia aumentaram o respeito às regras de isolamento social dos beneficiários. É, portanto, não só mais justo como mais eficiente focalizar a assistência nas populações de baixa renda, que são mais expostas nas suas atividades de trabalho e mais vulneráveis financeiramente.

Dentre a combinação de medidas possíveis, a questão do funcionamento das escolas merece atenção especial. Há estudos mostrando que não há correlação entre aumento de casos de infecção e reabertura de escolas no mundo. Há também informações sobre o nível relativamente reduzido de contágio nas escolas de São Paulo após sua abertura.

As funções da escola, principalmente nos anos do ensino fundamental, vão além da transmissão do conhecimento, incluindo cuidados e acesso à alimentação de crianças, liberando os pais – principalmente as mães – para o trabalho. O fechamento de escolas no Brasil atingiu de forma mais dura as crianças mais pobres e suas mães. A evidência mostra que alunos de baixa renda, com menor acesso às ferramentas digitais, enfrentam maiores dificuldade de completar as atividades educativas, ampliando a desigualdade da formação de capital humano entre os estudantes. Portanto, as escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a reabrir em um esquema de distanciamento social. Há aqui um papel fundamental para o Ministério da Educação em cooperação com o Ministério da Saúde na definição e comunicação de procedimentos que contribuam para a minimização dos riscos de contágio nas escolas, além do uso de ferramentas comportamentais para retenção da evasão escolar, como o uso de mensagens de celular como estímulo para motivar os estudantes, conforme adotado em São Paulo e Goiás.

  1. Criar mecanismo de coordenação do combate à pandemia em âmbito nacional –

Preferencialmente pelo Ministério da Saúde e, na sua ausência, por consórcio de governadores – orientada por uma comissão de cientistas e especialistas, se tornou urgente. Diretrizes nacionais são ainda mais necessárias com a escassez de vacinas e logo a necessidade de definição de grupos prioritários; com as tentativas e erros no distanciamento social; a limitada compreensão por muitos dos pilares da prevenção,

particularmente da importância do uso de máscara, e outras medidas no âmbito do relacionamento social. Na ausência de coordenação federal, é essencial a concertação entre os entes subnacionais, consórcio para a compra de vacinas e para a adoção de medidas de supressão.

O papel de liderança: Apesar do negacionismo de alguns poucos, praticamente todos os líderes da comunidade internacional tomaram a frente no combate ao Covid-19 desde março de 2020, quando a OMS declarou o caráter pandêmico da crise sanitária. Informando, notando a gravidade de uma crise sem precedentes em 100 anos, guiando a ação dos indivíduos e influenciado o comportamento social.

Líderes políticos, com acesso à mídia e às redes, recursos de Estado, e comandando atenção, fazem a diferença: para o bem e para o mal. O desdenho à ciência, o apelo a tratamentos sem evidência de eficácia, o estímulo à aglomeração, e o flerte com o movimento antivacina, caracterizou a liderança política maior no país. Essa postura reforça normas antissociais, dificulta a adesão da população a comportamentos responsáveis, amplia o número de infectados e de óbitos, aumenta custos que o país incorre.

O país pode se sair melhor se perseguimos uma agenda responsável. O país tem pressa; o país quer seriedade com a coisa pública; o país está cansado de ideias fora do lugar, palavras inconsequentes, ações erradas ou tardias. O Brasil exige respeito.

Assinam a carta:

1 – Affonso Celso Pastore

2 – Alexandre Lowenkron

3 – Alexandre Rands

4 – Alexandre Schwartsman

5 – Álvaro de Souza

6 – Amanda de Albuquerque

7 – Ana Carla Abrão

8 – André de Castro Silva

9 – André Luis Squarize Chagas

10 – André Magalhães

11 – André Portela

12 – Andrea Lucchesi

13 – Angélica Maria de Queiroz

14 – Aod Cunha

15 – Armínio Fraga

16 – Beny Parnes

17 – Bernard Appy

18 – Bráulio Borges

19 – Braz Camargo

20 – Carlos Alberto Manso

21 – Carlos Ari

22 – Carlos Brunet Martins Filho

23 – Carlos Góes

24 – Carolina Grottera

25 – Cassiana Fernandez

26 – Christiano Penna

27 – Claudia Sussekind Bird

28 – Claudio Considera

29 – Cláudio Frischtak

30 – Claudio Ribeiro de Lucinda

31 – Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt

32 – Daniel Cerqueira

33 – Daniel Gleizer

34 – Danielle Carusi Machado

35 – Danilo Camargo Igliori

36 – Demósthenes Madureira de Pinho Neto

37 – Dimitri Szerman

38 – Edmar Bacha

39 – Eduardo Amaral Haddad

40 – Eduardo Augusto Guimarães

41 – Eduardo Mazzilli de Vassimon

42 – Eduardo Pontual

43 – Eduardo Souza-Rodrigues

44 – Eduardo Zilberman

45 – Eduardo Zylberstajn

46 – Eleazar de Carvalho

47 – Elena Landau

48 – Fabiana Rocha

49 – Fábio Barbosa

50 – Fabio Giambiagi

51 – Felipe Salto

52 – Fernando Genta

53 – Fernando Postali

54 – Fernando Veloso

55 – Flávio Ataliba

56 – Francisco Ramos

57 – Francisco Soares de Lima

58 – Gabriella Seiler

59 – Genaro Lins

60 – Giovanna Ribeiro

61 – Guilherme Irffi

62 – Guilherme Tinoco

63 – Guilherme Valle Moura

64 – Gustavo Gonzaga

65 – Gustavo Loyola

66 – Helcio Tokeshi

67 – Helena Arruda Freire

68 – Henrique Félix

69 – Horácio Lafer Piva

70 – Humberto Moreira

71 – Ilan Goldfajn

72 – Isacson Casiuch

73 – Joana C.M. Monteiro

74 – Joana Naritomi

75 – João Mário de França

76 – José Augusto Fernandes

77 – José Monforte

78 – José Olympio Pereira

79 – José Roberto Mendonça de Barros

80 – José Tavares de Araujo

81 – Josué Alfredo Pellegrini

82 – Juliana Camargo

83 – Juliano Assunção

84 – Laísa Rachter

85 – Laura de Carvalho Schiavon

86 – Laura Karpuska

87 – Leandro Piquet Carneiro

88 – Leane Naidin

89 – Leany Barreiro Lemos

90 – Leonardo Monteiro Monasterio

91 – Leonardo Rezende

92 – Lucas M. Novaes

93 – Lucia Hauptmann

94 – Luciano Losekann

95 – Luciene Pereira

96 – Luís Meloni

97 – Luis Terepins

98 – Maílson da Nóbrega

99 – Manoel Pires

100 – Manuel Thedim

101 – Marcela Carvalho Ferreira de Mello

102 – Marcelo André Steuer

103 – Marcelo Barbará

104 – Marcelo Cunha Medeiros

105 – Marcelo de Paiva Abreu

106 – Marcelo F. L. Castro

107 – Marcelo Fernandes

108 – Marcelo Justus

109 – Marcelo Kfoury

110 – Marcelo Leite de Moura e Silva

111 – Marcelo Pereira Lopes de Medeiros

112 – Marcelo Trindade

113 – Marcílio Marques Moreira

114 – Márcio Garcia

115 – Márcio Holland

116 – Márcio Issao Nakane

117 – Marco Bonomo

118 – Marcos Lederman

119 – Marcos Ross Fernandes

120 – Maria Alice Moz-Christofoletti

121 – Maria Cristina Pinotti

122 – Maria Dolores Montoya Diaz

123 – Mário Ramos Ribeiro

124 – Marisa Moreira Salles

125 – Maurício Canêdo Pinheiro

126 – Mauro Rodrigues

127 – Miguel Nathan Foguel

128 – Mônica Viegas Andrade

129 – Naercio Menezes Filho

130 – Natália Nunes Ferreira-Batista

131 – Nilson Teixeira

132 – Octavio de Barros

133 – Otaviano Canuto

134 – Patrícia Franco Ravaioli

135 – Paula Carvalho Pereda

136 – Paula Magalhães

137 – Paulo Hartung

138 – Paulo Hermanny

139 – Paulo Ribeiro

140 – Paulo Tafner

141 – Pedro Bodin de Moraes

142 – Pedro Cavalcanti Ferreira

143 – Pedro Henrique Thibes Forquesato

144 – Pedro Malan

145 – Pedro Moreira Salles

146 – Persio Arida

147 – Priscilla Albuquerque Tavares

148 – Rafael B. Barbosa

149 – Rafael Dix-Carneiro

150 – Regina Madalozzo

151 – Renato Fragelli

152 – Renê Garcia Jr.

153 – Ricardo de Abreu Madeira

154 – Ricardo Markwald

155 – Roberto Bielawski

156 – Roberto Iglesias

157 – Roberto Olinto

158 – Rodrigo Menon S. Moita

159 – Rogério Furquim Werneck

160 – Ruben Ricupero

161 – Ruy Ribeiro

162 – Sabino da Silva Porto Júnior

163 – Samira Schatzmann

164 – Samuel Pessoa

165 – Sandra Rios

166 – Sérgio Besserman Vianna

167 – Sergio Margulis

168 – Silvia Matos

169 – Solange Srour

170 – Stephanie Kestelman

171 – Synthia Santana

172 – Thomas Conti

173 – Tiago Cavalcanti

174 – Tomás Urani

175 – Vagner Ardeo

176 – Vilma da Conceição Pinto

177 – Vinicius Carrasco

178 – Vinícius de Oliveira Botelho

179 – Vitor Pereira

180 – Walter Novaes

181 – Wilfredo Leiva Maldonado

Fonte: Infomoney

Grande asteroide passa a dois milhões de quilômetros da Terra sem provocar risco

Ele foi observado apenas como um ponto na lente de um telescópio, mas o maior asteroide a se aproximar da Terra em 2021 passou no domingo (21) a quase dois milhões de quilômetros de distância do nosso planeta, em uma trajetória que não implicava risco de colisão.

“Oh, sim, amigos! Veem este ponto de luz? Este ponto de luz é o asteroide”, afirmou nesta segunda-feira o astrofísico Gianluca Masi do “Virtual Telescope Project”, com sede na Itália, que acompanhou a rocha com suas lentes após sua aproximação.

O corpo rochoso alcançou o ponto de maior aproximação do planeta no domingo às 14h GMT (11h de Brasília), segundo o Observatório de Paris. Naquele momento, o asteroide ficou a 2.016.158 km da Terra.

A distância representa quase cinco vezes a distância entre a Terra e a Lua.

Batizado de 2001 FO32 e com menos de um quilômetro de diâmetro, o objeto passou a 124.000 km/h, segundo a Nasa. O canal no YouTube do “Virtual Telescope Project” exibiu uma imagem granulada com um pequeno ponto.

A Nasa, agência espacial americana, destacou que não existia “risco de colisão com o nosso planeta”. Sua trajetória é “suficientemente conhecida e regular” para descartar qualquer perigo, afirmaram os especialistas do Observatório Paris-PSL.

O grande corpo rochoso foi, no entanto, classificado como “potencialmente perigoso”, como todos os asteroides, cuja órbita é inferior a 19,5 vezes a distância entre a Terra e a Lua, e o diâmetro, superior a 140 metros.

Astrônomos de todo mundo “perseguem incansavelmente” esta categoria para fazer o inventário mais exaustivo possível, ressalta o Observatório, recordando que o primeiro – e maior – asteroide, Ceres, foi descoberto em 1801.

O asteroide “2001 FO32” foi observado pela primeira vez em 2001, e sua trajetória está sendo acompanhada desde então. Ele pertence à família “Apollo” de asteroides próximos da Terra, que circundam o Sol em pelo menos um ano e podem cruzar a órbita terrestre.

– Muito para aprender –

“Atualmente, pouco se sabe sobre este objeto, então esta passagem tão próxima nos dá uma oportunidade incrível de aprender muito”, disse Lance Benner, cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, ao qual o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) está ligado.

A trajetória nada tem a ver com a das estrelas cadentes, que são asteroides pequenos que formam uma linha luminosa que divide o céu em uma fração de segundo.

Nenhum dos grandes asteroides listados tem chance de colidir com a Terra no próximo século.

Entre 80 e 100 toneladas de material procedente do espaço, como pequenos meteoritos, caem sobre a Terra diariamente, segundo a Nasa, sem que isto signifique qualquer risco. Mas objetos maiores representam a ameaça de grande destruição pela energia que podem criar com sua velocidade.

Em 2013, um objeto de quase 60 metros de diâmetro explodiu sobre uma área próxima da cidade russa de Cheliabinsk, gerando 30 vezes a força da bomba nuclear lançada em Hiroshima, Japão, na Segunda Guerra Mundial.

Istoe*

Rafael Modesto pede ponte no Jardim Panambi e asfalto ligando Marambaia ao Julia Cardinal

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, vereador Rafael Modesto, está solicitando à Prefeitura, a substituição da ponte de madeira por uma ponte de concreto na Rua Corinto, situada no bairro Jardim Panambi.

O parlamentar formalizou o pedido por meio de uma indicação, lida em Plenário na sessão ordinária de 16 de março, na Câmara Municipal. No documento, encaminhado ao prefeito Hélio Peluffo Filho e ao secretário municipal de Obras e Urbanismo, André Manosso, o presidente da Casa de Leis justificou o pedido afirmando que “a presente indicação se faz necessária, no sentido de trazer inúmeros benefícios e segurança no trânsito dos moradores, visto que constantemente a Prefeitura necessita fazer manutenções no local. A Rua Corinto é uma das principais vias de acesso que liga o bairro Panambi ao centro ou região do Residencial, locais de grande movimentação e também por terem uma população numerosa”.

Asfalto

O presidente da Câmara Municipal, vereador Rafael Modesto, também apresentou indicação em que solicita que seja efetuado o asfaltamento da Rua João Manoel Cardinal, uma das mais importantes vias da zona sul da cidade, interligando o Grande Marambaia ao bairro Julia Cardinal.

Segundo ele, o asfalto vai garantir melhores condições da acessibilidade aos moradores, estudantes e trabalhadores, reduzindo bastante o tempo em que todos efetuam o deslocamento, tanto para outras áreas de Ponta Porã, quanto para a região do Julia Cardinal, onde estão concentradas duas universidades e diversas empresas de grande porte.

Asfalto no Residencial

Em outra indicação apresentada na sessão ordinária de 16 de março, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, solicita à Prefeitura, a pavimentação asfáltica na Avenida Carambola no bairro Residencial Ponta Porã II.

“A presente indicação se faz necessária, no sentido de trazer inúmeros benefícios e acessibilidade aos moradores, visto que a avenida supracitada é umas das principais do bairro Residencial Ponta Porã II”, argumentou o parlamentar na justificativa do pedido encaminhado ao prefeito Hélio Peluffo Filho.

Nova orientação do Ministério da Saúde deve aumentar quantidade de imunizados

A escalada de mortes e infecções pelo novo coronavírus no Brasil forçou o Ministério da Saúde a modificar a orientação para a aplicação das vacinas contra a covid-19 por parte de estados e municípios. A ideia é que mais pessoas possam ser imunizadas. Agora, a pasta orienta que os entes federativos utilizem imediatamente todas as doses já distribuídas pelo governo federal, inclusive as que vem sendo armazenadas para atender à segunda etapa do esquema vacinal contra a enfermidade.

No sábado, ao anunciar que entregaria aos governos estaduais mais 5 milhões de doses da CoronaVac, produzida pela farmacêutica Sinovac com o Instituto Butantan, e da Covishield, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o ministério pediu que todo esse lote fosse aplicado como primeira dose e que as secretarias de Saúde não fizessem reserva de segunda dose. Ontem, foi a vez de a pasta recomendar que vacinas distribuídas em fases anteriores e que, porventura, estejam destinadas para a segunda dose, sejam logo aplicadas.

“Com a liberação para aplicação de imediato de todo o estoque de vacinas guardadas nas secretarias municipais, vamos conseguir dobrar a aplicação esta semana, imunizando uma grande quantidade da população brasileira, salvando e protegendo mais vidas”, afirmou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em nota.

De acordo com a pasta, a estratégia não vai comprometer a imunização completa dos pacientes que receberem a primeira dose das vacinas. No caso da CoronaVac, o intervalo recomendado de aplicação entre as duas doses é de 14 a 28 dias. Já para a Covishield/Astrazeneca, o espaço de tempo da primeira para a segunda dose é de três meses. O ministério acredita que haverá segunda dose para todos porque tanto o Butantan quanto a Fiocruz sinalizaram que devem acelerar a produção dos imunizantes em solo nacional por conta da importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima usada na fabricação das doses.

“A medida vinha sendo estudada há cerca de duas semanas, e foi atendida após garantia da segurança das entregas por parte dos fornecedores, garantido assim a estabilização das distribuições aos estados por parte do Ministério”, informou a Saúde, também em nota.

A Fiocruz deve receber da AstraZeneca, ainda neste mês, quatro lotes de IFA. A carga total da matéria-prima será de 1.024 litros, quantidade de insumo suficiente para a fabricação de cerca de 30 milhões de doses. Com isso, segundo o instituto, a produção de imunizantes estará garantida até o fim de maio. No início de março, por sua vez, o Butantan recebeu 8,2 mil litros de IFA da Sinovac. À época, o instituto informou que o insumo seria utilizado na produção de 14 milhões de doses.

Só em março, de acordo com o cronograma apresentado pelas duas instituições, serão entregues ao Ministério da Saúde pelo menos 27,1 milhões de doses, sendo 3,8 milhões da Covishield e 23,3 milhões da CoronaVac — a estimativa está sujeita a alterações de acordo com o ritmo de produção das vacinas. E até o fim de 2021, Fiocruz e Butantan devem oferecer ao Programa Nacional de Imunização (PNI), no mínimo, 310,4 milhões de doses.

Prós e contras

O aumento na quantidade de brasileiros vacinados, com o uso de mais vacinas na primeira dose, é uma estratégia bem avaliada por alguns especialistas. Infectologista do Hospital de Águas Claras, Ana Helena Germóglio destaca que “a ampliação da vacina é uma forma de reduzir o aparecimento de novas variantes e evita que as pessoas fiquem doentes, desafogando o sistema de saúde, que não terá de lidar com pacientes com uma forma grave da covid-19”.

De todo modo, ela alerta que o governo deve intensificar os acordos para importar vacinas e acelerar os processos para garantir uma maior produção dos imunizantes em solo nacional. “Isso não só para garantir as vacinas que serão aplicadas como segunda dose, mas para vacinar a maior parte possível da população no menor tempo plausível. Quanto mais pessoas a gente tiver vacinadas, independentemente da idade, teremos menos vírus circulando. A vacinação é um ato coletivo.”

Integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o médico infectologista Julival Ribeiro é mais cético com a nova diretriz do Ministério da Saúde. Ele frisa que o Executivo federal tem demonstrado dificuldades para concretizar a compra de vacinas e que, por isso, é difícil acreditar que haverá imunizantes suficientes para atender o esquema vacinal com as duas doses.

“Apesar da gravidade do momento, não concordo com essa atitude. Meu medo é que as pessoas recebam a primeira dose e, quando chegar a data de aplicação da segunda dose, não haja vacina disponível para completar o cronograma. A quantidade de doses que temos atualmente diminui a cada dia. Diante da falta de planejamento do governo, quem garante que teremos segunda dose?”, pondera.

Entrega
Neste ano, a estimativa é de que 210,4 milhões de doses sejam produzidas pela Fiocruz e disponibilizadas para o Ministério da Saúde. Segundo a fundação, 100,4 milhões devem ficar prontas até o fim do primeiro semestre e, até dezembro, outros 110 milhões. Já o Butantan tem um planejamento de entregar 100 milhões de doses: 46 milhões até abril e, entre maio e dezembro, outros 54 milhões.

Remessa da Covax Facility
O Brasil recebeu, ontem, a primeira remessa de vacinas contra a covid-19 adquiridas por meio do consórcio global Covax Facility. Foram entregues, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, 1.022.400 de doses da Covishield, desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e a Universidade de Oxford, fabricadas na Coreia do Sul. Segundo o Ministério da Saúde, mais 1,9 milhão de doses desse imunizante devem chegar ao país até o final de março.

As vacinas foram disponibilizadas ao país por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). De acordo com a pasta, o cronograma inicial, sujeito a alterações, prevê 2,9 milhões de doses em março e outras 6,1 milhões até maio. O acordo do Brasil com a aliança global de vacinas prevê 42,5 milhões de doses para 2021.

O governo pretende garantir outras 138 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus graças a acordos assinados na semana passada com as empresas Pfizer e Janssen. A negociação com a Pfizer garante 100 milhões de doses, com 13,5 milhões sendo entregues entre abril e junho e outros 86,5 milhões de julho a setembro. Já o contrato com a Janssen prevê 38 milhões de doses, que deverão ser enviadas ao Ministério da Saúde entre agosto e novembro.

Atraso
Por outro lado, 8 milhões de doses da Covishield que foram compradas no início do ano pelo governo federal junto ao Instituto Serum, da Índia, não chegarão ao Brasil no prazo previsto. Por meio de nota à imprensa, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela vacina no país, informou que foi avisada pelo laboratório indiano que a importação das vacinas vai atrasar.

“A negociação com a AstraZeneca e o Instituto Serum inclui a aquisição de um total de dez milhões de vacinas importadas, além dos dois milhões de vacinas entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI/MS) em 24 de janeiro. O restante de oito milhões de doses será importado ao longo dos próximos meses, em cronograma ainda a confirmar. A Fundação foi informada, por meio de uma carta em 4 de março, sobre o atraso na importação das remessas das vacinas prontas”, diz o comunicado da instituição.

Apesar disso, também em nota, o Ministério da Saúde respondeu que o contrato firmado com o Serum está dentro do tempo previsto, pois “prevê a entrega de oito milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia até julho de 2021, com entregas mensais de 2 milhões de doses a partir de abril”.

“É importante esclarecer que o cronograma de entregas de doses, enviado pelos laboratórios fabricantes para o Ministério, pode sofrer constantes alterações, de acordo com a produção dos insumos”, disse a pasta. (AF)

Receita prática de pão de milho para fazer em casa facilmente

Receita prática de costela assada na panela de pressão com toque mega especial

A dica saborosa foi compartilhada no Youtube pelo canal especializado ‘Receitas de Pai’, com o tutorial completo.Reprodução/YouTube – Receitas de Pai

Pão de milho – preparação

Com informações do canal Receitas de Pai

Apostas de Brasília e Salvador acertam as seis dezenas da Mega-Sena

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Duas apostas acertaram as seis dezenas do concurso 2354 da Mega-Sena. Os números sorteados no sábado (20) em São Paulo foram os seguintes: 06, 18, 25, 30, 42 e 54. Cada apostador, um de Brasília e um de Salvador, vai receber R$ 22.779.788.

Também foram premiadas 169 apostas que acertaram cinco dezenas e 6.593 apostas que acertaram quatro números. O prêmio para cada apostador que acertou a quina é de R$ 21.989. Já para a quadra, pagou prêmio de R$ 805 para cada aposta.

Para receber o prêmio, os sortudos podem ir a qualquer casa lotérica credenciada ou nas agências da Caixa. Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 1.903, o pagamento é realizado apenas nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e recibo de aposta original e premiado. Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias, a partir da apresentação da aposta premiada na agência.

O próximo concurso da Mega-Sena ocorre na quarta-feira (24) e tem prêmio estimado de R$ 22 milhões.

Agencia Brasil*

‘Teremos semanas com crescimento de óbitos’, diz novo secretário de Saúde

O médico Fábio Baccheretti assumiu a condução da Secretaria de Estado da Saúde (SES) na segunda-feira (15/03), no momento mais crítico da pandemia em Minas Gerais, com mais de 1 milhão de casos da doença e 21,7 mil mortos pela COVID-19. As taxas de ocupação da terapia de intensiva estão acima de 90% em todas as regiões mineiras, superando os 100% em alguns municípios, onde há filas de espera por leitos tanto na rede privada como na rede pública hospitalar. Não bastasse os indicadores estarem todos no vermelho, a secretaria entrou numa crise política gerada pela denúncia de irregularidades na vacinação de servidores da área administrativa, alguns em trabalho home office, que levou à criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para investigar os fura-filas

Nesta entrevista exclusiva que concedeu ao Estado de Minas, neste sábado (20/03), Baccheretti, que foi presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), traçou o cenário do pior momento da pandemia no Estado. O gestor afirmou que Minas tem garantidos medicamentos para intubação de pacients na terapia intensiva para os próximos 20 dias, afastou que possa faltar oxigênio dos hospitais, mas destaca que a situação é crítica.

Afirmou que o colapso só deverá se dissipar se houver adesão da sociedade às medidas restritivas da Onda Roxa, ao uso de máscaras e aos cuidados de higiene. Também falou sobre a vacinação, afirmando que o envio de doses da vacina pelo Ministério da Saúde, tem ocorrido de forma mais regular nos últimos dias. A projeção é que em dois meses os resultados da vacinação sejam percebidos na melhora dos indicadores, principalmente nos que se refere às internações e à ocupação das unidades de terapia intensiva (UTI). 

O senhor assumiu a SES no pior momento da pandemia. Estava preparado para a gestão da Saúde neste momento da pandemia no Estado? Como recebeu o convite do governador?É um grande desafio, uma grande responsabilidade, certamente uma honra ter recebido esse convite do governador. Esse é o reconhecimento do trabalho à frente da Fhemig. São dez anos dedicados à saúde pública do estado. Trabalho há dez anos na Fhemig. Também em outros grandes hospitais como a Santa Casa na linha de frente contra a COVID-19 e toda essa experiência vai contar para enfrentar agora os desafios no pior momento da pandemia. [BLOCKQUOTE1] Qual a projeção da SES em relação à duração do colapso da rede hospitalar? O cenário que estamos projetando para a pandemia é um cenário muito crítico. Estamos vivendo neste momento, pela primeira vez  desde todo o acometimento da doença, um cenário em que todas as regiões do Estado estão com níveis muito altos de ocupação de leitos e incidência da doença. Por isso, a gente teve que tomar a decisão da Onda Roxa e a gente espera que tenha sucesso na nova medida. Mas é um cenário muito crítico. Ainda teremos semanas com crescimentos de óbitos e, caso não haja uma redução no número de novos casos, esse momento pode se prolongar ainda mais.

Por quanto tempo teremos essa ocupação dos leitos acima de 100% na rede privada e em muitos hospitais da rede pública?Em relação ao tempo previsto mais crítico da rede de saúde depende de como vão aparecer os indicadores. A Onda Roxa começou, na quarta-feira, obviamente, se a gente não tiver uma redução no número de infectados, e por consequência no número de ocupação, vamos prolongar esse momento mais difícil. Depende muito do que vai aparecer nos próximos dias em relação à pandemia. O que a gente pode dizer é que demora um pouco para a gente melhorar. Não é atoa que no Minas Consciente dura 15 dias que é o mínimo do tempo que a gente espera que haja redução na transmissão do vírus. A gente não pode saber ao certo, quanto tempo vamos ainda melhorar esse cenário. A expectativa de melhora consistente, que depende muito da evolução da vacina, é de cerca de dois meses. Daqui a dois meses a gente acredita que não vamos ter tantos pacientes graves ocupando CTIs, tempo do grupo vacinado agora, acima de 70 anos, e logo acima de 65 anos esteja imune a ponto que não ocupe os leitos de terapia intensiva.

Quando veremos os primeiros resultados da adoção da Onda Roxa? Algumas regiões do Estado, como Triângulo Norte e Noroeste, estão na Onda Roxa há mais tempo. Lá a gente percebe uma melhoria dos indicadores, mas ainda está crítica a ocupação de leitos desses locais, especialmente Patos de Minas e Uberlândia. A gente vê melhoria na incidência de novos casos, mas isso depende muito do comportamento da população. Então, é muito importante que todos percebam que é um momento de grande esforço. Se não, a melhoria desses indicadores prolonga muito, demora a chegar e não conseguimos progredir no Minas Consciente. [BLOCKQUOTE2] 

Profissionais da saúde e gestores hospitalares reclamam da falta de medicamentos básicos para intubação, como Midazolan, Fentanil, Rocurônio e Propofol. O  superintendente da Associação e Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde de Minas Gerais  afirma que já há medicamentos na lista de espera. Em Minas pode faltar insumos para intubação?A situação de insumos é muito crítica no país. Tivemos uma reunião sexta-feira (19) com o Ministério da Saúde. Todos os secretários de saúde e suas áreas técnicas levaram  para eles a preocupação. Temos estados que têm estoques muito pequenos, duram apenas alguns dias. Minas Gerais vem se organizando e virou modelo de organização. Todos os estados copiaram a forma de controle desses medicamentos. A gente tem alguns dias a mais do que o restante dos outros estados. O grande problema neste momento é que os fabricantes nacionais não conseguem suprir todas as demandas dos estados, de cada um dos hospitais.

Fábio Baccheretti presidiu a Fhemig© Gil Leonardi/Agência Minas/Divulgação Fábio Baccheretti presidiu a FhemigO Ministério da Saúde vem tentando buscar outros fornecedores fora do país, em especial na China e EUA, para complementar essa alta demanda.  Vamos lembrar que nunca se teve tantos pacientes intubados, precisando  desses medicamentos nos hospitais do Brasil. Com essa alta demanda,  a gente precisa buscar alternativas. A secretaria  não é responsável pelo fornecimento de medicamentos, mas criou uma rede solidária. A gente faz essa compra e vai dispensando de acordo com o estoque de cada hospital de forma recorrente, todos os dias, liberamos medicamentos para todos os hospitais do estado para que não haja não risco assistencial. Mas a situação é muito crítica.  [BLOCKQUOTE3]  E oxigênio?Em relação ao oxigênio, o problema é muito mais logístico. A expansão de leitos realizada em vários municípios foi feita de forma muito rápida. Essa nova  onda pegou todos de forma muito rápida. A expansão foi feita muito à base de cilindros de oxigênio, que dura apenas quatro horas em um paciente intubado com COVID. A gente precisa repor seis vezes o cilindro de oxigênio por leito. Então problema mais logístico do que do próprio insumo que é o oxigênio, mas a secretaria vem apoiando os municípios, os hospitais, para que a gente ache alternativas em que a questão logística seja menos problemática, por exemplo, trocando o fornecimento de cilindros por tanques de oxigênio líquido. Estamos buscando soluções junto a empresas que fornecem oxigênio. São poucas que têm capacidade de fornecer para todo estado para que a gente consiga garantir esse insumo tão essencial.O que a SES está providenciando para garantir que não haverá falta de insumo?

O governo está comprando esse insumo. Já conseguimos receber parte dele, mas vale a pena destacar que o mesmo fornecedor que nos vende medicamentos é o mesmo que vende para os hospitais. Então, a secretaria não pode pegar tudo que tem no mercado se não vai faltar para os hospitais . A gente faz essa compra direta para poder distribuir para aqueles hospitais que não conseguem manter um suprimento constante. A gente tem controle muito rigoroso. Cada hospital do estado é obrigado a nos comunicar o estoque, a gente faz cálculo de acordo com a média de consumo por paciente, já estabelecido pela literatura. Fornecemos de forma paulatina e constante para cada um dos hospitais. [BLOCKQUOTE4] 

O grande medo  da população é em  relação à falta de insumos, medicamentos para se fazer a intubação nas UTIs. O Estado tem uma provisão, há medicamentos suficientes para passar por essa crise?O cenário em relação a insumos é muito crítico. As grandes empresas fornecedoras desse medicamento aumentaram em três vezes a capacidade de fornecer. A gente teve crise inicial lá atrás, no início da pandemia, e depois a gente seguiu sem muita dificuldade. Como agora estamos vivendo um momento  em que o Brasil está com muitos casos as empresas brasileiras estão com grande dificuldade de fornecer esses medicamentos. A SES formou uma rede solidária associada ao Ministério Público onde a gente compra medicamentos, centraliza alguns medicamentos, para fornecer para aqueles hospitais que não conseguem receber dos fornecedores – essa compra é feita direta pelos hospitais. Nós temos uma limitação, não consegue fornecer para todo mundo de maneira imediata, mas a gente vai analisando  como anda o estoque de cada um e a quantidade de insumos que tem. A expectativa é termos para 20 dias esses insumos e, com a reposição pelas as empresas, a gente vai se mantendo sem faltar. Tem muito consumo, aumentando muito pelo número de pacientes, e o Ministério da Saúde está tentando compra fora do país, China e EUA, porque entende que as empresas brasileiras não conseguem fornecer o quantitativo necessário. Mas Minas está conseguindo sim, a SES fornecendo de forma constante e paulatina para cada um dos hospitais que estão passando por dificuldades de ressuprimentos direto com as empresas. [BLOCKQUOTE5] Como o senhor avalia a decisão do ex-secretário  Carlos Eduardo Amaral de incluir servidores da área administrativa na vacinação?Os critérios de vacinação sempre são muito complexos. Todos os trabalhadores de saúde são grupos prioritários, isso está estabelecido já até pelo Ministério da Saúde. Mas é muito complexo diante de uma vacina escassa, em que todos estão aguardando o seu momento para fazer qualquer tipo de julgamento. Vamos esperar a decisão dos órgãos de controle tanto internos, CGE (Controladoria Geral do Estado), quanto externos (Ministério Público e a CPI) para que se tenha alguma conclusão e a gente tenha alguma decisão a ser tomada. Secretário acredita que a vacinação em Minas reduzirá o número de internações em dois meses© Leandro Couri/EM/DA PRESS Secretário acredita que a vacinação em Minas reduzirá o número de internações em dois meses

A listagem com nomes de servidores aumentou para 1.852 servidores que tomaram a vacina. Qual a postura adotada pela SES  em relação a esse servidores?Mais servidores serão exonerados?

Esse novo número de servidores vacinados pela secretaria é um pouco diferente da primeira lista. São servidores que trabalham nos municípios, nas regionais, e o município entendeu que eram grupos prioritários também obedecendo ao Programa Nacional de Vacinação. Então, eles foram vacinados pelo município e não pela secretaria. Temos que esperar a conclusão de todos os processos para a gente tomar alguma medida.  Neste momento, não podemos julgar nenhum servidor que está na secretaria.

Qual a posição do senhor em relação a prescrição de medicamentos como cloroquina e ivermectina, que comprovadamente não são eficazes na prevenção à COVID-19, mas que são apresentados como solução por algumas pessoas, inclusive pelo governador?O uso de qualquer medicamento, vale destacar, é um ato médico. Qualquer médico pode prescrever qualquer medicamento, de acordo com o que é definido por lei. O que eu posso dizer é que a secretaria  está sempre atenta aos novos estudos relacionados a diversos medicamentos.  O medicamento que se coloca, neste momento,  mais promissor, dentre esses todos utilizados, é a colchicina, mas ainda não tem estudo claro que nos permita recomendar o uso. Mas obviamente o meu papel como médico e de secretário é não vedar a nenhum médico o uso de medicamento, mas vamos esperar a conclusão de estudos mais robustos para que a gente possa conseguir recomendar a prescrição de algum medicamento.

Em relação à vacinação. O que pode ser feito pelo Estado para acelerar a vacinação?A velocidade da vacinação está diretamente relacionada ao fornecimento pelo Ministério da Saúde e este fornecimento depende, obviamente, da produção dos fabricantes. Destaco que o Brasil agora vem conseguindo lotes de forma mais periódica. Recebemos lotes há dois dias  e receberemos outro hoje. Isto mostra certa regularidade no fornecimento da vacina. Toda a logística de distribuição da secretaria é rápida, dura de um a dois dias para fazer a distribuição completa dos lotes. Com esse aumento na velocidade de fornecimento a gente terá também crescimento constante e mais rápido no número de mineiros vacinados.

O cientista Miguel Nicolelis tem alertado para a necessidade de ações  mais duras e coordenadas em todo o país para barrar o avanço da COVID-19. Como o senhor avalia a gestão do governo Bolsonaro da pandemia? É necessário uma coordenação nacional para o país sair do colapso?Certamente, estamos no momento com as medidas mais duras aplicadas no estado, a Onda Roxa em todo estado mostra que a gente tem que fazer algo mais restritivo. Obviamente, se todos os estados, de maneira coordenada, agem de forma semelhante isso facilita o entendimento da população. O discurso único é fundamental no sucesso na sensibilização da população. Todo secretário  de saúde tem esse trabalho de forma muito semelhante, todos têm reuniões periódicas, fazendo com que as atitudes, em âmbito estadual, sejam muito semelhantes e, certamente, esperamos que o novo ministro da saúde faça essa coordenação para que a população perceba como é importante, neste momento, ter medidas mais restritivas para segurar um pouco a disseminação do vírus. [BLOCKQUOTE6] Qual é o cenário dos hospitais da rede Fhemig hoje? Onde está o gargalo? A Fhemig tem papel fundamental no enfrentamento da pandemia. Há mais de um ano, participei das primeiras reuniões quando nem havia casos confirmados no estado de como seria esse enfrentamento e a Fhemig sempre se colocou de forma protagonista neste processo, lembrando que o primeiro  caso suspeito internou no Eduardo de Menezes e este hospital se tornou  o primeiro hospital exclusivo de COVID-19. Depois o Júlia Kubitschek também. Depois expandiu o João Paulo II com os leitos pediátricos e o próprio João XXIII. O João Penido, em Juiz de Fora, o Antônio Dias, em Patos de Minas, em Barbacena, também expandimos leitos para COVID-19  e fomos crescendo nesta assistência. Fhemig sempre foi fundamental neste processo e, na última semana, mais 33 leitos foram abertos em Belo Horizonte neste momento mais crítico – um grande esforço no estado na abertura desses leitos. Conseguimos agora mais 100 respiradores da Fiemg e, nos próximos dias, mandaremos para hospitais que consigam de forma abrir os leitos, com insumos e oxigênio. Deve no início da semana, na próxima segunda-feira decidir qual hospital receberá esses respiradores.  Leito de UTI no Hospital Eduardo de Menezes, referência de atendimento à COVID-19 em Minas© Leandro Couri/EM/DA PRESS Leito de UTI no Hospital Eduardo de Menezes, referência de atendimento à COVID-19 em MinasSerá necessário reabrir o Hospital de Campanha?

Em relação ao hospital de campanha, no momento que foi aberto no ano passado, a gente tinha número de leitos expandidos não tão grande como temos hoje. Então, teve sua importância para garantir um provável aumento de casos. No decorrer desse processo, o estado abriu mais de 13 mil leitos. De 7 mil fomos para 20 mil leitos de enfermaria. Esses 700 leitos neste momento não faria diferença diante de toda essa expansão que o estado fez neste ano de pandemia. Nosso gargalo não é a enfermaria, é o CTI.  E o grande problema dos CTIs é conseguirmos profissionais de saúde tão escassos, porque nunca se teve tantos leitos de CTI abertos ao mesmo tempo e com tantos pacientes. Não há nenhuma indicação de reabrir o hospital de campanha neste momento e sim dedicar aos grandes hospitais que têm estruturas bem complexas a abertura de novos leitos e obviamente reduzir o número de casos e que estamos no limite operacional.

O que o senhor diz para as pessoas que têm protestado contra as medidas mais restritivas? Respeito a opinião de todos, mas como médico e secretário de saúde não tenho outra recomendação que seja o distanciamento social, o uso de máscaras, higiene pessoal e faça apenas o que for essencial para que a gente consiga reduzir os indicadores, que os novos pacientes nos hospitais, caiam que a ocupação dos leitos caiam e o número de óbitos também caiam. Vamos lembrar que a vacinação está num crescente neste momento. Então a gente terá entre dois e três meses, um cenário de redução clara de números pacientes internados em CTI por estarem imunizados. A gente já percebe isso naqueles acima de 85 e 90 anos. Então, a minha recomendação sempre será essa é o momento de cuidar de toda a população.

Entrevista exclusiva concedida ao EM em 20 de março de 2021. 

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Vídeo: Por que você não deve espalhar tudo que recebe no Whatsapp

Como a COVID-19 é transmitida? 

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Vídeo: Pessoas sem sintomas transmitem o coronavírus?

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Vídeo: Flexibilização do isolamento não é ‘liberou geral’; saiba por quê

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

Em casos graves, as vítimas apresentam:

  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus. 

Vídeo explica por que você deve ‘aprender a tossir’https://www.youtube.com/embed/9FCtAzwydaA?autoplay=0&showinfo=1&wmode=opaque&modestbranding=1&enablejsapi=1&fs=1&rel=0&origin=https%3A%2F%2Fwww.msn.com&widgetid=1Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de PrivacidadeTermos)

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Agencia Brasil*

Chega ao Brasil 1º lote de vacinas fornecidas pelo consórcio Covax Facility

As primeiras doses de vacina contra a covid-19, fornecidas pelo consórcio Covax Facility, desembarcaram no final da tarde desse domingo (21.mar.2021) no Brasil. O avião, que saiu de Amsterdã, na Holanda, com os imunizantes, pousou no Aeroporto Internacional de Guarulhos as 17h32.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanhou a chegada da vacina a Guarulhos, junto com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

As doses que chegaram são do imunizante da AstraZeneca/Oxford, fabricada pelo SK Bioscience, da Coreia do Sul. Essa é a mesma vacina que está sendo fabricada em solo brasileiro pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e que teve aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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Araújo disse que, além de acelerar o combate à pandemia no Brasil, a iniciativa beneficia 190 países que fazem parte do consórcio.

O Brasil é um dos poucos países que financiou o desenvolvimento de vacinas pelo consórcio, além de receber as doses. A importância da Covax, além de reforçar a nossa campanha de vacinação, é que o Brasil também está contribuindo para a imunização de países com menos recursos. É um elemento de solidariedade e de contribuição para a comunidade internacional”, declarou o chanceler.

O Ministério da Saúde informou que o 1º lote de vacinas da Covax Facility será distribuído aos Estados e ao Distrito Federal de forma proporcional e igualitária nos próximos dias de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação.

O governo federal já viabilizou, até o momento, 30 milhões de doses aos Estados e municípios. Até o final de março, mais 15 milhões de doses serão disponibilizadas aos brasileiros. Isso já nos permite imunizarmos cerca de 38% de todos os grupos prioritários com a 1ª dose de vacina. Já somos a 5ª nação que mais vacina no mundo”, falou o assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Soligo.

Mais doses

A Covax Facility é uma aliança internacional da OMS (Organização Mundial da Saúde) que tem como principal objetivo acelerar o desenvolvimento e a fabricação de vacinas contra a covid-19. Além disso, procura garantir acesso igualitário à imunização.  A entrega dessas doses ao Brasil ficou a cargo do Fundo Rotatório da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), mecanismo que há 35 anos auxilia os países da região a promover o acesso a vacinas.

A entrega é parte de uma 1ª fase de distribuição de doses da OMS para o Brasil. O país recebeu nesse domingo (21.mar) 1.022.400 de doses desse imunizante. Segundo o Ministério da Saúde, até o final deste mês de março serão entregues mais 1,9 milhão de doses do mesmo fabricante por meio da aliança global.

Até maio, segundo o ministério, serão entregues um total de 9,1 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford. De acordo com o contrato de adesão do Brasil à iniciativa, firmado em 25 de setembro de 2020, o país terá acesso a um total de 42,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19.

Covax

O mecanismo Covax é um esforço global de Cepi (Coalização para Promoção de Inovações em prol da Preparação para Epidemiais), Gavi (Aliança Mundial para Vacinas e Imunização), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), OMS e Opas.

Este é um grande passo para conseguirmos salvar vidas, deter a propagação da covid-19 e voltarmos ao novo normal. Continuaremos a trabalhar dia e noite, em conjunto com as autoridades de saúde do Brasil e entes parceiros, para viabilizar a chegada de mais vacinas e ajudar em tudo o que diz respeito à vacinação e ao fortalecimento das medidas de saúde pública, de modo a enfrentarmos todos juntos a covid-19. Se cada um fizer a sua parte, sairemos mais rápido e mais fortes desta pandemia”, disse Socorro Gross, representante da Opas e da OMS no Brasil, por meio de um comunicado à imprensa.

Com informações da Agência Brasil

Nascidos em maio podem atualizar dados no Caixa Tem

Às vésperas de retomar o pagamento do auxílio emergencial, a Caixa Econômica Federal convida os usuários do aplicativo Caixa Tem a atualizar os dados cadastrais no aplicativo. Clientes nascidos em maio podem fazer o procedimento a partir de hoje (22).

A atualização é feita inteiramente pelo celular, bastando o usuário seguir as instruções do aplicativo, usado para movimentar as contas poupança digitais. Segundo a Caixa, o procedimento pretende trazer mais segurança para o recebimento de benefícios e prevenir fraudes.Nascidos em maio podem atualizar dados no Caixa TemNascidos em maio podem atualizar dados no Caixa Tem 1

Ao entrar no aplicativo, o usuário deve acessar a conversa “Atualize seu cadastro”. Em seguida, é necessário enviar uma foto (selfie) e os documentos pessoais (identidade, CPF e comprovante de endereço).

O calendário de atualização seguirá um cronograma escalonado, conforme o mês de nascimento dos clientes. O cronograma começou no último dia 14 para os nascidos em janeiro e encerrará em 31 de março, para os nascidos em dezembro.

Confira o cronograma completo abaixo:

Mês de nascimentoData de atualização
Janeiro14/3 (domingo)
Fevereiro16/3 (terça)
Março18/3 (quinta)
Abril20/3 (sábado)
Maio22/3 (segunda)
Junho23/3 (terça)
Julho24/3 (quarta)
Agosto25/3 (quinta)
Setembro26/3 (sexta)
Outubro29/3 (segunda)
Novembro30/3 (terça)
Dezembro31/3 (quarta)

No ano passado, a Caixa abriu mais de 105 milhões de contas poupança digitais, das quais 35 milhões para brasileiros que nunca tiveram contas em banco. Além do auxílio emergencial, o Caixa Tem foi usado para o pagamento do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

Uma lei sancionada no fim de outubro autorizou a ampliação do uso das contas poupança digitais para o pagamento de outros benefícios sociais e previdenciários. Desde dezembro, os beneficiários do Bolsa Família e do abono salarial passaram a receber por essa modalidade.

Agencia Brasil*