Câmara promoveu sessão para lembrar dos 80 anos do Território Federal de Ponta Porã

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Uma aula de História. Desta forma pode ser definida a Sessão Solene em Homenagem aos 80 anos de criação do Território Federal de Ponta Porã, promovida pela Câmara Municipal de Ponta Porã na manhã desta quinta-feira, 14 de setembro.

A solenidade foi uma forma encontrada pelo Poder Legislativo Municipal para, em parceria com a União Pontaporanense de Estudantes – Uper, celebrar um dos fatos históricos mais importantes de Ponta Porã.

Na plateia, dezenas de estudantes do ensino médio de instituições como as escolas Calvoso, Elite, Magsul e Instituto Federal de Ponta Porã.

Diversas autoridades prestigiaram o evento presidido pelo vereador Candinho Gabínio. O Prefeito Eduardo Campos participou da abertura e parabenizou a Câmara Municipal pela iniciativa. Ele disse que a Sessão Solene é um momento especial em que a população pode entender a importância do fato histórico que foi a criação do Território Federal de Ponta Porã.

Os trabalhos foram abertos pelo Presidente da Casa de Leis, Candinho Gabínio. Coube à 1ª Vice-presidente, Kamila Alvarenga, falar em nome do Legislativo Municipal, dando as boas vindas e explicando a finalidade do evento.

Em seguida o Professor e Historiador, Nivalcir Pereira de Almeida, proferiu uma palestra intitulada “Território Federal de Ponta Porã: 80 anos”. Ele contou detalhes da criação do Território e o impacto tanto na cidade quanto no país, projetando positivamente o nome de Ponta Porã em nível mundial.

O QUE FOI?

O Território Federal de Ponta Porã foi O TFPP foi criado pelo Decreto Lei 5.812, de 13 de setembro de 1943. Abrangeu áreas que hoje pertencem a municípios como Ponta Porã, Porto Murtinho, Bela Vista, Bonito, Dourados, Miranda, Nioaque, Maracaju. Foi criado junto com os territórios federais de Iguaçu, Amapá, Rio Branco e Guaporé.

Na época, o Presidente do Brasil era Getulio Vargas que governou o país entre os anos de 1930 e1945. Ele idealizou a Marcha para o Oeste que tinha como objetivo, povoar e ocupar os espaços nas fronteiras do Brasil com países vizinhos. Era preciso “nacionalizar as fronteiras”. Havia muitos estrangeiros por aqui, especialmente paraguaios. A influência estrangeira era tamanha que a população falava mais o espanhol e guarani do que o português, explicou o historiador.

Na oportunidade Nivalcir esclareceu alguns aspectos da História do território, como por exemplo, a sede administrativa que foi no prédio que abriga hoje o Ministério do Trabalho, na Avenida Brasil. “Durante muito tempo houve uma confusão com o ‘Castelinho’, prédio localizado ao lado do Batalhão da Polícia militar. Ali nunca foi sede do Governo. Mas sim, sede da estrutura da segurança pública”. Na palestra ele expôs algumas realizações ocorridas durante a existência do Território como a Colonia Agrícola Nacional de Dourados, criação de dezenas de escolas, estradas, pontes e fontes de energia promovendo o desenvolvimento na região de fronteira. O Território foi extinto no ano de 1946, com a promulgação da Constituição Federal já sob o governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra que, antes de entrar na política, foi comandante do 11º Regimento de Cavalaria de Ponta Porã.

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