O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), anunciou nesta segunda-feira (23) que vai renunciar ao cargo, um dia antes da retomada do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que poderia resultar na cassação de seu mandato e eventual inelegibilidade.

A saída foi oficializada durante cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, onde Castro fez um balanço de sua gestão e confirmou a decisão de deixar o comando do estado. A carta de renúncia, segundo ele, será entregue à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A decisão ocorre em meio à crise política provocada pelo processo na Justiça Eleitoral. A estratégia, de acordo com análises políticas, busca evitar uma cassação formal e preservar a viabilidade eleitoral do agora ex-governador, que pretende disputar uma vaga no Senado. 

Durante o discurso de despedida, Castro afirmou que deixa o cargo para buscar novos projetos políticos e destacou sua posição nas pesquisas. “Saio com a cabeça erguida, com a maior aprovação e liderando as pesquisas para o Senado”, declarou.

Com a renúncia, o estado do Rio de Janeiro deverá passar por uma eleição indireta na Alerj, que escolherá um novo governador para cumprir o mandato até o fim de 2026. A mudança ocorre em um cenário de instabilidade política, já que o estado não conta atualmente com vice-governador, após a saída de Thiago Pampolha.

Na linha sucessória, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, assumiu interinamente o comando do estado e deverá convocar o processo de escolha indireta nos próximos dias.

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