Todos os sete investigados na Operação 'Buraco Sem Fim' continuarão presos preventivamente. — Foto: Eduardo Almeida/ TV Morena

Conforme o MPMS, a Prefeitura de Campo Grande contratava empreiteiras para fazer o serviço de tapa-buracos porque não teria estrutura suficiente para manter as ruas com equipes próprias.

A investigação tem como foco contratos firmados com a Construtora Rial. Dados do Portal da Transparência apontam que a empresa tem oito contratos ativos com a administração municipal, que somam quase R$ 148 milhões. O período analisado vai de 2018 a 2025.

Segundo os promotores, o ex-secretário municipal de Obras, Rudi Fioresi, seria o principal elo político do esquema. Conforme a investigação, ele mantinha ligação direta com empresários e teria recebido vantagens financeiras para favorecer a empresa por meio de fraudes nas medições.

O Ministério Público também afirma que a perícia identificou ganhos de Rudi Fioresi sem comprovação de origem. Os valores seguem sob sigilo.

Empresários e estrutura da empresa

A investigação aponta Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa como dono de fato da Construtora Rial. O filho dele, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, aparece como proprietário formal no contrato social da empresa.

Funcionários ouvidos pelo Ministério Público relataram que a empresa teria uma estrutura precária. Eles também disseram que o serviço prestado era de má qualidade.

Manipulação de medições e planilhas

Segundo os promotores, o esquema funcionava por meio da manipulação de medições feitas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), responsável pelo tapa-buracos.

FOnte: G1

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