O subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Elianderson Duarte, de 45 anos, foi recapturado na noite desta sexta-feira (26), em uma residência localizada na Rua Presidente Rodrigues Alves, no bairro Vila Almeida, em Campo Grande. A prisão foi realizada por equipes da 5ª Companhia da Polícia Militar, encerrando 14 dias de buscas após sua fuga do Presídio Militar Estadual.

Após a recaptura, o militar foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), onde foram realizados os procedimentos legais. Até o fechamento desta matéria, as autoridades não haviam divulgado detalhes sobre as circunstâncias que levaram à localização do foragido.

Elianderson estava preso preventivamente e é réu pelo feminicídio da esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte. Ele havia escapado do Presídio Militar no dia 12 de junho utilizando cordas improvisadas feitas com lençóis, conhecidas como “teresa”. Segundo as investigações, aproveitou um momento em que estava sozinho, escalou o telhado de um dos pavilhões, alcançou uma torre de vigilância e transpôs o muro da unidade. Embora o alarme tenha sido acionado, sua ausência só foi percebida durante a conferência dos presos.

Após a fuga, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar instaurou procedimento administrativo para apurar possíveis falhas na segurança do presídio, enquanto forças policiais intensificaram as buscas pelo militar.

Crime chocou Mato Grosso do Sul

O caso ganhou grande repercussão em março deste ano, quando Elianderson foi preso poucas horas após atacar a esposa com golpes de marreta dentro da residência da família, em Ponta Porã.

Durante as agressões, dois filhos do casal — uma adolescente de 17 anos e um adolescente de 15 anos — também ficaram feridos ao tentar defender a mãe. O filho mais novo, de 13 anos, sofreu forte abalo emocional e recebeu atendimento psicológico.

Liliane foi socorrida em estado gravíssimo e permaneceu internada por três dias, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo em 6 de março. Com a confirmação da morte, o caso passou a ser investigado como feminicídio consumado.

Além de responder pelo assassinato da esposa, Elianderson também responde por tentativa de feminicídio contra a filha e tentativa de homicídio qualificado contra o filho.

Logo após o crime, o subtenente tentou fugir a pé, mas foi localizado por policiais civis com o auxílio de informações repassadas por moradores. Antes da chegada da polícia, ele foi contido por populares e, na ocasião, afirmou ter agido em legítima defesa.

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