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Quaest indica Lula e Flávio empatados com 41% no 2º turno

Diferença entre o presidente e o senador era de dez pontos na pesquisa de dezembro, passou para sete em janeiro, cinco em fevereiro e, agora, não existe mais.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto, no cenário de 2º turno.

É a primeira vez na série histórica que os dois candidatos empatam numericamente.

A vantagem do presidente era de dez pontos em dezembro, passou para sete em janeirocinco em fevereiro e, agora, não existe mais.

Na pesquisa anterior, de fevereiro, Lula tinha 43% e Flávio, 38%.

Cenário Lula x Flávio

  • Lula: 41% (eram 43% em fevereiro e 45% em janeiro);
  • Flávio Bolsonaro: 41% (eram 38% em fevereiro e janeiro);
  • Indecisos: 2% (eram 2% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 16% (eram 17% em fevereiro 15% em janeiro).
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O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março.
A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Disputa pelo voto independente

Entre os eleitores que se consideram independentes — aqueles que não se declaram nem de direita, nem de esquerda, nem lulistas, nem bolsonaristas —, Flávio aparece numericamente à frente de Lula pela primeira vez, com 32%. O presidente tem 27%, e outros 36% afirmam que preferem não votar nesse cenário.
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Na pesquisa anterior, Lula tinha 31% nesse grupo, contra 26% de Flávio.

Os eleitores independentes correspondem a 32% do total, conforme os números da Quaest.

❗Importante: como se trata de um recorte do eleitorado, a margem de erro é maior do que dos dados gerais nesse caso.

Lula chega a 95% entre os eleitores lulistas, enquanto Flávio registra 96% entre os bolsonaristas.

Índices de rejeição

Em relação à rejeição, 56% dos entrevistados dizem que não votariam em Lula e 55% afirmam que não votariam em Flávio. Em fevereiro, a rejeição de Lula era de 54%, e a de Flávio, 55%.

Considerando somente os eleitores independentes, Lula tem rejeição de 65%, e Flávio, de 61%.

Cenários com outros candidatos na disputa

A Quaest apresentou aos eleitores sete cenários de segundo turno, com o presidente Lula em todos e seis adversários.

Exceto no cenário com Flávio, em que há empate, Lula aparece à frente nos demais. A maior vantagem é contra Aldo Rebelo (DC). Veja os números a seguir:

Cenário 2: Lula x Ratinho Júnior (PSD)

  • Lula: 42% (eram 43% em fevereiro e janeiro);
  • Ratinho Júnior: 33% (eram 35% em fevereiro e 36% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 3% em fevereiro e 4% em janeiro).
  • Branco/nulo/não vai votar: 22% (eram 19% em fevereiro e 17% em janeiro).

Cenário 3: Lula x Romeu Zema (Novo)

  • Lula: 44% (eram 43% em fevereiro e 46% em janeiro);
  • Romeu Zema: 34% (eram 32% em fevereiro e 31% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 19% (eram 21% em fevereiro e 19% em janeiro).
  • Lula: 44% (eram 42% em fevereiro e 44% em janeiro);
  • Ronaldo Caiado: 32% (eram 32% em fevereiro e 33% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 21% (eram 22% em fevereiro e 19% em janeiro).
  • Cenário 5: Lula x Eduardo Leite (PSD)
  • Lula: 42% (eram eram 42% em fevereiro e 41% em novembro);
  • Eduardo Leite: 26% (eram 28% em fevereiro e novembro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e novembro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 29% (eram 26% em fevereiro e 27% em novembro).

Cenário 4: Lula x Ronaldo Caiado (PSD)

  • Lula: 44% (eram 42% em fevereiro e 44% em janeiro);
  • Ronaldo Caiado: 32% (eram 32% em fevereiro e 33% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 21% (eram 22% em fevereiro e 19% em janeiro).

Cenário 5: Lula x Eduardo Leite (PSD)

  • Lula: 42% (eram eram 42% em fevereiro e 41% em novembro);
  • Eduardo Leite: 26% (eram 28% em fevereiro e novembro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e novembro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 29% (eram 26% em fevereiro e 27% em novembro).

Cenário 6: Lula x Aldo Rebelo (DC)

  • Lula: 44% (eram 44% em fevereiro e 45% em janeiro);
  • Aldo Rebelo: 23% (eram 25% em fevereiro e 27% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 30% (eram 27% em fevereiro e 24% em janeiro).

Cenário 7: Lula x Renan Santos (Missão)

  • Lula: 43% (eram 44% em fevereiro e 46% em janeiro);
  • Renan Santos: 24% (eram 25% em fevereiro e 26% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 30% (eram 27% em fevereiro e 24% em janeiro).

Percepção sobre os candidatos

A Quaest consultou os eleitores sobre a imagem que eles têm de Lula e Flávio Bolsonaro.

Para 48%, Flávio não é mais moderado que a sua família. Outros 38% afirmam que o senador é mais moderado.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, 77% consideram que ele é mais moderado. Esse índice é de 63% entre os eleitores de direita não bolsonaristas.

Entre os independentes, 53% acham que Flávio não é mais moderado que a sua família.

Em relação a Lula, 42% consideram que ele é mais moderado do que o PT e 43% responderam que ele não é mais moderado que o seu partido.

Conforme a pesquisa, 46% consideram que Lula é radical. O mesmo índice discorda dessa afirmação. Sobre Flávio, 45% consideram que ele é radical e 44% discordam.

23% afirmam que Lula é honesto e 69% discordam dessa afirmação. Em relação a Flávio, 26% o consideram honesto e 62% acham que não.

Lula como presidente

Em relação ao presidente, 59% acham que ele não merece outro mandato (eram 57% na pesquisa anterior), e 37% consideram que ele deve continuar (eram 39%).

Fonte: G1

Programação da inauguração do PTIn e do CEIMPP começa nesta quinta-feira

Atividades iniciam às 14h com o 1º Encontro Estadual dos Ecossistemas de Inovação de Mato Grosso do Sul

A programação organizada pela Prefeitura de Ponta Porã para a inauguração do Parque Tecnológico Internacional (PTIn) e do Centro de Cultura, Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré (CEIMPP) começa nesta quinta-feira, dia 12, às 14h, com a abertura do 1º Encontro Estadual dos Ecossistemas de Inovação de Mato Grosso do Sul.

Às 14h30, o secretário-executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Ricardo Senna, fará a apresentação institucional do encontro. Em seguida, às 15h30, a secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos, apresenta o PTIn e o CEIMPP.

Ainda na quinta-feira, os participantes poderão participar de visita guiada ao Parque Tecnológico, além de acompanhar palestras, trocar experiências e realizar networking com representantes dos ecossistemas de inovação do Estado e empreendedores do programa de pré-incubação do PTIn, o Ypy Porã. À noite, às 19h, haverá show da banda Uskaradakombi.

Na sexta-feira, dia 13, a programação começa às 8h30 com a Oficina de Ambientes de Inovação, ministrada por Marcus Dias, da Fundação CERTI. Às 10h, está prevista visita técnica guiada com a presença do governador Eduardo Riedel e comitiva, que conhecerão as instalações do PTIn e do CEIMPP. Às 11h será realizada reunião de negócios com empresas da plataforma Connected Smart Cities.

A cerimônia oficial de inauguração acontece às 13h30, com a presença do prefeito Eduardo Campos, do governador Eduardo Riedel e de autoridades municipais, estaduais e federais.

Na sequência, das 14h20 às 17h30, será realizada reunião estratégica da plataforma Connected Smart Cities, com apresentação do ranking e dos selos “Cidades Inteligentes” e “Ecossistemas de Inovação”, além de painéis temáticos.

Às 18h haverá palestra com Rômulo Deu Cria. O encerramento, às 19h, terá show de Jerry Espíndola e apresentação da DJ Brenda, marcando o início de uma nova fase para a inovação e o desenvolvimento tecnológico em Ponta Porã e região.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

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Programação da inauguração do PTIn e do CEIMPP começa nesta quinta-feira

Duas carretas com 400 pneus de caminhão são apreendidas em Ponta Porã

DOF apreende duas carretas carregadas com mais de R$ 1 milhão em pneus — Foto: DOF

Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, nessa segunda-feira (9), duas carretas carregadas com 400 pneus de caminhão na rodovia MS-164, em Ponta Porã (MS), cidade na região de fronteira com o Paraguai. Dois homens, de 32 e 46 anos, foram presos durante a ação.Segundo a polícia, a equipe fazia um bloqueio na rodovia, próximo ao Trevo do Copo Sujo, quando abordou os dois veículos. Durante a vistoria, os agentes encontraram 200 pneus em cada carreta.

De acordo com os motoristas, a carga foi retirada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Eles disseram à polícia que foram contratados para transportar os pneus até Campo Grande e Goiânia (GO).

Veículo com mercadorias estrangeiras é apreendido após fuga da PMR em Ponta Porã MS

Policiais do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) apreenderam um veículo carregado com mercadorias de origem estrangeira na manhã desta terça-feira (10), durante fiscalização na rodovia MS-164, na região de Ponta Porã.

A equipe realizava fiscalização de trânsito quando visualizou um VW/Voyage, de cor cinza, com placas de Paulicéia (SP). Ao receber ordem de parada, o condutor desobedeceu à determinação policial, furou o bloqueio e iniciou fuga. Foi realizado acompanhamento tático, porém o motorista abandonou o veículo às margens da rodovia e fugiu para uma área de mata. Apesar das buscas realizadas pelos policiais, ele não foi localizado.

Durante vistoria no interior do automóvel, os militares encontraram diversas mercadorias de origem estrangeira, entre elas 400 pacotes de cigarros, 325 pacotes de essência para narguilé, 200 aparelhos celulares, 200 TV Box, cigarros eletrônicos e outros produtos.

O veículo, avaliado em R$ 27,5 mil, e as mercadorias, estimadas em R$ 295 mil, foram apreendidos, totalizando prejuízo ao crime de aproximadamente R$ 322,5 mil.

Após contato com a Polícia Federal, a equipe foi orientada a encaminhar o veículo e os produtos à Receita Federal.

Fonte:jornaldanova

Rodada da Taça dos Campeões tem chuva de gols e goleadas em Ponta Porã

Terceira rodada da competição registrou 34 gols em oito partidas disputadas no Campo do Vicente e no Estádio Aral Moreira

A 3ª rodada da 8ª Taça dos Campeões, promovida pela Prefeitura de Ponta Porã por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, foi marcada por jogos movimentados e muitos gols no último domingo. A competição conta com a organização do desportista Paulinho Vieira e tem reunido diversas equipes do futebol amador do município.

As partidas foram disputadas em dois locais: no Campo do Vicente e no Estádio Municipal Aral Moreira, com quatro jogos realizados em cada campo, iniciando às 8h e a última partida começando às 11h.

No Campo do Vicente, o Scooby Onechopp venceu o Rossonero por 2 a 1. Na sequência, o Yvype/DDR derrotou o Atlético Júnior também por 2 a 1. Graniporã Wolf F.C. e São Domingos empataram em 2 a 2. Já no último confronto do local, o Aike Mil venceu o Mooca/Caji por 2 a 0.

No Estádio Municipal Aral Moreira, o Cerro Corá goleou o Itapema por 4 a 1. A equipe do Seva/Peroli aplicou a maior goleada da rodada ao vencer o Sport 10 por 8 a 0. O Desportivo Pavão também venceu bem ao bater o Robocop por 3 a 0. Encerrando a rodada, o Sport Jaki goleou o Porã Motors por 4 a 1.

De acordo com a coordenação do evento, os oito jogos da rodada somaram 34 gols, resultando em uma média de 4,3 gols por partida. Durante as disputas, a arbitragem aplicou 27 cartões amarelos e um cartão vermelho.

O organizador Paulinho Vieira destacou o apoio da administração municipal ao esporte, ressaltando que a gestão do prefeito Eduardo Campos tem investido na promoção do futebol no município, com incentivo também do secretário municipal de Esporte e Lazer, Ricardo Torraca, às diversas modalidades esportivas em Ponta Porã.

*assessoria

DOF apreende Celta com 600 kg de defensivos agrícolas contrabandeados em Ponta Porã MS

Na noite do último domingo (8), policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam, um veículo GM Celta carregado com aproximadamente 600 quilos de defensivos agrícolas de origem estrangeira. A ocorrência foi registrada na rodovia MS-384, nas proximidades do trevo de acesso ao município de Antônio João, em Ponta Porã.

Conforme informações do DOF, a equipe realizava patrulhamento na região quando visualizou o automóvel. Ao perceber a aproximação da viatura policial, o condutor abandonou o veículo às margens da rodovia e fugiu a pé em direção a uma área de vegetação densa.

Os policiais realizaram buscas nas imediações, porém o suspeito não foi localizado.

Durante a vistoria no interior do GM Celta, os militares encontraram diversos volumes de defensivos agrícolas de procedência estrangeira, cuja entrada no país ocorreu de forma irregular.

O veículo e a carga apreendida foram encaminhados à unidade da Receita Federal em Ponta Porã. Segundo estimativa das autoridades, a apreensão representa um prejuízo aproximado de R$ 620 mil ao crime organizado.

IFMS abre vagas em cursos para mulheres e com bolsa-auxílio de até R$720

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) abriu seleção para cursos gratuitos de qualificação profissional voltados a mulheres pelo Programa Mulheres Mil. São 375 vagas em Aquidauana (MS), Coxim (MS), Jardim (MS), Naviraí (MS), Nova Andradina (MS), Paranaíba (MS), Ponta Porã (MS) e Três Lagoas (MS).

Os cursos são presenciais, com duração de quatro meses, três aulas semanais de três horas e atividades práticas. Podem se inscrever mulheres a partir de 16 anos, em situação de vulnerabilidade social, com ensino fundamental completo.

As alunas recebem a Bolsa-Formação, auxílio financeiro mensal para alimentação e transporte. Quem tiver 100% de frequência pode receber até R$ 720 durante o curso.

O edital com todas as regras do processo seletivo está disponível na Central de Seleção do IFMS.

Cursos e vagas por município:

  • Aquidauana: Assistente Administrativa – 45 vagas – Vespertino
  • Coxim: Agricultora Orgânica – 40 vagas – Vespertino
  • Jardim: Cuidadora de Idosos – 40 vagas – Vespertino
  • Jardim: Assistente Administrativa — 40 vagas — Vespertino
  • Naviraí: Agricultora Orgânica — 40 vagas — Vespertino
  • Nova Andradina: Agricultora Orgânica — 40 vagas — Noturno
  • Paranaíba: Agricultora Orgânica– 45 vagas — Vespertino
  • Ponta Porã: Agricultora Orgânica — 40 vagas — Vespertino/Noturno
  • Três Lagoas: Eletricista Instaladora Predial de Baixa Tensão — 45 vagas — Noturno

Como se inscrever

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 12 de março através deste link.

A seleção leva em conta faixa etária, situação de trabalho e risco, renda familiar e número de pessoas na casa. Em caso de empate, recebem prioridade candidatas com mais filhos menores, maior número de integrantes na família e idade mais avançada.

O resultado preliminar será divulgado em 13 de março e o final em 18 de março. As aulas começam em 23 de março.

Dúvidas sobre o processo podem ser enviadas para [email protected]

Programa Mulheres Mil

O Mulheres Mil, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), oferece cursos de qualificação para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Nos últimos dois anos, o programa abriu 119,5 mil vagas em mais de 520 municípios brasileiros, com investimento de R$ 207,8 milhões.

Fonte: G1

Por que nova prisão de Vorcaro mergulha Brasília na maior tensão desde a Lava Jato

Vorcaro foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero © Senappen

Brasília respira um ar de tensão que não rodeava a capital federal, pelo menos, desde a Operação Lava Jato.

É assim que o clima nos bastidores do mundo político é descrito por analistas após a segunda prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na semana passada.

Vorcaro foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal no dia 4 de março. Mensagens foram extraídas de seu celular, como parte da investigação da Polícia Federal autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A exposição de sua teia de relações, que transita da direita à esquerda, passando pelo Centrão e pela cúpula do Judiciário, gerou ansiedade em torno de uma eventual delação premiada do banqueiro.

A incerteza sobre o que Vorcaro documentou e até onde vão suas conexões, diz o cientista político Lucas de Aragão, sócio da empresa de análise de risco político Arko Advice, torna o atual cenário na capital federal o “pior dos últimos muitos anos”.

“Não se sabe exatamente o que Vorcaro tem, o que ele sabia. Ele transitou em grupos políticos que não necessariamente conversavam um com o outro. Pessoas sabem fragmentos e isso gera uma tensão gigantesca em Brasília, comparável ou até maior ao que vimos na Lava Jato”, diz.

“É uma sensação de que é incontrolável, de que é uma avalanche.”

Nas mensagens, Vorcaro menciona relações e encontros com autoridades, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

De um lado, Vorcaro se referia a Nogueira, presidente de um dos maiores partidos do Centrão e ex-ministro de Jair Bolsonaro, como “um dos meus grandes amigos de vida”.

Mensagens mostram o dono do Master comemorando uma emenda proposta pelo senador que aumentaria a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão — uma medida que favorecia diretamente o banco e foi chamada por Vorcaro de “bomba atômica no mercado financeiro”.

Além disso, Vorcaro chegou a fretar um helicóptero de transporte VIP para Nogueira e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, após o Grande Prêmio de Interlagos de Fórmula 1.

O senador negou ter proximidade com o empresário e classificou as ilações como “uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia”.

Do outro lado do espectro, Vorcaro também tinha portas abertas no atual governo. Em dezembro de 2024, ele foi levado ao Palácio do Planalto pelo ex-ministro petista Guido Mantega para uma reunião fora da agenda oficial de Lula.

Em mensagens a uma namorada, Vorcaro classificou o encontro com Lula, que contou com a presença de três ministros e do atual presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, como “ótimo” e “muito forte”.

O Palácio do Planalto confirmou a reunião, mas justificou a visita dizendo que Vorcaro foi levado ao local por Mantega. Segundo o governo, Vorcaro reclamou da concentração do mercado bancário no país e Lula apenas respondeu que o assunto deveria ser tratado de forma técnica pelo BC.Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, negou ter proximidade com Vorcaro

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, negou ter proximidade com Vorcaro© Andressa Anholete/Getty Images

A teia ainda se estende ao bolsonarismo. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, operador financeiro e alvo de prisão na operação, foi o maior doador pessoa física da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022, injetando R$ 3 milhões.

Aviões ligados a Vorcaro também foram usados por figuras da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante as últimas eleições. O deputado e seu partido reiteram que, naquele momento, não existia qualquer suspeita pública envolvendo o nome de Vorcaro.

Figuras como o ex-governador de São Paulo João Doria também aparecem enviando mensagens de preocupação a Vorcaro, pedindo conversas “reservadamente”. À CNN Brasil, a assessoria de Doria confirmou o diálogo, mas justificou que a mensagem foi enviada em maio de 2025 e que se tratou “apenas de um gesto cordial”.

Já a defesa de Vorcaro diz que prisão preventiva do banqueiro ocorreu sem “tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida” — e pediu que o STF apresente informações como as datas das mensagens mencionadas na investigação.

“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações”, diz nota da defesa.

O advogado Roberto Podval reclamou do envio das conversas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS: “Toda a intimidade do Vorcaro e de muitos outros está sendo devassada”, afirmou.

O analista político Creomar de Souza, sócio-fundador da consultoria de análise de risco político Dharma, compartilha a percepção sobre a crise e pressão sobre Brasília. “Há uma tensão que é inegável”, diz.

“O caso Master é como balançar um pé de jaca. A impressão é que cai goiaba, uva, laranja, banana”, afirma, explicando que a rede de diálogos de Vorcaro se mostra suprapartidária e supraideológica.

“Talvez esse seja um dilema de difícil compreensão nesse ambiente de polarização da sociedade brasileira, que ainda é refém dessa ideia de que corrupção tem lado, de que é uma relação dos maus com os bons”, continua.

Para Aragão, o que torna o caso Master singular é a sua adaptação a uma nova realidade institucional do Brasil. Ele reflete que, diferentemente do Mensalão ou do início da Lava Jato, épocas em que o Executivo centralizava poder, o Brasil de hoje possui um poder fragmentado.

Desde 2014, pontua o analista, o Congresso Nacional ganhou musculatura, especialmente com as emendas impositivas, e o Judiciário assumiu um protagonismo inédito.

“Hoje, se você quer fazer um esquema no Brasil, cooptar só o Executivo já não é mais necessário”, explica Aragão. O poder diluído faz com que os esquemas financeiros também precisem ser pulverizados entre diversos atores e instituições. É exatamente isso que as mensagens revelam, diz o analista.Incerteza sobre o que sono do Banco Master documentou deixa classe política no "pior momento dos últimos anos", dizem analistas

Incerteza sobre o que sono do Banco Master documentou deixa classe política no “pior momento dos últimos anos”, dizem analistas© Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images

Eleição antissistema

Com as eleições à vista em outubro, partidos correm para se descolar do escândalo, ao mesmo tempo em que tentam associar o caso aos adversários.

Em uma estratégia de contenção de danos, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, minimizou publicamente as doações milionárias feitas à campanha de Jair Bolsonaro pelo cunhado de Vorcaro. Ele argumenta que os repasses ocorreram apenas pela “força e prestígio” do ex-presidente.

À GloboNews, ele disse que não considera que políticos do partido estejam envolvidos no esquema pelo fato de que nenhuma pessoa o procurou para tratar do assunto. O líder partidário cobrou a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar as fraudes.

Do outro lado, o PT tenta atrelar o caso a Bolsonaro. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), apelidou o caso de “BolsoMaster” e afirmou que o banco é “filho legítimo” da gestão anterior e do Banco Central, sob a presidência de Roberto Campos Neto.

“Vorcaro era um pequeno banqueiro e, através de articulações criadas dentro do governo Bolsonaro, com a proteção do Banco Central, se tornou um banqueiro bilionário”, declarou.O governo federal vem reforçando a imagem de que foi durante a gestão de Lula que o caso Master passou a ser investigado

O governo federal vem reforçando a imagem de que foi durante a gestão de Lula que o caso Master passou a ser investigado© Mauro PIMENTEL / AFP via Getty Images

Um interlocutor do presidente Lula ouvido pela BBC News Brasil disse que a avaliação no Palácio do Planalto é de que o governo estaria protegido contra uma tentativa da oposição atribuir o caso Master à atual administração petista.

Segundo ele, o governo vem reforçando, inclusive com discursos de Lula, a imagem de que foi durante o governo petista que o caso passou a ser investigado.

“O problema é que essa descoberta vem no terceiro ano de governo, o que, em algum sentido, mostra que ambos os lados tem suas inconsistências”, aponta Creomar de Souza.

O analista alerta que a tentativa de partidarizar a corrupção neste caso pode ser um tiro no pé. “Creio que todos os lados são frágeis na atual conjuntura”, afirma.

Para ele, os dois principais grupos que se envolvem na eleição, cujo cenário vai se desenhando em torno de Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, tem motivos para serem bastante cautelosos com os desdobramentos da crise.

“Flávio Bolsonaro tem sido muito discreto em tocar no tema Banco Master, porque, em algum sentido, parece que há atores com os quais ele e o pai tiveram uma relação muito próxima. Casos, por exemplo, de Ciro Nogueira e de Antônio Rueda, com um grande número de citações. Isso os fragiliza”, analisa.

“De outro lado, o problema para o governo federal é outro. O PT é o grande perdedor na narrativo da Lava Jato. Quer dizer, o partido se torna o alvo e gera um passivo acerca do que é corrupção, que o bolsonarismo explorou muito bem até aqui”, diz.Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República© Ton MOLINA / AFP via Getty Images

Para Lucas de Aragão, o impacto nas eleições respinga em todos os lados, mas é pior para quem está sentado na cadeira presidencial.

“Quando você tem um super escândalo no país e você é o incumbente, isso gera questionamentos. E quando você tem a principal corte do país, que ainda é percebida por boa parte da população como mais alinhado ao governo, também é muito ruim”, afirma.

A gravidade para o Palácio do Planalto se multiplica com o avanço da investigação sobre fraudes no INSS, que tem como um dos principais alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Lulinha é suspeito de recebimento de valores de lobistas envolvidos nas fraudes e já teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem do STF e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Segundo dados da CPMI revelados pelo portal Metrópoles e confirmados pela BBC News Brasil, o filho de Lula movimentou, em transações bancárias, R$ 19,5 milhões em quatro anos — de janeiro de 2022 a janeiro deste ano, foram 9,774 milhões em crédito (que entraram na conta) e 9,758 milhões em débito (que saíram).

A defesa de Lulinha reagiu ao vazamento por meio de uma nota, em que diz que as fontes de renda são “legítimas” e que é “gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo”.

Questionado sobre o assunto em dezembro, Lula declarou que “todas as pessoas envolvidas” no esquema de desconto ilegal de benefícios do INSS seriam investigadas.

“Você imagina se amanhã o filho do presidente da República é preso por corrupção? Isso vai gerar um desconforto enorme”, diz Aragão.

Creomar de Souza projeta que as consequências eleitorais podem ser ainda mais drásticas do que a simples perda de votos para Lula ou Flávio Bolsonaro.

Ele enxerga no caso Master os ingredientes para uma “tempestade perfeita” que reavive o sentimento antipolítica na sociedade brasileira, semelhante ao que elegeu Fernando Collor no passado ou Jair Bolsonaro em 2018.

“Abre-se o risco de que haja mais um momento de perda generalizada de confiança da cidadania nas instituições”, alerta Souza.

Para o analista, o cenário pode pavimentar o caminho para a ascensão de um “bolsonarismo 2.0” ou de candidatos outsiders, ou seja, que vendam a imagem de ruptura total com o “sistema”. Ele cita o exemplo de Pablo Marçal nas eleições municipais de São Paulo, que conseguiu engajar o eleitorado conservador criticando o próprio Bolsonaro por ter se tornado mainstream.

Fator Mendonça

Em Brasília, se o Legislativo e o Executivo estão em alerta máximo, a pressão também recai sobre o STF, que enfrenta uma crise de imagem sem precedentes com o caso Master.

O ministro Dias Toffoli, primeiro relator do inquérito do Banco Master, foi constrangido a deixar o caso em reunião conduzida pelo atual presidente do STF, Edson Fachin, com todos os ministros, após ser revelado que um fundo ligado ao Master comprou parte de um resort no Paraná que pertencia a uma empresa de Toffoli e dois irmãos do ministro.

Toffoli admitiu ser sócio da empresa, mas o ministro nega qualquer irregularidade na transação ou ter qualquer relação de amizade com o banqueiro.

Já Alexandre de Moraes virou alvo de críticas após sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moares, ter mantido um contrato de R$ 129 milhões com Master. Agora, novas informações vazadas da investigação ampliaram os indícios de conexão entre Moraes e Vorcaro.

Vorcaro relatou em mensagens ter se encontrado com Moraes durante um feriado em Campos do Jordão e que teria falado com o ministro no dia de sua primeira prisão, em 17 de novembro de 2025.

Em nota na sexta-feira (6/3), o gabinete de Moraes disse que “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

Segundo o gabinete do ministro, “os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

O STF também já havia afirmado em nota que o escritório de Viviane Barci de Moraes “jamais atuou na operação de aquisição do Banco Master pelo BRB perante o Banco Central”.

Moraes também justificou que as reuniões que teve com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, não foram para tratar do Master, mas sim dos efeitos das sanções da Lei Magnitsky contra ele e sua esposa.

Com a saída de Toffoli, o inquérito ficou nas mãos do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro.

Segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil com interlocução com o presidente do STF, Edson Fachin, há expectativa de que a atuação de Mendonça possa melhorar o forte desgaste causado na imagem do Supremo devido às supostas conexões de Toffoli e Moraes. Por outro lado, há temores do abalo que a Corte pode sofrer com novas revelações envolvendo ministros.

“André Mendonça hoje talvez seja a figura mais relevante do processo político, tanto no Judiciário por ser relator, quanto no Legislativo quanto no Executivo”, avalia Lucas de Aragão.

Creomar de Souza adverte, contudo, que a posição de Mendonça é uma faca de dois gumes. “O dilema para o ministro André Mendonça é um dilema muito semelhante pelo qual passaram alguns ministros de que à medida que há um excesso de visibilidade sobre o trabalho, há um excesso de procura por vulnerabilidades”, reflete Souza.

Para o analista, o grande desafio de Mendonça será provar que está mais interessado em “prover justiça do que prover revanchismo”.

“O fato de que um ator político tenha o nome na agenda do celular do Vorcaro não necessariamente significaria dizer que esse ator político está envolvido em algum tipo de ação ou situação escusa, inclusive no que diz respeito a um encontro pessoal ou algo do gênero”, diz o analista.

“O problema é que o Brasil vive há mais de uma década um clima de constante crise política e nessa constante crise política, há um desgaste da confiança do cidadão comum na lisura do comportamento dos atores institucionais.”

*Com reportagem de Leandro Prazeres e Mariana Schreiber, da BBC News Brasil em Brasília.

Defesa de Lulinha diz que não há motivo para pedido de prisão

Defesa de Lulinha diz que não há motivo para pedido de prisão

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas e que integra a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao lado de Guilherme Siguimori, declarou à Revista Fórum que “não há motivo algum” para se pedir a prisão do filho do presidente Lula (PT).

Matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, diz que há uma divisão na Polícia Federal quanto à possibilidade de pedir a prisão de Fábio Luís Lula da Silva e que, por conta disso, há “um elevado clima de tensão em Brasília”.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, há uma divisão na PF: um grupo que tem trânsito no gabinete do ministro do STF André Mendonça, que defende a ideia de pedir a prisão de Lulinha; e outro grupo que diz que um pedido de prisão só pode ser feito com provas concretas e que não seria o caso do filho do presidente Lula.

A apuração conduzida pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto, chegou ao nome de Lulinha a partir de conexões identificadas com um lobista investigado no esquema — conhecido como Careca do INSS — e também com uma empresária que mantém proximidade com o filho do presidente.

Apesar das menções no curso das investigações, Lulinha não foi indiciado. Ainda assim, seus sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Polícia Federal. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada no Congresso Nacional, também aprovou medidas semelhantes.

Fonte: Revista Fórum

Flagrado por câmeras, suspeito de furto de motocicleta se apresenta à polícia em PJC

Um homem de 23 anos, identificado como Cesar Andres Gomez Mancuello, se apresentou voluntariamente à polícia após ser flagrado por câmeras de segurança furtando uma motocicleta no estacionamento da empresa FORTIS, em Pedro Juan Caballero (PY).

De acordo com informações policiais, o suspeito passou a ser procurado após as imagens do circuito interno de segurança identificarem sua participação no crime. Ao tomar conhecimento de que estava sendo procurado pelas autoridades, Cesar decidiu comparecer à Comissaria 1ª para prestar esclarecimentos.

Durante as investigações, a polícia também identificou a participação de um segundo suspeito no furto. Trata-se de Fabian Maidana Almiron, de 19 anos, que segue sendo procurado pelas autoridades.

O caso continua sob investigação, e a polícia trabalha para localizar o segundo envolvido e esclarecer todos os detalhes da ação criminosa.

As autoridades destacaram ainda a importância da colaboração da comunidade, que tem contribuído com informações e imagens para auxiliar na elucidação de crimes na cidade.

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