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IFMS abre vagas em cursos para mulheres e com bolsa-auxílio de até R$720

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) abriu seleção para cursos gratuitos de qualificação profissional voltados a mulheres pelo Programa Mulheres Mil. São 375 vagas em Aquidauana (MS), Coxim (MS), Jardim (MS), Naviraí (MS), Nova Andradina (MS), Paranaíba (MS), Ponta Porã (MS) e Três Lagoas (MS).

Os cursos são presenciais, com duração de quatro meses, três aulas semanais de três horas e atividades práticas. Podem se inscrever mulheres a partir de 16 anos, em situação de vulnerabilidade social, com ensino fundamental completo.

As alunas recebem a Bolsa-Formação, auxílio financeiro mensal para alimentação e transporte. Quem tiver 100% de frequência pode receber até R$ 720 durante o curso.

O edital com todas as regras do processo seletivo está disponível na Central de Seleção do IFMS.

Cursos e vagas por município:

  • Aquidauana: Assistente Administrativa – 45 vagas – Vespertino
  • Coxim: Agricultora Orgânica – 40 vagas – Vespertino
  • Jardim: Cuidadora de Idosos – 40 vagas – Vespertino
  • Jardim: Assistente Administrativa — 40 vagas — Vespertino
  • Naviraí: Agricultora Orgânica — 40 vagas — Vespertino
  • Nova Andradina: Agricultora Orgânica — 40 vagas — Noturno
  • Paranaíba: Agricultora Orgânica– 45 vagas — Vespertino
  • Ponta Porã: Agricultora Orgânica — 40 vagas — Vespertino/Noturno
  • Três Lagoas: Eletricista Instaladora Predial de Baixa Tensão — 45 vagas — Noturno

Como se inscrever

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 12 de março através deste link.

A seleção leva em conta faixa etária, situação de trabalho e risco, renda familiar e número de pessoas na casa. Em caso de empate, recebem prioridade candidatas com mais filhos menores, maior número de integrantes na família e idade mais avançada.

O resultado preliminar será divulgado em 13 de março e o final em 18 de março. As aulas começam em 23 de março.

Dúvidas sobre o processo podem ser enviadas para [email protected]

Programa Mulheres Mil

O Mulheres Mil, coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), oferece cursos de qualificação para mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Nos últimos dois anos, o programa abriu 119,5 mil vagas em mais de 520 municípios brasileiros, com investimento de R$ 207,8 milhões.

Fonte: G1

Por que nova prisão de Vorcaro mergulha Brasília na maior tensão desde a Lava Jato

Vorcaro foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero © Senappen

Brasília respira um ar de tensão que não rodeava a capital federal, pelo menos, desde a Operação Lava Jato.

É assim que o clima nos bastidores do mundo político é descrito por analistas após a segunda prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na semana passada.

Vorcaro foi preso na nova fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal no dia 4 de março. Mensagens foram extraídas de seu celular, como parte da investigação da Polícia Federal autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A exposição de sua teia de relações, que transita da direita à esquerda, passando pelo Centrão e pela cúpula do Judiciário, gerou ansiedade em torno de uma eventual delação premiada do banqueiro.

A incerteza sobre o que Vorcaro documentou e até onde vão suas conexões, diz o cientista político Lucas de Aragão, sócio da empresa de análise de risco político Arko Advice, torna o atual cenário na capital federal o “pior dos últimos muitos anos”.

“Não se sabe exatamente o que Vorcaro tem, o que ele sabia. Ele transitou em grupos políticos que não necessariamente conversavam um com o outro. Pessoas sabem fragmentos e isso gera uma tensão gigantesca em Brasília, comparável ou até maior ao que vimos na Lava Jato”, diz.

“É uma sensação de que é incontrolável, de que é uma avalanche.”

Nas mensagens, Vorcaro menciona relações e encontros com autoridades, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

De um lado, Vorcaro se referia a Nogueira, presidente de um dos maiores partidos do Centrão e ex-ministro de Jair Bolsonaro, como “um dos meus grandes amigos de vida”.

Mensagens mostram o dono do Master comemorando uma emenda proposta pelo senador que aumentaria a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão — uma medida que favorecia diretamente o banco e foi chamada por Vorcaro de “bomba atômica no mercado financeiro”.

Além disso, Vorcaro chegou a fretar um helicóptero de transporte VIP para Nogueira e Antônio Rueda, presidente do União Brasil, após o Grande Prêmio de Interlagos de Fórmula 1.

O senador negou ter proximidade com o empresário e classificou as ilações como “uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia”.

Do outro lado do espectro, Vorcaro também tinha portas abertas no atual governo. Em dezembro de 2024, ele foi levado ao Palácio do Planalto pelo ex-ministro petista Guido Mantega para uma reunião fora da agenda oficial de Lula.

Em mensagens a uma namorada, Vorcaro classificou o encontro com Lula, que contou com a presença de três ministros e do atual presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, como “ótimo” e “muito forte”.

O Palácio do Planalto confirmou a reunião, mas justificou a visita dizendo que Vorcaro foi levado ao local por Mantega. Segundo o governo, Vorcaro reclamou da concentração do mercado bancário no país e Lula apenas respondeu que o assunto deveria ser tratado de forma técnica pelo BC.Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, negou ter proximidade com Vorcaro

Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, negou ter proximidade com Vorcaro© Andressa Anholete/Getty Images

A teia ainda se estende ao bolsonarismo. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, operador financeiro e alvo de prisão na operação, foi o maior doador pessoa física da campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022, injetando R$ 3 milhões.

Aviões ligados a Vorcaro também foram usados por figuras da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) durante as últimas eleições. O deputado e seu partido reiteram que, naquele momento, não existia qualquer suspeita pública envolvendo o nome de Vorcaro.

Figuras como o ex-governador de São Paulo João Doria também aparecem enviando mensagens de preocupação a Vorcaro, pedindo conversas “reservadamente”. À CNN Brasil, a assessoria de Doria confirmou o diálogo, mas justificou que a mensagem foi enviada em maio de 2025 e que se tratou “apenas de um gesto cordial”.

Já a defesa de Vorcaro diz que prisão preventiva do banqueiro ocorreu sem “tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida” — e pediu que o STF apresente informações como as datas das mensagens mencionadas na investigação.

“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações”, diz nota da defesa.

O advogado Roberto Podval reclamou do envio das conversas à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS: “Toda a intimidade do Vorcaro e de muitos outros está sendo devassada”, afirmou.

O analista político Creomar de Souza, sócio-fundador da consultoria de análise de risco político Dharma, compartilha a percepção sobre a crise e pressão sobre Brasília. “Há uma tensão que é inegável”, diz.

“O caso Master é como balançar um pé de jaca. A impressão é que cai goiaba, uva, laranja, banana”, afirma, explicando que a rede de diálogos de Vorcaro se mostra suprapartidária e supraideológica.

“Talvez esse seja um dilema de difícil compreensão nesse ambiente de polarização da sociedade brasileira, que ainda é refém dessa ideia de que corrupção tem lado, de que é uma relação dos maus com os bons”, continua.

Para Aragão, o que torna o caso Master singular é a sua adaptação a uma nova realidade institucional do Brasil. Ele reflete que, diferentemente do Mensalão ou do início da Lava Jato, épocas em que o Executivo centralizava poder, o Brasil de hoje possui um poder fragmentado.

Desde 2014, pontua o analista, o Congresso Nacional ganhou musculatura, especialmente com as emendas impositivas, e o Judiciário assumiu um protagonismo inédito.

“Hoje, se você quer fazer um esquema no Brasil, cooptar só o Executivo já não é mais necessário”, explica Aragão. O poder diluído faz com que os esquemas financeiros também precisem ser pulverizados entre diversos atores e instituições. É exatamente isso que as mensagens revelam, diz o analista.Incerteza sobre o que sono do Banco Master documentou deixa classe política no "pior momento dos últimos anos", dizem analistas

Incerteza sobre o que sono do Banco Master documentou deixa classe política no “pior momento dos últimos anos”, dizem analistas© Victor Moriyama/Bloomberg via Getty Images

Eleição antissistema

Com as eleições à vista em outubro, partidos correm para se descolar do escândalo, ao mesmo tempo em que tentam associar o caso aos adversários.

Em uma estratégia de contenção de danos, Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, minimizou publicamente as doações milionárias feitas à campanha de Jair Bolsonaro pelo cunhado de Vorcaro. Ele argumenta que os repasses ocorreram apenas pela “força e prestígio” do ex-presidente.

À GloboNews, ele disse que não considera que políticos do partido estejam envolvidos no esquema pelo fato de que nenhuma pessoa o procurou para tratar do assunto. O líder partidário cobrou a instalação imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar as fraudes.

Do outro lado, o PT tenta atrelar o caso a Bolsonaro. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), apelidou o caso de “BolsoMaster” e afirmou que o banco é “filho legítimo” da gestão anterior e do Banco Central, sob a presidência de Roberto Campos Neto.

“Vorcaro era um pequeno banqueiro e, através de articulações criadas dentro do governo Bolsonaro, com a proteção do Banco Central, se tornou um banqueiro bilionário”, declarou.O governo federal vem reforçando a imagem de que foi durante a gestão de Lula que o caso Master passou a ser investigado

O governo federal vem reforçando a imagem de que foi durante a gestão de Lula que o caso Master passou a ser investigado© Mauro PIMENTEL / AFP via Getty Images

Um interlocutor do presidente Lula ouvido pela BBC News Brasil disse que a avaliação no Palácio do Planalto é de que o governo estaria protegido contra uma tentativa da oposição atribuir o caso Master à atual administração petista.

Segundo ele, o governo vem reforçando, inclusive com discursos de Lula, a imagem de que foi durante o governo petista que o caso passou a ser investigado.

“O problema é que essa descoberta vem no terceiro ano de governo, o que, em algum sentido, mostra que ambos os lados tem suas inconsistências”, aponta Creomar de Souza.

O analista alerta que a tentativa de partidarizar a corrupção neste caso pode ser um tiro no pé. “Creio que todos os lados são frágeis na atual conjuntura”, afirma.

Para ele, os dois principais grupos que se envolvem na eleição, cujo cenário vai se desenhando em torno de Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, tem motivos para serem bastante cautelosos com os desdobramentos da crise.

“Flávio Bolsonaro tem sido muito discreto em tocar no tema Banco Master, porque, em algum sentido, parece que há atores com os quais ele e o pai tiveram uma relação muito próxima. Casos, por exemplo, de Ciro Nogueira e de Antônio Rueda, com um grande número de citações. Isso os fragiliza”, analisa.

“De outro lado, o problema para o governo federal é outro. O PT é o grande perdedor na narrativo da Lava Jato. Quer dizer, o partido se torna o alvo e gera um passivo acerca do que é corrupção, que o bolsonarismo explorou muito bem até aqui”, diz.Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro é pré-candidato à Presidência da República© Ton MOLINA / AFP via Getty Images

Para Lucas de Aragão, o impacto nas eleições respinga em todos os lados, mas é pior para quem está sentado na cadeira presidencial.

“Quando você tem um super escândalo no país e você é o incumbente, isso gera questionamentos. E quando você tem a principal corte do país, que ainda é percebida por boa parte da população como mais alinhado ao governo, também é muito ruim”, afirma.

A gravidade para o Palácio do Planalto se multiplica com o avanço da investigação sobre fraudes no INSS, que tem como um dos principais alvos Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Lulinha é suspeito de recebimento de valores de lobistas envolvidos nas fraudes e já teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados por ordem do STF e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Segundo dados da CPMI revelados pelo portal Metrópoles e confirmados pela BBC News Brasil, o filho de Lula movimentou, em transações bancárias, R$ 19,5 milhões em quatro anos — de janeiro de 2022 a janeiro deste ano, foram 9,774 milhões em crédito (que entraram na conta) e 9,758 milhões em débito (que saíram).

A defesa de Lulinha reagiu ao vazamento por meio de uma nota, em que diz que as fontes de renda são “legítimas” e que é “gritante a ausência de menção a qualquer elemento ligado às fraudes do INSS, o alegado objeto investigativo da quebra de sigilo”.

Questionado sobre o assunto em dezembro, Lula declarou que “todas as pessoas envolvidas” no esquema de desconto ilegal de benefícios do INSS seriam investigadas.

“Você imagina se amanhã o filho do presidente da República é preso por corrupção? Isso vai gerar um desconforto enorme”, diz Aragão.

Creomar de Souza projeta que as consequências eleitorais podem ser ainda mais drásticas do que a simples perda de votos para Lula ou Flávio Bolsonaro.

Ele enxerga no caso Master os ingredientes para uma “tempestade perfeita” que reavive o sentimento antipolítica na sociedade brasileira, semelhante ao que elegeu Fernando Collor no passado ou Jair Bolsonaro em 2018.

“Abre-se o risco de que haja mais um momento de perda generalizada de confiança da cidadania nas instituições”, alerta Souza.

Para o analista, o cenário pode pavimentar o caminho para a ascensão de um “bolsonarismo 2.0” ou de candidatos outsiders, ou seja, que vendam a imagem de ruptura total com o “sistema”. Ele cita o exemplo de Pablo Marçal nas eleições municipais de São Paulo, que conseguiu engajar o eleitorado conservador criticando o próprio Bolsonaro por ter se tornado mainstream.

Fator Mendonça

Em Brasília, se o Legislativo e o Executivo estão em alerta máximo, a pressão também recai sobre o STF, que enfrenta uma crise de imagem sem precedentes com o caso Master.

O ministro Dias Toffoli, primeiro relator do inquérito do Banco Master, foi constrangido a deixar o caso em reunião conduzida pelo atual presidente do STF, Edson Fachin, com todos os ministros, após ser revelado que um fundo ligado ao Master comprou parte de um resort no Paraná que pertencia a uma empresa de Toffoli e dois irmãos do ministro.

Toffoli admitiu ser sócio da empresa, mas o ministro nega qualquer irregularidade na transação ou ter qualquer relação de amizade com o banqueiro.

Já Alexandre de Moraes virou alvo de críticas após sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moares, ter mantido um contrato de R$ 129 milhões com Master. Agora, novas informações vazadas da investigação ampliaram os indícios de conexão entre Moraes e Vorcaro.

Vorcaro relatou em mensagens ter se encontrado com Moraes durante um feriado em Campos do Jordão e que teria falado com o ministro no dia de sua primeira prisão, em 17 de novembro de 2025.

Em nota na sexta-feira (6/3), o gabinete de Moraes disse que “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

Segundo o gabinete do ministro, “os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”.

O STF também já havia afirmado em nota que o escritório de Viviane Barci de Moraes “jamais atuou na operação de aquisição do Banco Master pelo BRB perante o Banco Central”.

Moraes também justificou que as reuniões que teve com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, não foram para tratar do Master, mas sim dos efeitos das sanções da Lei Magnitsky contra ele e sua esposa.

Com a saída de Toffoli, o inquérito ficou nas mãos do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro.

Segundo fontes ouvidas pela BBC News Brasil com interlocução com o presidente do STF, Edson Fachin, há expectativa de que a atuação de Mendonça possa melhorar o forte desgaste causado na imagem do Supremo devido às supostas conexões de Toffoli e Moraes. Por outro lado, há temores do abalo que a Corte pode sofrer com novas revelações envolvendo ministros.

“André Mendonça hoje talvez seja a figura mais relevante do processo político, tanto no Judiciário por ser relator, quanto no Legislativo quanto no Executivo”, avalia Lucas de Aragão.

Creomar de Souza adverte, contudo, que a posição de Mendonça é uma faca de dois gumes. “O dilema para o ministro André Mendonça é um dilema muito semelhante pelo qual passaram alguns ministros de que à medida que há um excesso de visibilidade sobre o trabalho, há um excesso de procura por vulnerabilidades”, reflete Souza.

Para o analista, o grande desafio de Mendonça será provar que está mais interessado em “prover justiça do que prover revanchismo”.

“O fato de que um ator político tenha o nome na agenda do celular do Vorcaro não necessariamente significaria dizer que esse ator político está envolvido em algum tipo de ação ou situação escusa, inclusive no que diz respeito a um encontro pessoal ou algo do gênero”, diz o analista.

“O problema é que o Brasil vive há mais de uma década um clima de constante crise política e nessa constante crise política, há um desgaste da confiança do cidadão comum na lisura do comportamento dos atores institucionais.”

*Com reportagem de Leandro Prazeres e Mariana Schreiber, da BBC News Brasil em Brasília.

Defesa de Lulinha diz que não há motivo para pedido de prisão

Defesa de Lulinha diz que não há motivo para pedido de prisão

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas e que integra a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao lado de Guilherme Siguimori, declarou à Revista Fórum que “não há motivo algum” para se pedir a prisão do filho do presidente Lula (PT).

Matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, diz que há uma divisão na Polícia Federal quanto à possibilidade de pedir a prisão de Fábio Luís Lula da Silva e que, por conta disso, há “um elevado clima de tensão em Brasília”.

Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, há uma divisão na PF: um grupo que tem trânsito no gabinete do ministro do STF André Mendonça, que defende a ideia de pedir a prisão de Lulinha; e outro grupo que diz que um pedido de prisão só pode ser feito com provas concretas e que não seria o caso do filho do presidente Lula.

A apuração conduzida pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto, chegou ao nome de Lulinha a partir de conexões identificadas com um lobista investigado no esquema — conhecido como Careca do INSS — e também com uma empresária que mantém proximidade com o filho do presidente.

Apesar das menções no curso das investigações, Lulinha não foi indiciado. Ainda assim, seus sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Polícia Federal. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada no Congresso Nacional, também aprovou medidas semelhantes.

Fonte: Revista Fórum

Flagrado por câmeras, suspeito de furto de motocicleta se apresenta à polícia em PJC

Um homem de 23 anos, identificado como Cesar Andres Gomez Mancuello, se apresentou voluntariamente à polícia após ser flagrado por câmeras de segurança furtando uma motocicleta no estacionamento da empresa FORTIS, em Pedro Juan Caballero (PY).

De acordo com informações policiais, o suspeito passou a ser procurado após as imagens do circuito interno de segurança identificarem sua participação no crime. Ao tomar conhecimento de que estava sendo procurado pelas autoridades, Cesar decidiu comparecer à Comissaria 1ª para prestar esclarecimentos.

Durante as investigações, a polícia também identificou a participação de um segundo suspeito no furto. Trata-se de Fabian Maidana Almiron, de 19 anos, que segue sendo procurado pelas autoridades.

O caso continua sob investigação, e a polícia trabalha para localizar o segundo envolvido e esclarecer todos os detalhes da ação criminosa.

As autoridades destacaram ainda a importância da colaboração da comunidade, que tem contribuído com informações e imagens para auxiliar na elucidação de crimes na cidade.

Flagrado por câmeras, suspeito de furto de motocicleta se apresenta à polícia em PJC

Enfermeira vítima de ataque brutal em Ponta Porã morre após dias internada; família decide doar órgãos

Mulher morreu em hospital de Dourados. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Morreu na manhã desta sexta-feira (6) a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, que havia sido brutalmente agredida com golpes de marreta pelo marido, o subtenente do Corpo de Bombeiros Elianderson Duarte, em Ponta Porã (MS).

Liliane estava internada no Hospital da Vida, em Dourados, desde a última terça-feira (3), quando ocorreu o ataque. A morte foi confirmada pela Polícia Civil. Em um gesto de solidariedade em meio à dor, a família decidiu doar os órgãos da vítima.

O caso chocou a cidade e todo o estado. Liliane se torna a quinta vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2026, reforçando o alerta sobre a violência doméstica e a necessidade de proteção às mulheres.

Filhos presenciaram momentos de terror

No momento do ataque, dois dos três filhos do casal, de 17 e 15 anos, também foram agredidos pelo pai. O filho mais novo, de 11 anos, presenciou a cena, mas não sofreu ferimentos.

Segundo as investigações, os três filhos têm diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Antes de ser atacada, Liliane demonstrou coragem ao tentar proteger os filhos. Conforme relatos da polícia, ao perceber o perigo, ela teria gritado para que eles corressem e saíssem da casa para pedir ajuda.

Os adolescentes conseguiram sair e buscar socorro na rua. Testemunhas entraram na residência e presenciaram o momento em que o militar ainda golpeava a vítima.

Planejamento do ataque

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o subtenente teria aguardado a esposa chegar do trabalho para cometer o crime.

Segundo depoimento da filha mais velha, de 17 anos, o pai havia chegado do plantão, fechado portas e janelas da casa, recolhido os celulares dos filhos e esperado a esposa retornar.

Quando Liliane chegou, ele teria dito: “Vamos para o quarto”. Desconfiando da situação, a enfermeira recusou.

Ao perceber que o marido estava armado com uma marreta, ela alertou a filha:
“Abre a porta e foge.”

Prisão e situação do suspeito

Após o ataque, o militar tentou fugir, mas foi preso em flagrante. Durante a fuga, ele chegou a pular muros de residências, sendo contido por moradores e comerciantes da região antes da chegada da polícia.

O suspeito voltou a ser hospitalizado na quinta-feira (5) devido aos ferimentos sofridos durante a tentativa de fuga. Por conta disso, a audiência de custódia foi cancelada.

Comoção e reflexão

A morte de Liliane gerou profunda comoção em Ponta Porã, onde ela era conhecida pela atuação na área da saúde. Colegas, amigos e familiares lamentam a perda e lembram da enfermeira como uma profissional dedicada e uma mãe amorosa.

O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a importância de denunciar situações de risco.

Enquanto a cidade lamenta a perda, o gesto da família ao autorizar a doação de órgãos transforma a tragédia em esperança para outras vidas.

Enfermeira vítima de ataque brutal em Ponta Porã morre após dias internada; família decide doar órgãos 1
Subtenente dos bombeiros está sob custódia no hospital. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos

Um novo estudo publicado pelo Instituto Butantan mostrou que a vacina brasileira contra a dengue permanece eficaz por pelo menos cinco anos após a aplicação. Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos 2Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos 3

O imunizante Butantan-DV foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicado em profissionais de saúde de diversas partes do país.

Durante esse período nenhuma pessoa vacinada apresentou dengue severa, nem precisou de hospitalização por causa da doença. Com isso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

A diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos, explica que esse resultado é positivo não somente por confirmar a eficácia da vacina, mas por demonstrar a eficiência do esquema de dose única. A vacina produzida pelo Instituto é a primeira do mundo contra a dengue aplicada em apenas uma dose.

“Vacinas que precisam de duas ou mais doses, a gente tem vários dados que mostram que muitas pessoas não voltam pra completar o esquema. Então, essa demonstração de que uma única dose mantém a proteção alta é muito importante. Mas é claro que nós vamos continuar acompanhando, para saber se realmente não vai ser necessário um reforço depois de 10 ou 20 anos”, afirmou.

Crianças e idosos

A eficácia do imunizante contra a dengue, de forma geral, foi um pouco menor, de 65%. Mas o índice sobe para 77,1% entre as pessoas que já contraíram a doença antes de receber o imunizante.

Os resultados também apresentaram algumas variações de acordo com a faixa etária, com maior eficácia entre adultos e adolescentes do que entre as crianças.

Por essa razão, a Anvisa registrou a Butantan-DV apenas para pessoas de 12 aos 59 anos, apesar da vacina ter sido testada também em crianças, a partir dos 2 anos.

“Eles reconhecem que os dados de segurança pra crianças estão corretos, mas como depois de cinco anos, a eficácia entre as crianças cai mais do que entre os adultos, nós precisamos saber se elas vão precisar de reforço”, explicou a diretora médica do Butantan.

Fernanda Boulos acrescentou, no entanto, que o Butantan já está planejando, junto com a Anvisa, a realização de um estudo adicional em crianças para embasar a inclusão desse público no esquema de vacinação no futuro. Além disso, o Instituto já está fazendo testes em idosos, em um estudo que deve ter resultados no ano que vem.

“O sistema imunológico também passa por um processo de envelhecimento, então é importante entender se os idosos tem a mesma capacidade de gerar resposta imune com a vacina”, explicou.

O acompanhamento dos pacientes vai ser feito por um ano, depois os dados serão comparados com os dos adultos, e enviados para a Anvisa para uma possível ampliação do público-alvo.

O diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), Juarez Cunha, afirma que essa inclusão seria muito importante, considerando que a maior taxa de mortalidade por dengue é verificada entre idosos. Ele ressalta, ainda, os resultados importantes sobre a segurança da vacina apresentados no estudo.

“Ele nos mostra que a vacina se mantém protetora por um prazo bastante longo, e é extremamente segura. E esse também é um aspecto fundamental. Qualquer medicação, incluindo vacina, a gente precisa ver como eles vão se comportar com a sua utilização”, complementa.

Fonte:Agencia Brasil

Audiência pública vai debater demarcação de áreas da União em Ponta Porã no dia 1º de abril

Evento promovido pelo Ministério da Gestão e Inovação será realizado no plenário da Câmara Municipal e vai tratar de áreas às margens de rios da região

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Superintendência do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, realizará no dia 1º de abril de 2026, das 18h30 às 20h30, no plenário da Câmara Municipal de Ponta Porã, uma Audiência Pública de Demarcação de Áreas da União no município.

De acordo com ofício encaminhado ao prefeito Eduardo Campos pelo superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Resende Botelho, está em andamento no Estado o processo de demarcação de áreas pertencentes à União, conduzido pela Comissão de Demarcação do Patrimônio da União, instituída por meio de portaria do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

A audiência pública reunirá representantes de instituições públicas, além de ocupantes, confrontantes e demais interessados nas áreas em processo de demarcação. O objetivo é esclarecer a sociedade sobre os trabalhos técnicos relacionados à demarcação da Linha Média das Enchentes Ordinárias (LMEO), além de recolher informações, plantas, documentos ou outros materiais que possam contribuir para o correto posicionamento dessas linhas.

Durante o encontro, representantes da SPU em Mato Grosso do Sul também apresentarão informações detalhadas sobre os trechos que serão demarcados. Em Ponta Porã, o trabalho envolve áreas nas margens dos rios Dourados, Santa Maria e Apa. Já em Bela Vista, as demarcações abrangem os rios Piripucu, Estrela e Apa, enquanto em Antônio João incluem os rios Dourados, Estrela e Apa.

A população poderá colaborar com o processo apresentando materiais antigos ou recentes que indiquem características físicas, ambientais ou de ocupação das áreas em análise, como plantas, mapas, fotografias, documentos e registros cartoriais, inclusive em formato digital.

As contribuições também podem ser encaminhadas pelo e-mail [email protected], pelo Portal de Serviços da SPU https://sistema.patrimoniodetodos.gov.br/ ou ainda até 30 dias após a audiência pública, por e-mail ou presencialmente na unidade de protocolo da SPU/MS, localizada na Rua Joaquim Murtinho, 65, Centro, em Campo Grande, das 8h às 16h.

Família Inácio se reúne com Fábio Trad e articula pré-candidatura de Alberto Inácio à ALEMS em 2026

A família Inácio, liderada por Alberto Inácio Lula, sobrinho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com o ex-deputado federal Fábio Trad para discutir os rumos políticos do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul visando as eleições de 2026.

O encontro teve como pauta principal a intenção de Alberto Inácio disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS). A articulação foi conduzida pelo irmão, Adauto Inácio, que reforçou junto a Trad o compromisso da família em integrar a construção do projeto majoritário do partido no Estado.

Apoio à pré-candidatura e fortalecimento do palanque

Fábio Trad, que é pré-candidato do PT ao Governo de Mato Grosso do Sul, tem intensificado reuniões com lideranças petistas para consolidar tanto a chapa majoritária quanto as candidaturas proporcionais.

A possível entrada de um membro da família do presidente Lula no cenário estadual é vista como estratégica para fortalecer o palanque de Trad e ampliar o diálogo com o eleitorado alinhado ao Governo Federal no Estado.
Nos bastidores, a avaliação é de que o sobrenome “Lula” pode contribuir para nacionalizar o debate estadual, conectando a campanha local às pautas federais.

Histórico e projeção para 2026

Alberto Inácio já disputou o cargo de deputado estadual nas eleições de 2022 pelo PT. Seu nome voltou a ganhar força após aparecer com destaque em pesquisas internas de intenção de voto para 2026, o que estimulou novas conversas dentro do partido.

A legenda busca renovar seus quadros na ALEMS e fortalecer sua representação no Legislativo estadual. Segundo interlocutores, Alberto pretende utilizar sua imagem como elo direto com o Governo Federal, integrando uma estratégia mais ampla da sigla.

Composição política em construção

O plano discutido inclui ainda a pré-candidatura do deputado federal Vander Loubet ao Senado e o nome de Gilda dos Santos como possível vice na composição majoritária.

Antes da consolidação definitiva da pré-candidatura, a família Inácio informou que pretende se reunir com Vander Loubet, líder da corrente Resistência Socialista dentro do partido, grupo ao qual estão vinculados, para alinhar estratégias e fortalecer o projeto eleitoral de 2026.

A movimentação indica que o PT começa a estruturar, ainda nos bastidores, uma estratégia de fortalecimento político no Estado, mirando maior protagonismo tanto na disputa pelo Governo quanto na composição da Assembleia Legislativa.

Criança de 9 anos pode ter morrido por desafio de “inalar desodorante”

Um caso chocante aconteceu em Campo Grande , onde uma criança de 9 anos faleceu após inalar desodorante, supostamente por conta de um desafio no TikTok. Os familiares são de Ponta Porã, são gente conhecida de todos nos .O vereador Marcelino Nunes de Oliveira alerta as famílias para ficarem atentas aos conteúdos que os filhos acessam nas redes sociais e vai usar a tribuna da Câmara Municipal de Ponta Porã para discutir o assunto.

A morte da criança foi causada pela inalação do aerossol, e agora a polícia investiga quem criou e compartilhou o desafio. O celular da vítima será periciado para entender melhor o que aconteceu.

Detalhes importantes:

  • A criança foi encontrada com um desodorante ao lado e já estava morta
  • O TikTok será notificado sobre o caso e a polícia pode indiciar os responsáveis por homicídio.
  • A pena para os responsáveis pode chegar a 30 anos de prisão, considerando que a vítima era menor de 14 anos.

É um caso que serve de alerta para todas as famílias sobre a importância de monitorar o uso das redes sociais pelas crianças,concluiu Nunes.

Com maior crescimento do país, agro de MS é fruto de incentivo, modernidade e sucesso do homem do campo

Potência e referência nacional, o agronegócio de Mato Grosso do Sul segue em destaque no Brasil, tendo o maior crescimento do país entre os estados em 2025. Este cenário positivo, que está em plena expansão é fruto da capacidade, tecnologia e dedicação do produtor, aliado a uma política estadual de apoio e incentivo ao homem do campo.

O que não faltam são exemplos positivos que ajudaram a construir esta história de sucesso no Estado. Na região de Bandeirantes, próximo a MS-245, a Fazenda Cachoeirão começou suas atividades em 1952, 74 anos atrás . Em uma região de Cerrado, a criação de gado era a única alternativa.

“Nesta época que meus pais começaram a criar gado aqui na fazenda, nem existia braquiária. Somente na década de 70 que a Embrapa trouxe (braquiária) e começou a se formar as pastagens. Foi o primeiro grande avanço na pecuária em termos de produção”, contou Nedson Rodrigues, um dos proprietários da fazenda.

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Criação de bovinos na Fazenda Cachoeirão, em Bandeirantes

Rodrigues contou que a partir de 1991 junto com seu irmão assumiram a administração da fazenda (Cachoeirão) e começaram a intensificar o processo produtivo, no entanto uma grande mudança ocorreu em 2005 quando resolveram também entrar na agricultura, mesmo estando segundo ele, em um solo fraco e arenoso.

“Encaramos este desafio e começamos a integração de agricultura e pecuária. Com todas as tecnologias disponíveis vimos que era possível conseguir fazer uma boa produção de grãos, mesmo em terras mais fracas. Fomos pioneiros aqui na região. Hoje temos uma pecuária bastante intensiva em pastagens de excelente qualidade e uma produção de grãos com ótima performance”.

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Produtor Nedson Rodrigues
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O produtor cita que na pecuária faz o ciclo completo de cria, recria, cruzamento industrial, com fornecimento e melhoramento de material genético para outros criados, assim como confinamento e abatimento de animais precoces com 14 meses, acima de 20 arrobas. “Ainda promovemos a rotatividade do pasto, para que o gado sempre tenha uma alimentação de qualidade. O filé mignon é a ponta da folha”.

Na agricultura tem a produção de milho, soja e feijão, inclusive com a implantação de irrigação na fazenda, para aumentar a produtividade. Ao todo a fazenda familiar dispõe de 37 funcionários registrados, além dos terceirizados, em uma área de 7,5 mil hectares, com 22% de reserva legal e o restante dividido entre pecuária e grãos.

“É uma gestão bem profissional porque os negócios vão ficar crescendo e se você não se profissionalizar então a gente faz uma gestão bastante profissional. Já investimos também na sucessão familiar onde já temos filhos, sobrinhos também participando de administração, para dar continuação a esse legado”.

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Pecuária de Mato Grosso do Sul é destaque nacional

Exemplo de sucesso, Nedson avalia que o agronegócio no Estado está forte, em plena ascensão, com uma diversificação na produção, e uma política públicas bem consolidadas ao setor no Estado.

“Não depende apenas de dois produtos. Tem soja, milho, amendoim, laranja, o Vale da celulose, além da produção de carne. Não devemos pata nenhum estado, somos inclusive referência tanto em genética, como na qualidade da carne. É muito gratificante este reconhecimento. Vejo um futuro promissor, com um agro cada vez mais profissional. Só vejo caminho de crescimento”, garantiu.

Para nova geração diz que o lema deve continuar sendo “trabalho e muito trabalho”, aliado a muita dedicação, informação e tecnologia. “Eles precisam sempre estar se atualizando, olhando para o futuro para continuar este legado tão bonito construído em Mato Grosso do Sul”.

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Resultados e incentivos

Mato Grosso do Sul teve o maior crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do agro em 2025 entre os estados, tendo um aumento de 18,6%, seguido por Mato Grosso (18,5%) e Goiás (13,4%). Estes são dados são disponíveis pela Resenha Regional do Banco do Brasil, que teve sua última atualização em fevereiro deste ano.

Para construir este cenário o Governo do Estado criou uma série de programas de apoio e incentivo ao homem do campo. Entre eles se destacam o Proape (Programa de Apoio à Produção Agropecuária), Precoce MS (incentivo a produção de bovinos de corte de alta qualidade), Leitão Vida (incentivo e fortalecimento a suinocultura), Peixe Vida (apoio a cadeia produtiva da psicultura).

Além do programa “Carne Sustentável”, que incentiva a produção de carne bovina sustentável e orgânica no Pantanal, assim como o Prosolo (Plano Estadual de Manejo e Conservação do Solo e Água). Todos eles liderados e coordenados pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

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Fazenda Cachoeirão é um dos exemplos de sucesso em MS

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Bruno Rezende/Secom-MS

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