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Vítima de atentado morre no hospital em Ponta Porã

Na noite deste sábado (26), quatro pessoas foram atingidas com disparos de arma de fogo durante um atentado na região central de Aral Moreira. Jeferson Benites, de 18 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

De acordo com informações policiais, todos estavam em frente a uma distribuidora de bebidas conhecida como “Conveniência do Gordinho”, quando um motociclista passou atirando contra eles com uma pistola.

As vítimas foram identificadas como Alessandra Cavalcante Pereira, 25, Sadi Fernando Folmer, 50, e Vitor Hugo Alves de Mattos, 26. 

Todos foram socorridos por populares e encaminhados para o hospital do município, mas posteriormente transferidos para o Hospital Regional de Ponta Porã.

As motivações e autoria do atentado são sendo investigadas pela polícia.

Douradosnews

“Muito egoísmo”, diz prefeito de Ponta Porã sobre reclamação de Marquinhos Trad

“Chiadeira desnecessária, desproposital, desmedida e egoísta, muito egoísta”. As palavras são do prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo (PSDB), após as manifestações do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), contrárias a destinação especial de doses exclusivas para 13 municípios da faixa de fronteira em Mato Grosso do Sul.

Além de Trad, entidades ligadas ao comércio da Capital, como a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas), também se manifestaram durante a semana questionando a reserva para a população fronteiriça – contudo, direcionou as reclamações ao Governo do Estado, sendo que divisão das doses é feita pelo Ministério da Saúde.

“Vamos conseguir imunizar 100% da população aqui e as doses de outras vacinas, como Coronavac e Astrazeneca, que deveriam vir para cá posteriormente, serão redistribuídas para os outros municípios. Haverá realocamente de doses. É algo em que todo mundo vai ganhar, ninguém vai sair perdendo”, explica Peluffo.

Ao todo, são 150 mil doses extras da Janssen, vacina estado-unidense aplicada que precisa de apenas uma aplicação – ao invés de duas como as outras – para atingir o nível de imunização completa. As doses foram doadas por Washington.

“Estou muito chateado com o comportamento de alguns municípios. Falam também que nós do interior mandamos doentes para a Capital. Temos 40 leitos aqui, e juntos com Dourados passamos Campo Grande, que tem uns 200 leitos”, frisa.

Peluffo aproveitou para reclamar também da forma como é feita a divisão de recursos no Estado. “No interior a migração não é medida, enquanto na Capital isso está incluso e o índice é diferente, o que gera uma injustiça na divisão de recursos para o interior. Sem contar que Ponta Porã cresceu demais e há 12 anos não temos censo”.

“Não desceu” – O aporte de vacinas exclusivas não foi bem aceito por Marquinhos e entidades comerciais de Campo Grande. No caso da CDL, foi distribuído texto com o título “Para a Capital apenas restrições e pacientes. Nada de vacinas!”.

Já Marquinhos, nessa manhã, foi ao drive-thru do Albano Franco acompanhar o trabalho de imunização e revelou grande insatisfação com a distribuição das doses. “Não há porque tirar as vacinas de Campo Grande e levar para as fronteiras. Conversamos com o ministro da Saúde e levamos o nosso o inconformismo ao Governo do Estado”, destaca.

As doses que virão para a fronteira são para um estudo do VEBRA COVID-19 (Vaccine Effectiveness in Brazil Against COVID-19), que vai pesquisar a efetividade e impacto da vacinação em massa na região de fronteira.

Será avaliado o impacto de vacinação em massa em pessoas entre 18 a 50 anos em 13 cidades de fronteira do estado de Mato Grosso do Sul, após 14 dias de dose única da Janssen. O objetivo é estimar a efetividade da dose da Janssen na redução de riscos da doença, seja sintomática, grave ou óbito, 14 dias após a aplicação.

Além de Ponta Porã, os municípios que vão fazer parte do estudo de vacinação em massa são Mundo Novo, Japorã, Sete Quedas, Paranhos, Coronel Sapucaia, Aral Moreira, Antônio João, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Corumbá e Ladário.

Campograndenews*

Homem entra em oficina e executa funcionário em Ponta Porã

Na tarde dessa sexta-feira, dia 25, por volta das 14h30min, um homem chegou a pé em uma oficina mecânica localizada na rua Astolfo do Amaral no Jardim Planalto em Ponta Porã-MS, se aproximou de Anderson Gomes, de 40 anos, que prestava serviço no local e disse: “E aí Nego, lembra de mim?”. Nisso, a vítima pediu para o autor parar, quando foi atingido por disparos de arma de fogo.

Anderson ainda correu até a cozinha da casa do dono da oficina que fica nos fundos, mas o atirador o perseguiu e terminou a execução. Duas crianças foram atingidas em meio ao tiroteio. Uma menina levou um tiro de rapão na cabeça e o menino foi acertado na perna e passa por cirurgia na Cassems.

informações do Pontaporainforma

Suposto usuário de crack é assassinado com vários tiros de pistola na Favelinha

A Polícia Civil registrou o terceiro homicídio no município nos últimos três dias. A vítima desta vez foi identificado apenas como “Lata” e foi encontrado morto na manhã deste sábado na rua Projetada na região conhecida como Favelinha.

De acordo com o delegado Patrick Linares da Costa, a vítima apresentava vários ferimentos provocados por disparos de pistola e algumas cápsulas de calibre 9 milímetros foram encontradas nas proximidades do corpo.

Populares disseram que “Lata” era usuário de crack e que vivia perambulando pela região e no momento que foi encontrado não portava nenhum documento. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal de Ponta Porã para possível reconhecimento.

ligadonanoticia*

Cerca de 34 toneladas de drogas são apreendidas no interior do MS em ação contra o tráfico

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento de Polícia do Interior – DPI realizou o levantamento das ações realizadas pela Operação Narco Brasil no Estado.

A operação é inédita e teve início no dia 1º de junho, sendo coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do MJSP (Senad) e as secretarias de segurança pública dos 26 estados e do Distrito Federal com o intuito de intensificar os trabalhos de prevenção e repressão ao narcotráfico.

No período de 1º à 24 de junho foram apreendidos 366,5 quilos de cocaína, 5,9kg de crack, 33,9 toneladas de maconha e 493,9 quilos de skunk.

A Operação resultou ainda na abordagem de 982 pessoas, sendo 122 flagrantes e 131 prisões. Foram vistoriados 736 veículos, cumpridos 107 Mandados de Busca e Apreensão e 43 Mandados de Prisão, além da apreensão de 248 munições, 22 armas e 45 veículos.

Ao todo, a Polícia Civil recuperou R$ 468.432,14 em dinheiro apreendido do tráfico de drogas.

Douradosnews*

Vereadores participam de reunião com prefeito sobre novos projetos na linha de fronteira

Vereadores conheceram novos projetos para a linha de fronteira.

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, Raphael Modesto e o vereador Kleber Ortiz representaram a Casa Legislativa durante uma reunião na quinta-feira, 24 de junho, com o prefeito Hélio Peluffo Filho e o prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo.

No encontro, o prefeito Hélio Peluffo apresentou o projeto de duplicação da MS 164, a qual passa bem na Linha de fronteira e também o projeto de revitalização da Linha Internacional, com um parque linear, onde haverá quadras, museu, ciclovia, pista de caminhada e vagas de estacionamento.

De acordo com o presidente da Câmara, os projetos apresentados demonstram o quanto o prefeito Hélio vem trabalhando em prol da cidade. “São dois grandes projetos que melhorarão a infraestrutura do município proporcionando melhorias no trânsito com a duplicação da MS 164, assim aumentando a segurança de quem trafega pela região”, disse Raphael Modesto.

Outro ponto ressaltado pelo presidente do Poder Legislativo Municipal é sobre o impacto positivo que a revitalização da Linha Internacional causará na vida cotidiana dos comerciantes e da população em geral.

“Haverá espaço para praticar esportes nas quadras, também haverá um local de preservação da cultura local com a construção de um museu da Erva Mate Laranjeira, se tornando um espaço de visitação para turistas e fonte de pesquisa e estudo desde crianças até universitários. As vagas de estacionamento trarão comodidade para quem quer fazer compras tanto no Brasil quanto no Paraguai, algo que é muito reivindicado atualmente. Os vendedores ambulantes terão um espaço para eles. Além disso, a pista de caminhada contribui para uma vida mais saudável, assim como a ciclovia garante mais segurança e bem-estar aos ciclistas da nossa região”, concluiu o presidente Raphael Modesto.

Texto: Julieta Romeiro Fróes

Foto: Assessoria CMPP

Oxford não confirmou a eficácia da ivermectina contra a covid-19, apenas começou um estudo

Publicações compartilhadas mais de 4,4 mil vezes nas redes sociais desde o último dia 23 de junho afirmam que um estudo feito pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, já mostra que o uso antecipado da ivermectina pode diminuir a carga viral do novo coronavírus. As postagens, no entanto, desconsideram o fato de que o estudo ainda está na fase inicial e que não há resultados definitivos sobre o medicamento e a covid-19.

“Negacionismo da ivermectina promovido pela esquerda pode ter matado milhares de brasileiros” e “Ivermectina reduz replicação do vírus da Covid, afirma Universidade de Oxford”, são alguns das legendas que acompanham as publicações viralizadas no Facebook (123), no Instagram (123) e em sites (12).

No Twitter (12) alguns usuários se mostraram ainda mais enfáticos: “A própria Universidade de Oxford se obrigou hoje a assumir o sucesso que está tendo nos testes com ivermectina. Agora imaginem se esses políticos e juízes, que fazem uma oposição cega ao presidente, não tivessem impedido nosso povo de usa-la… Quantas vidas teríamos salvado?”.

Captura de tela feita em 24 de junho de 2021 de uma publicação no Twitter

Alegações semelhantes também circularam em espanhol (123).

Uma busca no Google pelos termos, em inglês, “Oxford University + ivermectin” levou a uma publicação de 23 de junho de 2021 no próprio site da instituição onde é informado que a ivermectina, um antiparasitário que combate diferentes tipos de parasitas em diversas fases de desenvolvimento, será analisada como um possível tratamento contra a covid-19.

Segundo a Oxford, a partir do dia 23 de junho o antiparasitário começará a ser investigado na Plataforma de Ensaio Randomizado de Tratamento na Comunidade para Doenças Epidêmicas e Pandêmicas (PRINCIPLE, na sigla em inglês).

Sob a liderança da universidade, esse estudo busca analisar tratamentos para pessoas com maior risco de formas graves da covid-19 que possam acelerar a recuperação, reduzir a gravidade dos sintomas e prevenir a necessidade de internação hospitalar. Até então, mais de 5 mil voluntários foram recrutados em todo o Reino Unido.

No site do PRINCIPLE é explicado que a ivermectina demonstrou reduzir a replicação do SARS-CoV-2, vírus causador da covid-19, em laboratório. De fato, este remédio mostrou um bom resultado in vitro, mas isso significa que os testes não foram realizados dentro de um organismo vivo, como explicou o AFP Checamos nessa verificação.

Há, contudo, uma ressalva feita pelo PRINCIPLE: apesar de alguns pequenos estudos-piloto terem mostrado que o uso antecipado da ivermectina pode diminuir a carga viral e a duração dos sintomas em pacientes com formas leves da covid-19, “há poucas evidências de ensaios clínicos randomizados em grande escala para demonstrar que ela pode acelerar a recuperação da doença ou reduzir a internação hospitalar”.Oxford não confirmou a eficácia da ivermectina contra a covid-19, apenas começou um estudo© Fornecido por AFPUma bióloga do laboratório farmacêutico OSE Immunotherapeutics trabalha no desenvolvimento de uma vacina contra a covid-19 em Nantes, na França, em 31 de março de 2021 (Loic Venance / AFP)

Segundo o professor Chris Butler, do Departamento de Ciências da Saúde de Nuffield da Universidade de Oxford e pesquisador-chefe do estudo, “ao incluírem a ivermectina em um ensaio em larga escala como o PRINCIPLE, esperamos gerar evidências robustas para determinar a eficácia do tratamento contra a covid-19, e se existem benefícios ou danos associados ao seu uso”.

Para participar do teste é necessário ter idade igual ou superior a 65 anos ou no caso de pessoas mais novas (entre 18 e 64 anos), ter falta de ar como parte dos sintomas da covid-19, ou alguma das comorbidades listadas no folheto explicativo.

Este não é o primeiro estudo feito pelo PRINCIPLE para encontrar tratamentos contra a doença causada pelo novo coronavírus que evitem a ida de pacientes ao hospital.

Um caso semelhante a esse foi o de um estudo argentino publicado na revista Lancet que, segundo as publicações viralizadas, constataria a eficácia da ivermectina na redução da carga viral de pacientes com covid-19. Nesta verificação da AFP, os autores explicam que além do tamanho da amostra utilizada, mais testes são necessários para, de fato, determinar se o antiparasitário pode prevenir ou tratar a doença causada pelo novo coronavírus.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ivermectina seja empregada apenas em ensaios clínicos. A Agência de Medicamentos e Alimentos (FDA) dos Estados Unidos e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) advertiram que o medicamento não funciona como tratamento contra o novo coronavírus, mas que apoiam a realização de estudos com o objetivo de encontrar tratamentos para a doença.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por sua vez, assinalou que não existem “estudos conclusivos” que comprovem ou refutem o uso da ivermectina contra a doença causada pelo Sars-CoV-2 e que “não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da covid-19 no Brasil. Nesse sentido, as indicações aprovadas para a ivermectina são aquelas constantes da bula do medicamento”.

AFP*

Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em julho

Trabalhadores informais nascidos em julho recebem hoje (25) a terceira parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em julho 1Caixa paga auxílio emergencial a nascidos em julho 2

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a três semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de dígito final 7 poderão sacar o benefício.

No último dia 15, a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da terceira parcela. O calendário de depósitos, que começaria no último domingo (20) e terminaria em 21 de julho, teve o início antecipado para a última sexta-feira (18) e será concluído em 30 de junho.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Calendário de pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial

Calendário de pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial – Caixa – Divulgação

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da terceira parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 17 e segue até o dia 30. O auxílio emergencial somente será depositado quando o valor for superior ao benefício do programa social.

Em todos os casos, o auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial.

Calendário de pagamento das parcelas do auxílio emergencial. – Arte/Agência Brasil

Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

NA LINHA DO TEMPO: MEMÓRIA HISTÓRICA DA REGIÃO FRONTEIRIÇA E ANÁLISE DA NARRATIVA DO LIVRO ANNAES PONTA-PORENSES EDIÇÃO DE 1865 – 1922 DE PEDRO ANGELO DA ROSA.

Prof. Me. Yhulds G. P. Bueno

RESUMO. A pesquisa tem como objetivo análise historiográfica e documental com uso de imagens e bibliografias de época para fundamentar os registros existentes e citados no livro ANNAES PONTA-PORENSES EDIÇÃO DE 1865 – 1922 DE PEDRO ANGELO DA ROSA. Serão abordados fatos anteriores e posteriores à formação da Região de Ponta Porã e sobre a criação do 11º RCI Regimento de Cavalaria Independente que posteriormente foi denominado 11º RC Mec. Regimento de Cavalaria Mecanizado. Estes dados apresentam-se especificamente como um ponto de entendimento da necessidade de criação e construção do 11º RC na fronteira.

NA LINHA DO TEMPO: MEMÓRIA HISTÓRICA DA REGIÃO FRONTEIRIÇA E ANÁLISE DA NARRATIVA DO LIVRO ANNAES PONTA-PORENSES EDIÇÃO DE 1865 – 1922 DE PEDRO ANGELO DA ROSA. 3

Figura 1: Imagem do Livro: Annaes Ponta-Porenses edição de 1865 – 1922 de Pedro Angelo da Rosa.

Pedro Angelo da Rosa foi um dos primeiros historiadores e escritores de Ponta Porã no início do século XIX neto de outro personagem histórico desta cidade o Capitão João Antonio da Trindade, ele faz menção do mesmo em seu livro, já na sua dedicatória: “A venerada memoria do meu avô Cap. João Antonio da Trindade, e Coronel Balthazar Saldanha, uma singela homenagem.” Este livro foi publicado no ano de 1922 – Seção de Obras d “O Estado de São Paulo” São Paulo. Destaca-se na capa o Brasão do Estado de Mato Grosso. Este

exemplar se torna uma raridade por seu conteúdo que traça a linha historiográfica da formação da região fronteiriça.

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Figura 2: Imagem do Livro: Annaes Ponta-Porenses edição de 1865 – 1922 de Pedro Angelo da Rosa.

Segundo Pedro Angelo da Rosa “1892 neste ano, chegava ao lugar onde hoje se ergue a cidade de Ponta Porã, o Capitão João Antonio da Trindade, natural da cidade do Rio de Janeiro, veterano da Guerra do Paraguai, que, acompanhado da sua família, aqui veio fixar residência”. (ROSA, 1922, p. 12)

Este fato histórico também foi descrito no livro de Elpidio Reis Ponta Porã Polca Churrasco e Chimarrão de 1981. Segundo sua narrativa: “Capitão João Antonio da Trindade herói reconhecido a nível nacional principalmente por ter participado na campanha militar da Retirada da Laguna”. De acordo com o registro do historiador entre outros pesquisadores e escritores da época, existia fixo no local o posto fiscal, um destacamento aduaneiro sob a direção de Emílio Calháo, que tinha a incumbência de arrecadar tributos referentes à exploração de erva mate entre outras mercadorias.

Neste período Rosa (1922) relata que a vinda de se avô João Antonio da Trindade do Rio de Janeiro para a fronteira se dava pelo fato que: “Não se sabia ao certo o lugar onde passaria a linha divisória entre os domínios do Brasil e do Paraguai”. Neste caso pondera-se que o papel do Capitão Trindade seria de manter a marcação original dos marcos na linha de fronteira, já que a mesma foi organizada em 1883 e retificada por ordem do Ministro da Indústria, Viação e de Obras Públicas.

De acordo com as narrativas históricas de Elpidio Reis no livro Ponta Porã Polca Churrasco e Chimarrão de (1981), no ano de 1880 chega à região o senhor Feliciano Ramos Nazareth, um militar que vem com a

missão de comandante e ergue seu acampamento junto à lagoa do Paraguai, onde hoje é a cidade de Pedro Juan Caballero.

Em 1892 chegou a Guarnição da Colônia Militar de Dourados que estava restituída no pós-guerra do Paraguai, com o objetivo de se fixar e proteger novamente a região, nesse mesmo ano Ponta Porã começa a tomar seus primeiros impulsos de progresso econômico, com a chegada de muitos migrantes gaúchos, que vieram com a finalidade de praticar a agropecuária, além da exploração da erva mate ajudando desta maneira a desenvolver e impulsionar o comércio interno da cidade. Com o desenvolvimento e o crescimento impulsionado pelo agronegócio, viu a necessidade de criar um destacamento policial, isso ocorreu em 1897, neste período foi nomeado como Comandante o Senhor Nazareth, após a sua instalação do destacamento policial, Nazareth voltou a o destacamento Militar da Colônia dos Dourados. O autor descreveu que: “No ano de 1897 chega a Ponta Porã o primeiro contingente da policia militar” comandado por Francisco Tupy Serejo natural da cidade do Maranhão veterano da Guerra do Paraguai militar reformado ocupando o posto de Major, ele foi destacado da cidade de Cuiabá juntamente acompanhado de sua família se “estabelecendo permanentemente nesta cidade, para comandar o destacamento policial”. (ROSA, 1922, p. 13)

Analisado os relatos deste período histórico da formação da fronteira no século XIX, a mesma estava protegida pela Colônia Militar dos Dourados que fora reconstruída no pós-guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai, por meio do militar Feliciano Ramos Nazareth que realizava as patrulhas na região e pelo destacamento policial sob o comando do militar Francisco Tupy Serejo que mantinha a segurança na área urbana da cidade.

Em 1902 segundo relato do historiador foi “organizada a planta da Villa de Ponta Porã, pelo agrimensor Fernando Medeiros”. (ROSA, 1922, p. 14)

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Figura 3: Desenho de Antônio Fernando de Medeiros confeccionado em 12 de julho de 1902, publicado no livro de Luiz Alfredo Marques Magalhães, Convivendo na fronteira 2012.

Ao realizar pesquisa desta planta histórica da pequena Vila de Ponta Porã de 1902 observam-se quatro avenidas principais e nove cruzamentos totalizando trinta quadras, os nomes originais das ruas foram mudando conforme os anos, exemplo da Avenida Brasil que neste período se chamava General Costa Marques, Rua Sete de Setembro que anteriormente se chamava Miranda em algumas quadras e Couto Magalhães nas demais, em especial ao final da Rua Miranda em 1902 existia a praça da liberdade neste local se encontra o Prédio do Banco Bradesco entre outras lojas e comércios. Segundo informações contidas no mapa o cemitério se localizava próximo à área que hoje pertence ao quartel do 11º RC MEC, demostrando que o mesmo foi transladado de lugar posteriormente para a instalação de novos blocos do Regimento.

Seguindo a linha historiográfica de Pedro Angelo da Rosa, em 1902 ocorreu a última revolta liderada por Jango Mascarenhas personagem histórico do antigo Mato Grosso, esta revolta revolucionaria separatista entre republicanos e imperialistas teve como ponto de conflitos o sul do grande estado em especial na região de Ponta Porã, foi derrotado em outubro de 1902 segundo fontes historiográficas na Cabeceira-Jaraguari, por tropas chefiadas pelos coronéis Felippe de Brun e Mathias Ferreira Dias e o Major Fermiano. Com o fim desta revolta o Coronel Felippe de Brum que era defensor do governo republicano foi eleito para o cargo de Deputado Estadual se mudando para capital de Cuiabá para exercer o cargo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

No ano de 1906 para reforçar a segurança na fronteira chegou o “destacamento Federal, composto por 80 praças, sob o comando do tenente Izidro”. Já no ano de 1907 formou-se o 17˚ Regimento de Cavalaria Divisionária que neste período histórico estava alocado em Ponta Porã ficou sob o comando do Tenente-

Coronel Carlos Menna Barreto, neste mesmo ano iniciaram-se pelo engenheiro militar o tenente João Candido Pereira de Castro Junior, “obras do quartel Federal inauguradas em 1915”. (ROSA, 1922, P. 15 e 16)

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Figura 4: Acervo Albertino Fachin. Foto créditos Albert Braud. Área do 11º RCI Regimento de Cavalaria Independente com estrutura e pavilhões de madeira foto década de 20
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Figura 5: Acervo Albertino Fachin. Foto créditos Albert Braud. Área do 11º RCI Regimento de Cavalaria Independente. Observa se na imagem carros antigos Ford modelo T soldados e autoridades na área que seria as futuras instalações e construção dos pavilhões do 11 RCI com estrutura e pavilhões de madeira. Foto década de 20

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Figura 6: Acervo Albertino Fachin. Foto créditos Albert Braud. Área do 11º RCI Regimento de Cavalaria Independente, área localizada na Avenida Brasil onde se localiza o CIMPORÃ Clube de Oficiais e a extensão do Buracão (erosão) Foto década de 20

Revoltas sempre marcaram a formação do Grande Mato Grosso no pós-guerra da Tríplice Aliança no final do Império do Brasil e início da República. Segundo narrativa de Rosa (1922) em 1906 deu-se início a revolução de Bento Xavier residente na fazenda Bela Vista situada na região de Ponta Porã, Bento e seus homens percorreram a região de fronteira defendendo ações revolucionárias conta o governo foi duramente perseguido por vários anos sempre buscando refugio do lado paraguaio, mas em 1˚ de junho do ano de 1911após invadir a fronteira de Bela Vista divisa com Paraguai  ocorreu um grande conflito com tropas brasileiras forçando Bento recuar seguindo marcha para Ponta Porã, em novo conflito na região de Boa Vista com as tropas do Major Bento Mattos, conseguiu seguir sua marcha para Colônia Militar dos Dourados gerando outro combate coma as tropas do Major Gomes que forçou Bento Xavier mudar a direção, foram seguidos pela tropa do Major Gomes que no embate final na linha divisória na região da Estrela as tropas de Gomes derrotaram Bento Xavier que “imigrou definitivamente par República do Paraguai e cessaram os seus movimentos revolucionários que periodicamente surgiram no sul de Mato Grosso”. (ROSA, 1922, p. 16 e 17)

Na madrugada do dia 6 de maio de 1912 o Capitão Antonio Netto de Azambuja destacado recentemente de Bella Vista da inicio a uma revolta nas dependências do 17˚ Regimento,  se estendendo a para fora dos muros, “ logo ao clarear desse dia foram presas as autoridades civis, entre as quais o Coronel Balthasar Saldanha, Marcos Fioravanti e outras” e citado pelo autor que o Comandante do 17˚ Regimento Capitão Alfredo Pereira de Carvalho e os senhores  Álvaro Brandão e Pedro Canuto da Costa  conseguiram escapar dos revoltosos. O Coronel Balthasar Saldanha foi conduzido pela tropa e os demais prisioneiros forma soltos, ao deixar o quartel os revoltosos levaram suprimentos e munições levantaram acampamento na região denominada Sepy-cuê, a intenção era marchar para Amambai se unindo a outros para seguir a Bela Vista em apoio a Bento Xavier combatendo as tropas do Major Gomes.

O comandante de Regimento Capitão Alfredo Pereira de Carvalho juntamente com os tenentes Armindo de Almeida Rego, Antonio de Lacerda Gama e Alvaro Antunes da Cruz com apoio dos sargentos Cicero Mangini, Manoel Maiolino Brum, Cicero de Oliveira Mendobi e Jose Cavalcante da Silva Brabo o grupo se reuniu na casa do Tenente Castro formaram uma frente de combate contra os revoltosos, evitando o que seria a retomada de conflitos no sul do Estado por Bento Xavier.

No dia 9 de as 4 h segue um contingente comandado pelo Capitão Carvalho e o Tenente Castro as 6 h inicia o confronto atacando o acampamento dos revoltosos este ataque teve o apoio da força de cavalaria sob as ordens de José Manvailler o Coronel Saldanha foi resgatado e a vitória foi a custa de mortos muitos feridos ao final do conflito os revoltoso estes conduzidos ao detidos. “E foi assim, abafado em seu inicio, o movimento revolucionário que aqui nascia evitando consequência mais graves”. (ROSA, p. 19 e 20)

A preocupação com a segurança e essencial para manter a ordem dentro dos limites territoriais, podendo se afirmar que a construção do 11º RC MEC foi de suma importância por ser esta unidade militar o guardião sempre a postos para defender região fronteiriça de qualquer revolta ou invasão.

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Figura 7: Imagem do decreto de criação do11˚RC I publicada na p. 16 no livro do Centenário – Regimento Marechal Dutra ed. 20

No ano de 1919 é criado em Ponta Porã o Regimento de Cavalaria Independente sob o Decreto 13.916 de 11 de dezembro sancionado pelo Presidente Epitácio Pessoa que tem como finalidade de proteger a fronteira oeste do Brasil, após a criação do 11˚RC I o 17˚ Regimento que estava alocado em Ponta Porã migrou definitivamente para Amambai. Desde sua criação o 11˚RC  esta deixando sua marca na formação histórica da fronteira e do Brasil, podendo serem citados:

1921 – Início da construção e ampliação dos novos pavilhões;

1924 – Duas missões o 11˚RC I, a primeira missão foi a perseguição aos revoltosos que vinham de São Paulo para fronteira de Três Lagoas. Segunda missão era de marchar para região de Entre Rios com finalidade de guarnecer a linha de Entre rios e Porto Alegre.

1930 – Nomeação do Tenente Coronel Eurico Gaspar Dutra como Comandante do Regimento;

1925 – Combate aos revoltosos da Coluna Prestes que se encontravam na região de Mato Grosso.

1938 – Getúlio Vargas primeiro presidente a visitar a região fronteiriça de Ponta Porã;

1944 – Envio de tropas do 11˚ RC para FEB – Força Expedicionária Brasileira dois soldados do Regimento tombaram em combate na segunda guerra: SD Sebastião Ribeiro e SD Tomás Machado;

1949 Visita do General Plinio Pitsaluga que foi Comandante da FEB durante a Segunda Guerra-Mundial;

1963 – Visita do primeiro comandante do regimento General Hipólito

1974 – Queda da aeronave Búfalo 2366 na área militar do 11˚ RC (atualmente Parque dos Ervais);

1991 – Denominação histórica de Regimento Marechal Dutra em homenagem ao seu antigo comandante que posteriormente foi Presidente do Brasil.

1985 – Viaturas blindadas chegam ao regimento e ocorre a mudança do nome para 11˚ Regimento de Cavalaria Mecanizado;

2006 – Envio de tropas do 11˚ RC Mec. Para Missão de Paz no Haiti.

2019 – Centenário do 11˚ RC Mec. Destacando-se como uma unidade de cavalaria mecanizada, moderna, operacional de fronteira

Pedro Angelo da Rosa para elaborar seu livro de 67 páginas publicado em 1922 obteve ajuda de Maximiliano Maciel Secretário da Intendência Municipal e Affonso de Miranda Kramer Tabelião do 1˚ Oficio, que repassaram documentos arquivos utilizados pelo autor Análise através de relatos de historiadores, escritores que por meio de suas fontes e registros bibliográficos de uma região nos permite perpetuar sua memória através da história, narrada por eles sobre outros personagens que passaram e permaneceram nesta região, desta forma podemos valorizar culturalmente todos aqueles que direta ou indiretamente sempre contribuíram e ainda hoje contribuem para segurança e desenvolvimento e crescimento desta região fronteiriça.

FONTES DE PESQUISA SECUNDÁRIAS:

BIASOTTO, Wilson Valentim. Prá quem fica a seriema? O progresso,
Dourados, 10 de maio, de 1999, p. 02.

BITTAR, Marisa. Mato Grosso do Sul: do Estado sonhado ao Estado
construído (1892-1997). 2v. 2010, (fotos)

BITTAR, Marisa. Mato Grosso do Sul: do Estado sonhado ao Estado
construído (1892-1997). 2v. Tese (Doutorado em História) – FFLCH/USP,
São Paulo.

CRUZ. Sergio Manoel da. Data e Fatos Históricos do Sul de mato Grosso ao Estado do Pantanal. Campo Grande, MS. Pantaneira, 2004.

FREIRE, Elizabeth Madureira. COSTA, Lourenço Alves. CARVALHO, Cathia Maria Coelho. O processo histórico de Mato Grosso. Cuiabá: UFMT, 1990.

FREIRE. João Portela. Terra, Gente e Fronteira. Ponta Porã, MS. Borba, 1999.

GUIMARÃES, Acyr Vaz. Mato Grosso do Sul, sua evolução histórica. Campo Grande, MS: Editora UCDB, 1999.

GUIMARÃES, Acyr Vaz. Mato Grosso do Sul: História dos Municípios. Campo Grande: IHG/MS, 1992, Volume 1 Rio Brilhante, Maracaju, Ponta Porá, Antônio João, Bela Vista, Jardim, Guia Lopes e Nioaque.

LIMA, Astúrio Monteiro de. Mato Grosso de outros tempos / pioneiros e heróis. 2 Ed. São Paulo. Editora Soma. 1985.

LIMA, Manuel de Oliveira. O Império brasileiro. São Paulo: USP, 1989

MAGALHÃES. Ramão Ney. Um Século de Historias. Ponta Porã, MS. Proarte Signs, 2013.

MENDES, R. Teixeira. A Guerra do Paraguai. Rio de Janeiro: Edição de Joaquim Bagueira Leal, 1920

QUINTAS. José Manoel Richard. Ponta Porã em foco. Ponta Porã, MS. Borba, 2° ed, 2012.

REIS. Elpídio. Ponta Porã Polca Churrasco e Chimarrão. Rio de Janeiro, RJ. Rio. 1989.

RODRIGUES, José Barbosa. História de Mato do Grosso do Sul. São Paulo:
Editora do Escritor, 1985.

ANNAES PONTA-PORENSES EDIÇÃO DE 1865 – 1922 DE PEDRO ANGELO DA ROSA. Seção de Obras d “O Estado de São Paulo” São Paulo – 1922.

ROSSI. Marco. Ponta Porã 100 anos. Campo Grande, MS. Horizonte Verde, 2012.

VERSEN, Max von. História da Guerra do Paraguai. Belo Horizonte: Itatiaia, 1976.

Pesquisador: Prof. Me. Yhulds Giovani Pereira Bueno. Mestre: Desenvolvimento Regional e Sistemas Produtivos UEMS – Pós Graduado: Ensino em História e Geografia. UNIVALE – Pós Graduado: Ensino da História UNIBF – Pós Graduado Docência em Biblioteconomia UNIBF.

Pastor comerciante é assassinado em Ponta Porã

O comerciante que também é pastor Kleber Rocha Pinto foi assassinado nesta quinta-feira (24) às 18:15 em frente ao seu comércio na saída para Antônio, uma representante de bebidas Funada (Vó Dida), dois homens em uma moto dispararam vários tiros de pistola contra ele, a vítima ainda foi socorrida e lavada para o hospital Regional de Ponta Porã onde veio a falecer.

Kleber, foi alvejado por 3 (três) disparos de arma de fogo, no momento do ataque uma testemunha disse que escutou os disparos e instantes depois encontrou o pastor gravemente ferido vindo a prestar socorro e acionar o atendimento médico.

Pastor comerciante é assassinado em Ponta Porã 10
Dupla em uma moto executou o comerciante de refrigerante (Foto redes sociais)