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Desconhecidos deixam homem inconsciente e sem o braço no Hospital Regional de PJC

Um homem identificado como Florentino Duarte Rivas de 26 anos foi deixado por desconhecido nesta madrugada (08) no Hospital Regional de Pedro Juan Caballero com a metade do braço esquerdo amputado, a vítima não lembra como perdeu o membro devido ao estado de embriaguez que se encontrava.

Conforme relatado a polícia no pronto socorro , um casal a bordo de uma Hilux de cor branca , deixou o mesmo no local citado sem o antebraço e sumiram.

O indivíduo possui passagens pela justiça por roubo qualificado em 2020, e acordou nesta manhã sem um de seus membros. A Polícia investiga o caso.

(Brasiguaionews via Futura)

Polícia Federal apreende 7,74 Toneladas de maconha em Ponta Porã MS

Nesta segunda-feira (08/03) a Polícia Federal em Ponta Porã recebeu uma denúncia anônima a respeito de um possível carregamento de entorpecentes em um galpão localizado próximo à Rodoviária da cidade.
A movimentação suspeita no galpão levou os policiais federais a abordarem os seis indivíduos que estavam no local. A carga foi verificada e, juntamente com uma carga de fécula de mandioca, foi encontrada uma grande quantidade de maconha.

Os envolvidos foram presos em flagrante e conduzidos à Delegacia de Polícia Federal em Ponta Porã/MS, segundo os envolvidos a carga teria como destino a cidade de Londrina/PR.

A droga, totalizando 7.740 quilos de maconha, também foi encaminhada para a PF para os procedimentos de praxe. Esta foi a maior apreensão realizada pela Polícia Federal em Ponta Porã no ano de 2021.

Lula tem todas condenações anuladas pelo ministro Fachin

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve todas as condenações na Justiça Federal anuladas pelo ministro Edson Fachin do STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão desta segunda-feira (8) foi divulgada há pouco.

As condenações foram fruto de investigações no âmbito da Operação Lava Jato, conduzida pelo ex-juiz federal Sergio Moro. Com a decisão, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível.

Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula.

Conforme análise do ministro, os processos de Lula relacionados à Petrobras não deveriam ter sido analisados pela Justiça Federal de Curitiba e, por isso, foi declarada a nulidade das decisões.

Agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal, à qual caberá dizer se os atos realizados nos três processos podem ou não ser validados e reaproveitados.

A decisão atinge o recebimento de denúncias e ações pena

Midiamax*

No dia internacional da mulher, homem tenta agredir a mãe e Gmfron acaba com a valentia

or volta das 08h40min uma guarnição da GCMFron foi solicitada via telefone de emergência 153 para atender a uma ocorrência de ameaça, na rua General Andrade Neves, n°428, no bairro Boa Vista. Ao chegar no local, a guarnição se deparou com o autor N.S.A.A (40) que aparentemente se encontrava em visível estado embriagues e ameaçava seu irmão e a sua genitora proferindo palavras de baixo calão.

Diante dos fatos o mesmo foi preso e encaminhado para o 1º DP, onde foi enquadrado por ameaça. A ocorrência aconteceu em Ponta Porã-MS, cidade situada a 320 km da capital Campo Grande.

Assessoria*

Defron troca tiro com traficantes e apreende grande quantidade de drogas em Ponta Porã

brasiguaio news

Segundo informações preliminares cerca de cinco traficantes foram presos nesta segunda-feira (08) no Bairro Andreazza em Ponta Porã, foram apreendidos de grande quantidade de drogas em um barracão situado na rua Digno Torres.

Na operação desencadeada pela Defron (Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira) os Policiais Civis trocaram tiro com os meliantes, de acordo com vários relatos de populares. Operação em andamento!

(BrasiguaioNews)

Megaoperação em todo o país combate crimes contra as mulheres

O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresenta o resultado da Operação Resguardo, ação de combate a crimes de violência contra a mulher do país.

Cerca de 12 mil policiais civis de todo o Brasil estão participando, hoje (8), de uma megaoperação de combate a crimes contra a mulher. Coordenada pela Secretaria de Operações Integradas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Resguardo acontece em mais de 1,8 mil cidades dos 26 estados e do Distrito Federal, no Dia Internacional da Mulher.Megaoperação em todo o país combate crimes contra as mulheresMegaoperação em todo o país combate crimes contra as mulheres 1

Ao apresentar a jornalistas os dados preliminares da ação deflagrada esta manhã, o secretário Nacional de Operações Integradas, Jefferson Lisboa Gimenes, disse que a intenção do ministério é tornar esde tipo de iniciativa regular. “Hoje, estamos aproveitando uma data comemorativa, mas queremos transformar ações de enfrentamento à violência contra a mulher em ações rotineiras”

Segundo o ministério, o objetivo é localizar e deter suspeitos de ameaças, tentativas de feminicídio, lesão corporal, descumprimentos de medidas protetivas, estupro, importunação, entre outros crimes contra as mulheres. A ação visa, ainda, ao fortalecimento da atuação conjunta entre governos federal e estaduais, conforme estabelece o Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A operação começou a ser delineada em janeiro deste ano, com a análise de diversas denúncias, instauração de inquéritos policiais e levantamento de mandados judiciais. Desde então, quase 46 mil denúncias foram apuradas, aproximadamente 60 mil inquéritos foram instaurados e em torno de 68 mil diligências foram cumpridas em todas as unidades da federação.

No período, mais de 165 mil vítimas foram atendidas e cerca de 9 mil pessoas foram presas, sendo que ao menos 638 delas foram detidas hoje até as 10h30. O Ministério deve divulgar o balanço final da operação em todo o país no fim da tarde.

No Twitter, o Ministro da Justiça, André Mendonça, classificou a iniciativa como “a maior ação da história [do país] no combate a crimes contra as mulheres” e desejou que a operação seja “um marco” no enfrentamento a esses crimes.

Megaoperação em todo o país combate crimes contra as mulheres 2

PRF é encontrado em estado grave em apartamento

(Foto: Henrique Kawaminami)

Condenado a 23 anos pela morte do empresário Adriano Correia do Nascimento, além de duas tentativas de homicídio, o policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, de 52 anos, conhecido como “Coreia”, foi atendido em estado grave em Campo Grande.

O Campo Grande News apurou que os bombeiros foram chamados por volta das 8h para ocorrência no condomínio onde Su Moon mora, no Bairro Monte Castelo. A suspeita era que o policial rodoviário federal tentava tirar a própria vida.

Equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) foi ao local e vizinha, de 49 anos, confirmou que o socorro era no apartamento do policial. “Os bombeiros entraram aí correndo, com tudo. Mas não vi saindo ainda”. Por volta das 9h, a Polícia Civil e a perícia chegaram ao local.

Em frente ao residencial, o delegado Enilton Zalla, da 2ª DP (Delegacia de Polícia), disse que foi acionado via Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança) – a emergência dos bombeiros e da PM (Polícia Militar) –, mas não tinha nenhum detalhe sobre o caso.

Não há informações mais detalhadas sobre o estado de saúde de “Coreia”. Muitos colegas da corporação foram até o local, mas já deixaram o condomínio.

A PRF informou, por meio da assessoria de imprensa, que Su Moon estava de licença médica, mas que só ele ou a família poderiam dar alguma informação sobre o estado de saúde do policial, uma vez que dados médicos são sigilosos.

Sentença – No dia 30 de maio de 2019, Ricardo Hyn Su Moon foi condenado a 23 anos e quatro meses pelo assassinato do empresário Adriano Correia do Nascimento, e pela tentativa de homicídio contra Vinícius Cauã Ortiz Simões e Agnaldo Espinosa da Silva, cometidos durante uma briga de trânsito.

Tudo aconteceu na manhã do dia 31 de dezembro de 2016, na Avenida Ernesto Geisel, esquina com a Rua 26 de Agosto, em Campo Grande. O PRF conduzia um veículo Mitsubishi Pajero, enquanto Adriano estava em uma caminhonete Toyota Hilux.

Atingido por tiros, o empresário perdeu o controle do veículo e a caminhonete bateu em um poste. De acordo com a acusação, o policial matou Adriano e tentou matar as outras duas vítimas, atirando várias vezes.

– CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Veículo com chapa brasileira é encontrado incendiado no Paraguai

Um incêndio de veículo foi registrado na madrugada desta segunda-feira (08) na via publica do Assentamento Virgem de Los Pobres em Pedro Juan Caballero. O veiculo com placas de Rio de Janeiro foi queimado e ainda não tem informações dos motivos e também de quem pertence o automóvel, um Renault Logan de cor cinza.

Populares acharam o veículo em chamas as 02:h00 e avisaram os policias e Corpo de Bombeiros. Na fronteira esse ato é um sinal de execução para dificultar a investigação e também uma forma de amedrontar os rivais e também a população da região, agindo com crueldade normalmente queimando a vítima ou enterrando em covas na área rural de Pedro Juan.

(BrasiguaioNews)

Mulheres ainda são minoria em cargos de liderança e na ciência

Exposição em homenagem a Maryam Mirzakhani (1977-2017), única mulher a ganhar a Medalha Fields, maior honraria da Matemática, durante o Encontro Mundial para Mulheres em Matemática (WM)², no Riocentro.

Apesar da luta histórica das mulheres por igualdade, a presença feminina em postos de liderança e em áreas de destaque, como a ciência e a política, ainda é menor que a masculina.Mulheres ainda são minoria em cargos de liderança e na ciência 3Mulheres ainda são minoria em cargos de liderança e na ciência 4

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), atualmente, elas são cerca de 54% dos estudantes de doutorado do Brasil. Mas tanto aqui como no resto do mundo, essa participação varia de acordo com a área do conhecimento. Nas ciências da saúde, por exemplo, as mulheres são maioria (mais de 60%), mas nas ciências da computação, engenharia, tecnologia e matemática elas representam menos de 25%, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Globalmente, ainda de acordo com a ONU, menos de 30% dos pesquisadores e cientistas são mulheres.

Para a dermatologista Valéria Petri, primeira médica a detectar o HIV no Brasil, em 1982, as mulheres são sinônimo de coragem e força. Elas não costumam desistir, não recusam desafios e estão sempre dispostas a mostrar seu valor.

Profa. Valeria Petri

Para a dermatologista Valéria Petri, primeira médica a detectar o HIV no Brasil, em 1982, as mulheres são sinônimo de coragem e força- Divulgação/UNIFESP

“Tem o 8 de março que faz as pessoas dizerem assim: ah eu adoro as mulheres. É? Não diga. Tem o 8 de março que aparecem as mulheres que tem a coragem que eu nunca tive. Vou te dizer que coragem elas têm. Elas acordam às 4h da manhã, pegam um transporte, dois transportes, ou três e chegam no trabalho. Seja o que for que ela for fazer, ela está gostando do que ela faz, ela capricha. Ela se diverte, ela se sente bem e ela mostra o que ela é mesmo. Uma pessoa que contribui com a humanidade. É isso que é a mulher”, afirma a médica.

Valéria relembra que, no surgimento dos primeiros casos de HIV no Brasil, a síndrome foi tratada, a princípio, com preconceito, principalmente entre alguns médicos homens. “Eu não recuso, nem as mulheres recusaram. As mulheres não recusaram. Agora, os homens da época ficaram até bravos comigo quando eu mandava pacientes para serem examinados em outras áreas. Alguns diziam: você não me manda estes pacientes porque eu não quero. Por que? Porque para os homens é mais difícil lidar com a transgressão”, afirma.

Mesmo atuando em ambulatórios, Valéria conta que sempre se interessou pela pesquisa científica e pela publicação de seus estudos em livros e revistas da área de saúde.

“Pesquisa é o que a gente faz o tempo todo. Quando você examina um paciente, você precisa saber tudo a respeito daquele caso, você vai procurar. Enquanto eu não resolvesse, eu não sossegava. Depois você se entusiasma para publicar os casos porque é parte do dever acadêmico. Você participa das reuniões científicas, você se relaciona com as pessoas no nível nacional e internacional. Eu fui fazendo isso como um processo natural mesmo, e eu precisava vencer. Porque eu não ia desistir no caminho”, conta.

Depois da descoberta na década de 80, a médica ganhou prestígio internacional, publicou vários livros e chegou a ocupar o cargo de vice-reitora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), instituição da qual ela é professora titular desde 1996.

Mulheres no esporte

A presença de mulheres em rotinas pesadas de treinos e competições é um fenômeno recente. Ao longo da história, o mito da fragilidade feminina ficou para trás e elas passaram a conquistar destaques, medalhas e pódios, tanto no nível do esporte amador quanto profissional.

É o caso da ex-ginasta Laís Sousa, que ficou internacionalmente conhecida com suas acrobacias e saltos ao fazer parte da equipe de ginástica artística brasileira.

Rio de Janeiro - A ex-ginasta Laís Souza durante a divulgação do uniforme e de seu nome como participante do revezamento da tocha olímpica, no Comitê Rio 2016, na Cidade Nova  (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A ex-ginasta Laís Souza ministra palestras e fala de suas experiências no esporte e fora dele – Tomaz Silva/Arquivo Agência Brasil

O esporte chegou para a paulista de Ribeirão Preto de forma inesperada, quando ela tinha 4 anos. “Eu fui fazer uma visita onde o meu irmão fazia judô e, bem do lado, tinha um ginásio de ginástica e eu acabei me apaixonando e as meninas lá pulando, fazendo mortais, fazendo coreografia e eu me empolguei. Achei legal, me passou uma sensação de liberdade. Foi assim que a ginástica surgiu na minha vida.”

Aos 15 anos ela representava o Brasil em sua primeira Olimpíada, em Atenas, na Grécia. Depois disso veio outra participação, em Pequim, na China, em 2008. Em 2014, Laís sofreu um acidente quando se preparava para as Olimpíadas de Inverno de Sochi, na Rússia, onde competiria no esqui. A ex-ginasta ficou tetraplégica.

A nova condição mudou totalmente a vida de Laís. “A sensação que eu tenho é que eu vivia dentro de uma casquinha de ovo, feita para fazer aquele tipo de repetição dentro do ginásio, de correr atrás de um corpo perfeito, de séries, coreografias perfeitas e, de repente, eu me vejo sem os movimentos, voltando para um bairro totalmente pobre na cidade onde eu nasci”, conta.

Hoje, ela ministra palestras e fala de suas experiências – tanto no esporte como fora dele – a um público diversificado. Para Laís, ser mulher é lidar com desafios diários e vencer obstáculos sem se calar.

“A gente está conquistando [espaço] pouco a pouco. Tem bastante pra comemorar, mas ainda têm mulheres que, com essa pandemia, estão apanhando em casa. Cada minuto que passa tem uma mulher que está sofrendo algum tipo de maus tratos. Então, acho que a gente não pode relaxar em nenhum momento”, afirma.

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Mulheres têm conquistas, mas caminho ainda é longo para igualdade

Rio de Janeiro - Mulheres marcham em Copacabana para celebrar dia da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha durante a 3ª Marcha das Mulheres Negras no Centro do Mundo (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Ser mulher é enfrentar um desafio diferente todos os dias. É superar barreiras, muitas vezes, invisíveis. Apesar de serem a maioria da população brasileira (51,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), elas ainda enfrentam cenários desiguais, seja na divisão das tarefas domésticas ou nos ganhos no mercado de trabalho. Muitas vezes, elas assumem tripla jornada. Saem para trabalhar, cuidam da casa, dos filhos. Em vários lares, elas são arrimo e sustentam sozinhas suas famílias. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), em 2018, 45% dos domicílios brasileiros eram comandados por mulheres.Mulheres têm conquistas, mas caminho ainda é longo para igualdade 6Mulheres têm conquistas, mas caminho ainda é longo para igualdade 7

Mas, apesar de liderarem casas e assumirem as contas, as mulheres ainda têm de lidar com a discriminação. Estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que 90% da população mundial ainda tem algum tipo de preconceito na questão da igualdade de gênero em áreas como política, economia, educação e violência doméstica.

Segundo o estudo, que analisou dados de 75 países, cerca de metade da população considera que os homens são melhores líderes políticos do que as mulheres, e mais de 40% acham que os homens são melhores diretores de empresas. Além disso, 28% dos consultados consideram justificado que um homem bata na sua esposa. Apesar da longa jornada enfrentada por elas ao longo da história, os números mostram que ainda há muito a caminhar.

Marco histórico

Considerado marco histórico na luta das mulheres por mais oportunidades e reconhecimento, o 8 de março foi instituído como Dia Internacional da Mulher, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975.

Muitos historiadores relacionam a data a um incêndio ocorrido, em 1911, em Nova York, no qual 125 mulheres morreram em uma fábrica têxtil. A partir daí, protestos sobre as más condições enfrentadas pelas mulheres trabalhadoras começaram a ganhar espaço.

Mais de um século depois, as mulheres seguem na luta por igualdade de direitos

UN Tribunal Judges,Martha Halfeld Furtado de Mendonça Schmidt

A juíza brasileira Martha Halfeld é a primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Apelações da ONU – UN Photo/Loey Felipe

Para a juíza Martha Halfeld, primeira mulher a ocupar a presidência do Tribunal de Apelações da Organização das Nações Unidas, não há mais espaço para a ideia de “concessão masculina”. Tudo o que as mulheres conseguiram, ao longo da história, foi com base em muito trabalho, dedicação e suor. Na visão da juíza, o 8 de março deve ir muito além de flores ou presentes.

“Oferecer a rosa, pode ser visto como: eu te concedo uma assistência. Eu, homem, te concedo aquilo. Hoje, não existe mais espaço para eu concedo. Não, nós conquistamos. E nós conquistamos com muito trabalho um espaço de perfeita igualdade em termos intelectuais, pelo menos. Temos tanta capacidade intelectual quanto qualquer homem”, afirma Halfeld que permanece na presidência da Corte até janeiro de 2022 e segue na ONU até 2023.

Livro como arma

Para conquistar um espaço na academia e na literatura, a mineira Conceição Evaristo sabe o quanto teve de lutar. Sua primeira arma foi o livro, que a acompanhou desde a infância pobre vivida em Belo Horizonte. “Eu não tinha muita coisa em termos materiais. Brinquedo era uma coisa rara, passear era uma coisa muito rara, viajar muito menos. Então, o livro vem preenchendo um vazio. A escola onde estudei os meus primeiros anos primários tinha uma biblioteca muito boa. Desde menina, eu sempre gostei de leitura.”, conta.

Segunda de nove irmãos, a escritora foi criada pela mãe e por uma tia. Conceição, que trabalhou como empregada doméstica e lavadeira, foi a primeira da família a conseguir um diploma universitário.

Depois da graduação, veio o mestrado, o doutorado e as aulas em universidades públicas. Em paralelo aos estudos, ela se dedicava a outra paixão: a escrita. Seus  contos e poemas foram publicados na Série Caderno Negros, na década de 1990, e seu primeiro livro, o romance Ponciá Vicêncio, foi publicado em 2003.

Conceição Evaristo

Para escritora Conceição Evaristo, o 8 de março é um momento de reflexão e vigília constante – Marcello Casal JrAgência Brasil

Em 2019, foi a homenageada do Prêmio Jabuti, um dos mais importantes da literatura brasileira. “Foi preciso um prêmio me legitimar. Enquanto eu não ganhei o Jabuti, as pessoas não acreditaram que estavam diante de uma escritora negra”, afirma.

Reconhecida como uma das escritoras brasileiras mais importantes da atualidade, Conceição conta que as barreiras que teve de enfrentar por toda sua vida foram o combustível para suas obras. “A minha escrita é profundamente contaminada pela minha condição de mulher negra. Quando eu me ponho a criar uma ficção, eu não me desvencilho daquilo que eu sou. As minhas experiências pessoais, as minhas subjetividades, o lugar social que eu pertenço, isso vai vazar na minha escrita de alguma forma.”

Para ela, o 8 de março é uma data para ser celebrada, mas também um momento de reflexão e de vigília constante. “Todas as mulheres precisam ficar alertas àquilo que é do nosso direito, àquilo que nós temos de reivindicar sempre porque nada, nada nos é oferecido, tudo é uma conquista”, conclui.

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