Início Site Página 930

Farmácias, mercados e bancos que permitirem aglomerações serão fechados em Ponta Porã

bancos

O decreto do prefeito Hélio Peluffo dermina que embora vendam produtos de primeira necessidade, farmácias, mercados e congêneres que não disciplinarem o acesso e permitirem aglomeração de pessoas, serão punidos e até fechados.

O prefeito Helio Peluffo explica que todas as medidas adotadas visam preservar a vida e conter a transmissão do coronavírus. Se o estabelecimento não evita isso, disciplinando o acesso, a fiscalização vai fechá-lo a bem da saúde pública .

Anvisa restringe compra de cloroquina e hidroxicloroquina

Remédios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enquadrou como medicamentos de controle especial as substâncias hidroxicloroquina e cloroquina. A medida foi tomada devido ao grande número de pessoas que buscaram os medicamentos depois do surgimento de notícias de que esses produtos estavam sendo usados, ainda em caráter de pesquisa, no tratamento ao novo coronavírus.

A Anvisa quer evitar que pessoas que não precisam efetivamente desse medicamento provoquem o desabastecimento do mercado. Entre os pacientes que precisam desses produtos estão pessoas com malária, lúpus e artrite reumatoide.

De acordo com a Anvisa, apesar de algumas pesquisas indicarem que esse produto pode ajudar no tratamento do novo coronavírus, com alguns resultados promissores, não há nenhuma conclusão sobre o benefício efetivo do medicamento no tratamento da doença. Portanto, a Anvisa, no momento, não recomenda sua utilização em pacientes infectados ou como forma de prevenção.

A partir de agora, os médicos terão que fazer a prescrição dessas substâncias em receita branca especial, em duas vias. Mas os pacientes que usam esses medicamentos ainda podem continuar usando sua receita simples pelos próximos 30 dias.

Agencia Brasil

Governo do MS publica resolução suspendendo cirurgias eletivas pela rede pública

O Governo do Estado publicou nesta sexta-feira (20.3) resolução suspendendo as cirurgias eletivas pela rede pública estadual e pela rede contratualizada, em virtude da pandemia do coronavírus (Covid-19).

Pela decisão da Secretaria de Estado de Saúde, ficam suspensas, a partir do dia 23 de março de 2020, a realização de cirurgias eletivas pela rede pública.

Excepcionalmente, está autorizada a realização de cirurgias cardíacas, oncológicas e aquelas que, mesmo se tratando de eletivas, possam causar danos permanentes ao paciente caso não sejam realizadas durante o período de suspensão estadual e pela rede contratualizada.

Os recursos humanos e materiais que serão liberados em razão da suspensão das cirurgias eletivas deverão ser direcionados para o enfrentamento da emergência de saúde pública em razão da pandemia de Covid-19.  Durante o período de vigência desta Resolução, não serão consideradas as metas contratuais de cirurgias eletivas.

A resolução leva em consideração o decreto estadual que dispõe sobre as medidas temporárias a serem adotadas para a prevenção do contágio da doença COVID-19 e enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (SARS-CoV-2), no território sul-mato-grossense. Assim como o reconhecimento, pelo Congresso Nacional, da ocorrência de calamidade públic em função da pandemia do novo coronavírus.

Douradosnews

Prefeito Hélio Peluffo decreta fechamento de comércios e bancos a partir de Segunda (23) em Ponta Porã

Prefeito Hélio Peluffo assina decreto com restrições visando evitar proliferação do coronavírus

Veja a nota oficial da prefeitura de Ponta Porã:

Para evitar a propagação do Coronavírus COVID-19, a Prefeitura de Ponta Porã fecha o comércio e os bancos a partir de segunda-feira, dia 23, por 15 dias, período que pode ser prorrogado.
Supermercados, açougues e locais que vendem alimentos, postos de gasolina e farmácias, dentre outros serviços essenciais, continuam funcionando.
O decreto 8.459 foi assinado hoje pelo prefeito Helio Peluffo.
Os velórios terão duração máxima de 2 horas e não poderão reunir mais de 10 pessoas. A medida já vem sendo praticada na Capital, que também paralisou o transporte público.
Mais detalhes no Diário Oficial do município no site www.pontapora.ms.gov.br

Adolescentes são apreendidos com quase 60kg de maconha

A PMRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual) prendeu dois homens e apreendeu dois adolescentes e 58 quilos de maconha na noite de quinta-feira (19/3), na MS-156, entre Tacuru e Amambai. 

O flagrante aconteceu durante abordagem a um Fiat Bravo onde estavam os quatro rapazes. 

Durante questionamentos, o grupo entrou em contradição várias vezes e apresentou nervosismo. 

Em revista no veículo, os militares encontraram 72 tabletes e embalagens de maconha escondidos em fundos falsos. 

Um dos autores confessou que veio de Santa Catarina para Amambai buscar a droga com a promessa de receber R$ 10 mil. 

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Amambai.

https://www.douradosnews.com.br/policia/adolescentes-sao-apreendidos-com-quase-60kg-de-maconha/1124088/

MS tem mais dois casos de coronavírus, um em Sidrolândia confirmado

Diretora da Secretaria Municipal de Saúde, Tatiane Nantes - Foto: Divulgação
20200319165635 fDdB
Diretora da Secretaria Municipal de Saúde, Tatiane Nantes – Foto: Divulgação

Número de casos confirmados subiu para nove no Estado

Número de casos confirmados de coronavírus subiu para nove em Mato Grosso do Sul, com mais dois exames resultando positivo para a Covid-19 no Estado. Os casos confirmados, que estavam concentrados em Campo Grande, chegaram até o interior, com uma paciente de Sidrolândia.

De acordo com boletim divulgado nesta quinta-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), a paciente de Sidrolândia é uma mulher de 42 anos, que retornou da Europa recentemente e foi notificado em 17 de março.

O outro caso positivo é um homem de 38 anos, de Campo Grande, que também foi notificado em 17 de março e teve contato com outra pessoa que testou positivo para a doença.

Todos os outros sete casos confirmados são de pessoas de Campo Grande, entre eles, estão a jovem Thayany Silva, de 23 anos – namorada de Ueze Zahran Stamatis, 27 anos, morador de São Paulo, o cônsul da Síria, Kabril Yousseff, o assessor da prefeitura de Campo Grande Robson Gatti e sua esposa.

Secretaria de Saúde monitora outros 39 casos suspeitos da Covid-19. Todos estes casos suspeitos em investigação tiveram as amostras encaminhadas para o Laboratório Central (Lacen/MS), onde será feito o exame para nove tipos de vírus respiratórios, incluindo influenza e Coronavírus.

Desde o dia 25 de janeiro, foram registradas 171 notificações de casos suspeitos do coronavírus em Mato Grosso do Sul, sendo que 123 casos foram desconsiderados para Covid-19. Destes, onze foram excluídos por não se encaixarem na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde e 112 foram descartados após os exames darem negativo para o coronavírus.

Em todo o Brasil, foram confirmadas pelo Ministério da Saúde seis mortes por Covi-19 até a tarde de hoje. Já os casos confirmados saíram de 428 para 621 entre ontem e hoje.

Correio do Estado

Prefeito de Campo Grande reduz aglomerações a 20 pessoas e não descarta suspender ônibus

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) informou, por meio de transmissão em suas redes sociais nesta quinta-feira (19), que as medidas tomadas até o momento já reduziram a circulação de pessoas, mas não descarta que seja necessário suspender o transporte coletivo caso não seja contido o avanço do novo coronavírus COVID-19. A intenção é reduzir ainda mais o número de aglomerações, cujo máximo permitido passa a ser de 20 pessoas.

A determinação atende a orientação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A prefeitura já havia reduzido a permissão do máximo em aglomerações a cem pessoas, baixando para 50 e agora limitando a 20 indivíduos. A medida já havia sido anunciada aos call centers e similares e abrangerá todo o comércio. 

“Estamos publicando um decreto acolhendo o parecer ministerial para reduzir esse grupo de aglomeração em igrejas, independente do credo, ou em festas ou em eventos, para 20 pessoas, ficando proibido neste local que dentre as  20 tenhamos um ao menos de 60 anos de idade”, informou.

Após recomendar o fechamento de shoppings, a prefeitura informou que agora irá se tratar de determinação o fechamento dos estabelecimentos, por colocarem em risco a saúde pública. O prefeito elogiou  a atitude do Camelódromo, que por conta própria suspendeu as atividades por 15 dias. “A partir de agora, também nesse decreto, estamos determinando o fechamento de todos os shoppings da nossa cidade”, informou.

Usuários de ônibus

“A coisa é séria, gente. Se não fosse nós não estaríamos aqui”, reforçou o prefeito, pedindo colaboração dos campo-grandenses. Ele informou que a quantidade de passageiros no transporte coletivo baixou de 168 mil para 110 mil usuários na última semana. Na quarta-feira (11), o número de idosos que utilizaram ônibus foi de 23,2 mil. Já na última quarta-feira (18) caiu para 11,8 mil. Mesmo assim, precisa baixar ainda mais.

Sobre questionamentos relacionados  à suspensão do transporte, Marquinhos não descartou. “É uma medida que a gente vai tomar caso a gente não tenha um número de diminuição do coronavírus ou a estabilidade dele. Nós estamos indo por etapas”, informou. De acordo com ele, caso não se chegue ao resultado desejado nos próximos dois ou três dias, poderá se chegar à medida de suspensão do transporte, principalmente às pessoas acima de 60 anos.

“Algumas pessoas dizendo que é igual uma  guerra. Eu diria que pode ser até pior, porque a guerra geralmente é um número de países contra países. Agora é o mundo todo contra uma enfermidade. Então a sua contribuição para que a gente não tenha um fim trágico no mundo todo é apenas ficar na sua casa”, afirmou, sobre a quarentena que tem duração prevista de 15 a 20 dias.

Fonte: Midiamax

Em tempos de coronavírus

90037957 211431533436352 3817478009129009152 n

Sabe quando você está numa encruzilhada e não sabe para qual lado seguir?

Suas opções são: demonstrar a fragilidade e assumir tudo o que está sentindo, ou continuar como está e tomar todas as suas forças, para simplesmente seguir em frente quase ignorando o ocorrido mesmo sabendo que nenhuma das duas opções será a solução, muito menos o melhor a se fazer.

Enfim, me deparo outra vez com essa dúvida que me mantém estacionada nessa encruzilhada.

Sei que demonstrar o que sinto não irá me ajudar a resolver o problema, assim como sei que ignorá-lo poderá até piorar a situação.

Apesar disso, escolhi registrar tudo que sinto. Pode não ser uma coisa de toda boa, mas imaginar que um dia irei reler, me lembrar com um sorriso e pensar “puxa, consegui passar por isso” já me motiva a então fazê-la.

Gosto de idealizar que ao expor o que sentimos de uma forma a conseguir ser bela aos olhos de quem está por fora das situações, faz tudo o que passamos valer a pena. Imagino que isso seja apenas uma visão otimista perante a tragédia da vida e tudo que possa nos acontecer, mas sei que não sou a primeira e nem a única a pensar isso.

Alphonsus de Guimaraes (Afonso Guimarães) escreveu o poema Ismália que diz:

“Quando Ismália enlouqueceu Pôs-se na torre a sonhar Viu uma lua no céu Viu outra lua no mar No sonho em que se perdeu Banhou-se toda em luar Queria subir ao céu Queria descer ao mar E, no desvario seu Na torre pôs-se a cantar Estava perto do céu Estava longe do mar E como um anjo pendeu As asas para voar Queria a lua do céu Queria a lua do mar As asas que Deus lhe deu Ruflaram de par em par Sua alma subiu ao céu Seu corpo desceu ao mar”

Lembro-me perfeitamente da primeira vez em que li esse poema. Estava no ensino médio e estudávamos sobre o simbolismo numa aula de literatura.

Meu primeiro pensamento ao lê-lo foi: “cara, que escrita deslumbrante.” Já meu segundo foi: “caramba, isso foi uma morte? “

Por muitos anos me lembrava desse poema, até hoje é meu, nacional, favorito como algo terrível que ainda assim conseguiu ser passado de forma bela e marcante. Talvez eu seja um tanto mórbida em ver beleza até em narrativas assim, mas isso acaba refletindo meu relacionamento com a escrita que é algo já antigo.

Sem dúvida, desabafar pela escrita é algo maravilhoso para mim, mas dessa forma também podemos entender o que estamos sentindo e é essa a minha parte favorita da escrita:

organizar as ideias e sentimentos em palavras que te fazem analisar o que está se passando dentro de você.

Por isso decidi escolher a escrita para descrever esse meu inoportuno momento de divisão.

Vamos aos fatos:

Uma pandemia causada por um coronavírus chamado COVID-19 está se alastrando cada vez mais por meu país. Moro numa cidade chamada Ponta Porã, com pouco mais de 80.000 habitantes, fronteira seca com uma cidade chamada Pedro Juan Caballero, Paraguai, possui mais de 110.000 habitantes. Essas duas cidades são, na prática, uma única de médio porte. Por conta disso, e das universidades de medicina em Pedro Juan Caballero, cerca de 13.000 habitantes são estudantes e a cada ano esse número cresce.

Sabendo que existem pessoas de quase todo o Brasil estudando aqui e ainda levando conta o fluxo diário de pessoas de outro país, é compreensível minha preocupação com essa tal pandemia. Quando estávamos perto do Carnaval eu falava abertamente que depois dele iria começar a aparecer casos dessa nova doença, mas só se não fechassem as fronteiras, principalmente para pessoas que viriam de locais muito contaminados.

Durante o Carnaval, a festa com a folia típica desse período foi como o esperado e poucos dias depois já tínhamos nosso primeiro caso confirmado: um homem que havia chegado de um país amplamente contaminado, como já era de se esperar. Algumas semanas depois já temos centenas de infectados confirmados, milhares de pessoas com suspeita da doença e um pânico começando a crescer entre todos.

Em minha cidade não existe nenhum caso confirmado, mas é incrível como muitos ficaram gripados justamente agora mostrando uma baixa imunidade e mais incrível ainda, como já ouvi pessoas dizerem “só tem o corona quem descobre” ao afirmar que não iriam ao hospital. Em cidades vizinhas já existem casos confirmados e a chance de já ter chegado a Ponta Porã em silêncio é enorme.

Sinceramente, não tenho medo de pegar essa doença nem que meus pais e irmão, que moram comigo, a peguem. Seria uma chance mísera de a enfrentarmos e uma menor ainda de sofrermos com ela de uma forma fatal mesmo com tudo que já foi apresentado aqui.

Esta situação me faz temer pela minha avó materna, por exemplo que, mora no centro de Sorocaba, São Paulo, sendo uma das áreas mais afetadas do país e está justamente no campo de risco por sofrer de doenças crônicas, como hipertensão, e ter mais de 65 anos.

Nós passamos os últimos três ou quatro anos basicamente implorando para que ela viesse morar conosco aqui em Ponta Porã, mas ela sempre negava e retrucava que não deixaria sua casa sozinha, correndo o risco de ter suas coisas furtadas ou até depredadas e que não gostaria de se desfazer de nada. Ela mora sozinha e nosso parente mais próximo, uma tia com mais de 50 anos, mora do outro lado da cidade e não pode visitá-la diariamente.

No dia 17 de março de 2020, o avô de alguém morreu sendo nossa primeira vítima fatal do COVID-19. Acordei com essa informação transbordando em quase todos os meus aplicativos de notícias. A primeira coisa que temi mesmo que apenas em meu subconsciente foi: poderia ter sido a minha avó.

Eu não tenho como estar com ela para ajudá-la a se cuidar. Não tenho como fazer as compras para ela e tomar as devidas precauções a fim de que ela não corra riscos. Não tenho como obrigá-la a ficar em casa sem abraçar as pessoas que ela tanto considera. Não tenho como viajar para lá e trazê-la nem se fosse à força para minha cidade que ainda está bem mais protegida do que onde ela está. E ninguém poderá fazer tudo isso por mim.

Acompanhei o que os italianos passaram e ainda estão passando com esse vírus e a única coisa que pude fazer foi tentar conscientizar quem está ao meu redor da seriedade do assunto. Mesmo assim começo a chorar com meu peito apertado pensando que isso não será o suficiente para proteger quem eu tanto amo, pois as pessoas ao seu redor podem não estar com o mesmo nível de consciência.

Sinceramente, nunca tive tanta vontade de ter um super-poder como agora. Quero tirar minha avó de onde ela está num piscar de olhos, pois não suporto a ideia de perdê-la por causa de uma “gripe modificada” como outras pessoas já estão perdendo seus amados familiares,

assim como não consigo olhar para o número de mortos pelo mundo que esse vírus está fazendo, sem pensar na dor das famílias que os perderam. Não consigo não me colocar no lugar deles e não é apenas pelo risco que tenho de passar pela mesma dor.

Fico completamente indignada de ver meu povo não levando a sério esse problema e muitas vezes até fingindo que não existe. Será que ninguém percebe que quanto mais rápido o controlarmos mais rápido tudo voltará ao normal?

A solução, com base no que outros países passaram, é uma quarentena. Fechar as fronteiras, parar os trabalhos e escolas e fazer com que todos fiquem em suas próprias casas para que o COVID-19 não se espalhe ainda mais. Se isso fosse seguido corretamente, em cerca de três semanas tudo já poderia estar resolvido.

O Paraguai entendeu isso. Quando confirmaram oito casos, o país já estava literalmente fechado com direito a um toque de recolher pela noite e tendo prisões efetuadas de pessoas que não levaram a ordem a sério.

Parando tudo logo no princípio do caos é fácil controlá-lo e não deixar que ele cresça até acharem um meio de acabar com ele ou simplesmente deixar que ele passe fazendo tudo durar pouco tempo.

Meu precioso Brasil, cerca de 20 vezes maior territorialmente que o Paraguai, não pensou o mesmo.

Acho claro que um dos piores problemas do brasileiro é justamente a mania que ele tem de postergar os problemas até que os tais se tornem tão grandes que o pânico acaba sendo algo costumeiro e inevitável. Desde fazer um trabalho de escola na última hora para entregar até controlar uma pandemia que chega ao país, esse jeito brasileiro parece uma marca registrada.

E então é nesse ponto que chegamos à minha fatídica encruzilhada.

Até onde foi responsabilidade minha? Até onde devo me importar com o que está acontecendo ao meu redor se não me atinge diretamente?

Querendo ou não, descobri que as respostas para cada uma dessas perguntas na verdade são: tudo ou nada.

Não existe meio termo para a empatia. Não existe meio termo para a falta de responsabilidade perante o reflexo das próprias atitudes perante os outros. Ou pelo menos não deveria existir.

Em tempos de coronavírus, eu decidi me questionar e refletir sobre onde estamos e onde eu sonho que um dia cheguemos.

É a coisa mais utópica que já pensei em expor, mas um dos meus maiores sonhos é ver se concretizar a parte do hino nacional brasileiro que diz: “Brasil, de amor eterno seja símbolo (…) mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta e nem teme, quem te adora, a própria morte”. Neste simples trecho Joaquim Duque enfatiza um amor tão grande pelo Brasil que se alguma ‘arma’ se levantar contra a justiça nenhum brasileiro fugiria da luta ao ponto de até morrer pela pátria e, portanto, a justiça para ela.

Li recentemente que “para nossos avós pediram para irem à guerra, para nós pedem que fiquemos em casa e nem isso conseguimos fazer”. Essa reflexão pousou em mim e às vezes me pego pensando sobre essa questão me levando a questionar se essa falta de responsabilidade para com o próximo não seria a verdadeira injustiça que sofremos e propagamos.

Não irei me importar com minha responsabilidade perante os problemas que meu país enfrenta se eu não tiver empatia. Não irei ver o problema do outro e me importar sem a empatia. Somente irei procurar usar todas as minhas forças para ajudar quem precisa se eu tiver empatia.

No fim, o único método de prevenção que o brasileiro precisa em tempos como o que estamos enfrentando é a empatia e, francamente, não me admiro que estamos falhando tanto por isso.

Pensamos em nossos problemas financeiros e que precisamos ganhar nosso dinheiro para nos sustentar mais do que pensamos que isso pode custar uma vida. Por isso temos tantos casos de roubo, roubo com ameaça de morte e latrocínio. Pensamos tanto no que sentimos e no quanto precisamos de algo sem ligar nem para a vontade do outro que é por isso que existem tantos casos de relacionamentos abusivos e feminicídios. Internalizamos tanto nossos próprios

pensamentos e vontades que é por isso que existem tantas brigas por questões como a sexualidade de alguém que simboliza simplesmente uma ideia contraria a nossa.

O brasileiro é um povo egoísta que apesar de sofrido, explorado e marginalizado não aprendeu nada com os erros dos outros e, pelo que vejo, nem com os próprios. Visamos tanto nossos lucros e nossas preferências que fazemos de tudo para impor o que achamos certo sem dar o direito de fala civilizada para o outro lado do debate.

Felizmente, ainda existem aqueles que buscam o diálogo sensato. Existem pessoas que independente de crenças buscam entender o outro lado e fazer com que ele o entenda sem que ele se sinta desrespeitado. São essas pessoas que me fazem olhar com amor por esse país e pensar que ainda vale a pena lutar por ele.

Neste momento devemos ser como essas pessoas. Devemos levar calma e diálogo, mas também levar consciência. Essa pandemia serviu para mostrar, outra vez, o que existe de pior em muitas pessoas através de atitudes como aumentar o preço de mercadorias para lucrar, mas também que ainda existe uma saída.

Ficar em casa o máximo que conseguir apesar das dificuldades financeiras ou quaisquer outros problemas é mais do que apenas uma forma de proteção, é uma forma de empatia.

Defendo ferozmente que cestas básicas deveriam ser distribuídas para as famílias mais afetadas com o dinheiro dos impostos que elas também pagam assim como defendo que a paralisação geral de absolutamente tudo (como em países que congelaram até as dívidas que pessoas tinham com os bancos) com esse tipo de ajuda solidária do governo seria a melhor solução para passar por essa doença de uma forma mais “leve” e que poderia fazer com que ela fosse controlada.

Apesar de ser apenas um sonho possivelmente distante, ainda consigo ver uma forma de transformar toda a catástrofe e pânico numa narrativa bela com uma união de brasileiros em busca da justiça pela pátria como o trecho do hino nacional já citado. Deixar o medo de confiar no próximo para se colocar no lugar dele sem pedir em troca nem a mesma atitude dele é a atitude mais digna e corajosa que esse período pede, pois se o máximo de pessoas fizesse isso nossa realidade com certeza seria outra.

Se essa visão de empatia e cuidado para com o próximo pudesse ser contaminada mais do que o COVID-19 algo de belo estaria surgindo desta situação. É com esse princípio que os “patrões” poderiam olhar com a consideração devida e, quem sabe, até ajudar aqueles que realmente precisam de ajuda financeira principalmente nesse trágico momento.

Enquanto esse momento não chega, fica expresso apenas meu desejo inocente de ver a essência do meu poema nacional favorito se concretizando, mostrando que mesmo abordando um tema tão difícil e triste ainda é possível descrevê-lo de forma poética e bela.

Letícia S. Dias – Acadêmica de Direito na FIP Magsul.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre testa positivo para coronavírus

(foto: Marcos Brandao/Senado Federal)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), testou positivo para infecção por coronavírus nesta quarta-feira (18/3). A assessoria do senador confirmou a informação, e disse que ele passa bem.

O parlamentar havia feito o exame na terça-feira (17/3) e o resultado tinha sido negativo. No entanto, o exame de contraprova acusou a presença do vírus que causa a Covid-19. “Davi Alcolumbre, no entanto, está bem, sem sintomas severos, salvo alguma indisposição, e segue em isolamento domiciliar, conforme determina o protocolo de conduta do Ministério da Saúde e a OMS”, informou a equipe de Alcolumbre.

Na segunda-feira (16/3), o presidente do Senado se reuniu com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; o ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta; demais ministros do Supremo e outras autoridades. 

Correio Braziliense*

Número de mortes por coronavírus sobe para três no País

Com duas mortes por coronavírus confirmadas nesta quarta-feira, pela operadora de saúde Prevent Senior, subiu para três o número óbitos no País por conta da doença. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

De acordo com o Uol Notícias, as vítimas têm 65 e 80 anos de idade e estavam internados no Hospital Santa Maggiore desde o dia 15 de março. Em Mato Grosso do Sul, foram confirmados, até ontem, seis casos de covid-19.

Ontem o hospital confirmou a primeira morte pela doença no Brasil. A vítima foi um idoso de 62 anos.

Pela manhã, a operadora tinha descartados outras duas mortes registradas no hospital por contaminação com o vírus. Ao menos uma morte ainda estaria passando por exames. Oito colaboradores da unidade estão com coronavírus

De acordo com o último informe do Ministério da Saúde, o país possui 291 casos da covid-19. Desses, 164 estão no estado de São Paulo.

No Estado, as seis pessoas com coronavírus são de Campo Grande. Três mulheres, de 31, 66 e 46 anos, e três homens de 23, 37 e 29. – CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS