O Ministério dos Povos Indígenas e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) acionaram a Polícia Federal e acompanham denúncias de ataques e ameaças contra comunidades Guarani Kaiowá em Mato Grosso do Sul, segundo informações divulgadas pela Arena de Notícias nesta sexta-feira (30).
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) afirma ter reunido mais de 30 relatos de violência no estado relacionados ao processo eleitoral. As ocorrências incluem ameaças, agressões e atropelamentos. Os relatos estão sendo apurados pelas autoridades e não significam que todos os casos já tenham sido confirmados.
Incêndio em Tacuru e ameaças
Entre os episódios relatados está o incêndio da casa de Ñandesy Roberta, rezadeira de 90 anos, na aldeia Jaguapiré, em Tacuru, na quinta-feira (29). A Apib afirma que o fogo foi criminoso e destruiu também objetos sagrados utilizados em rituais Kaiowá e Guarani. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias.
A reportagem também relata a circulação de áudios com ameaças em Tacuru. De acordo com o portal, a prefeitura informou que o autor de uma das mensagens é servidor municipal, afastado temporariamente enquanto responde a procedimento administrativo. O Ministério Público Federal (MPF) solicitou informações ao município e recomendou medidas administrativas.
MPF diferencia denúncias já apuradas
O MPF informou ter aberto procedimentos para analisar as denúncias encaminhadas pela Apib. Em Naviraí, porém, o órgão concluiu que acusações de homicídios motivados por conflito político eram boatos e que imagens foram associadas falsamente a um suposto ataque. O esclarecimento reforça que cada relato precisa ser verificado individualmente.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, anunciou a criação de uma força-tarefa para receber denúncias. A Funai e os demais órgãos envolvidos acompanham os casos e a apuração policial.
Com informações da Arena de Notícias.














