Os gabinetes dos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmaram nesta segunda-feira (14) o recebimento da íntegra do material extraído pela Polícia Federal (PF) do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
A remessa ocorreu após os ministros solicitarem formalmente à Polícia Federal acesso aos dados. O conteúdo está relacionado às investigações derivadas da Operação Compliance Zero e deverá ser analisado antes de uma sessão do plenário do Supremo marcada para esta terça-feira (15).
Ministros pediram acesso integral
Gilmar Mendes e Cristiano Zanin defenderam que os integrantes da Corte tenham acesso ao conjunto completo das informações extraídas do aparelho, e não somente aos trechos selecionados nos relatórios produzidos durante a investigação.
Alexandre de Moraes também havia solicitado ao presidente do STF, Edson Fachin, que o espelhamento do celular fosse disponibilizado aos ministros que participarão do julgamento.
O ministro André Mendonça, relator de parte das investigações relacionadas ao Banco Master, sustentou anteriormente que a disponibilização integral poderia colocar em risco apurações ainda em andamento. Mendonça afirmou também que dispõe do mesmo conjunto de elementos formalmente incorporados ao processo e acessíveis aos demais ministros.
Material permanece sob custódia da PF
A Polícia Federal informou ao STF que o material original extraído do aparelho permanece sob custódia da corporação, com mecanismos destinados à preservação da integridade dos dados. A instituição declarou ter condições técnicas de produzir cópias idênticas para os gabinetes, observadas as determinações judiciais e as cautelas de sigilo.
Julgamento está marcado para terça-feira
O plenário do STF deverá analisar nesta terça-feira (15) questões relacionadas a um relatório da Polícia Federal que cita supostas comunicações entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.
Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, o relatório aponta que Vorcaro teria enviado 52 mensagens a Moraes entre 2023 e novembro de 2025. Moraes nega ter mantido contato com o ex-banqueiro. A Polícia Federal informou que eventuais respostas do interlocutor não puderam ser recuperadas.
Entre os pontos que deverão ser analisados está um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório. A PGR questiona a forma como a apuração avançou envolvendo um integrante do próprio Supremo.
O plenário também deverá decidir se autoriza ou não a abertura de investigação sobre as supostas relações apontadas no material. Até o momento, o STF não detalhou publicamente todo o rito que será adotado na sessão.
Redação Brasiguaio News
Com informações da Agência Brasil.













