Um vídeo publicado nas redes sociais pelo vereador Marcelino Nunes (PP), de Ponta Porã (MS), voltou a colocar em debate as políticas públicas voltadas à população em situação de rua e ao enfrentamento da dependência química. Na gravação, o parlamentar afirma que, na avaliação dele, “a única forma” de retirar das ruas pessoas em situação de vulnerabilidade que são usuárias de drogas seria por meio de internação involuntária, em clínica especializada, com encaminhamento voltado à reabilitação.

Segundo Marcelino, medidas que apenas retiram os usuários de determinados pontos e os transferem para outras regiões não resolvem o problema. “Não adianta você fazer o sistema migratório. Você tira da frente ali da Avenida Brasil, leva lá para a próxima ferroviária, aí tira da ferroviária e leva para outro lugar”, afirma no vídeo.

O vereador sustenta que o “lugar correto” seria a internação involuntária, “determinada pela Justiça”, e reconhece que a medida envolve custos. Para ele, o financiamento não deveria ser arcado somente pelo município, mas também pelo Estado e pelo Governo Federal. No entendimento apresentado na gravação, como a questão envolve drogas, haveria maior responsabilidade da União no tema, incluindo recursos para custear internações.

A discussão sobre internação involuntária é considerada sensível e, além de mobilizar a opinião pública, envolve aspectos legais e de saúde pública. Especialistas da área costumam destacar a necessidade de critérios técnicos, avaliação médica e acompanhamento contínuo, além de integração entre saúde, assistência social e rede de acolhimento, para que qualquer medida tenha efetividade e respeite garantias legais.

Crédito: Reprodução/Facebook

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