MS “consumia” e era rota do tráfico de pistola, fuzis e munições pelos Correios

Mato Grosso do Sul funcionava como “núcleo acessório”, sendo cliente e transportador no esquema da quadrilha de tráfico internacional de armas que conseguiu enviar, pelo menos, 300 armas, sem registro ou autorização de uso, entre pistolas e fuzis. O transporte irregular era feito, pelo menos, desde 2016, com movimentação de R$ 2 milhões.

As ações da quadrilha eram investigadas desde o 1º semestre de 2018, desencadeadas hoje na Operação Gun Express, comandada pela PF (Polícia Federal) do Paraná. Foram expedidos 62 mandados de busca e apreensão de 10 de prisão em nove estados (PR, BA, RN, SP, PB, SE, SC, MG e MS).

Em Mato Grosso do Sul, o alvo da ação policial foi em Paranhos, município distante 469 quilômetros de Campo Grande, situado na região da fronteira brasileira com o Paraguai. A PF não informou quantos e quais mandados foram cumpridos no Estado.

O esquema foi detalhado em coletiva da PF/PR. Na operação hoje, não foram apreendidas armas, mas dinheiro, veículos, documentos, celulares e computadores.

O delegado Rodrigo Martins Moraes Silva disse que as investigações começaram há dois anos, a partir de apreensões similares feitas nos Correios: armas, acessórios e munições traficadas dentro de equipamentos de luta, o que indicava ser do mesmo bando criminoso.

A quadrilha era comandada a partir do Paraná, Rio Grande do Norte e da Bahia, os estados classificados como núcleo central, responsáveis pela associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas, acessórios e munições.

Delegados da Polícia Federal do PR, em coletiva esta manhã (Foto/Divulgação)

Delegados da Polícia Federal do PR, em coletiva esta manhã (Foto/Divulgação)

As armas eram enviadas para investigados dos outros seis estados, que também participavam do esquema na função de transportadora para compradores. O pagamento era feito por meio de empresas do RN e da BA, que faziam a transferência para Foz do Iguaçu (PR). Em uma empresa, com renda de R$ 10 mil/mês foi identificava movimentação, de saída e entrada de recursos no valor de R$ 5 milhões.

Quando os pagamentos eram feitos, os criminosos iam ao Paraguai para a compra das armas.
Encomendas – as armas eram encaminhadas pela via postal, dentro de equipamentos de luta, como luvas, aparadores de chute e caneleiras, muito usadas no boxe no muay thai.

CGNEWS

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