Vacinas AstraZeneca e Pfizer têm efetividade confirmada na redução de hospitalizações

Cientistas da Escócia e do Reino Unido divulgaram os resultados de um estudo realizado com 99% da população escocesa, que avaliou, pela primeira vez, a efetividade das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca – produzida no Brasil pela Fiocruz  – em relação às hospitalizações por Covid-19. As informações foram publicadas nesta quarta-feira (12) pela Fundação Oswaldo Cruz.

A análise indicou que, para ambas as vacinas, a aplicação de uma única dose resultou na redução substancial do risco de hospitalização. O estudo também foi divulgado no site da revista The Lancet e teve participação da Universidade de Oxford, de Edinburgh, de St. Andrews, entre outras. 

O estudo associa a primeira dose da vacina da Pfizer com efeito de redução de 85% do número de hospitalizações, em um período de 28 a 34 dias após a vacinação. No mesmo intervalo de tempo, o efeito da vacina da AstraZeneca se relaciona à redução de 94% das hospitalizações. No período do estudo, cerca de 20% da população da Escócia havia recebido a primeira dose das vacinas. 

Após esta primeira aplicação, dos 8 mil casos de pessoas hospitalizadas, apenas 58 pessoas pertenciam ao grupo vacinado. 

Para Marco Aurélio Krieger, vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, o estudo se consolida como relevante por ser um dos primeiros a demonstrar a efetividade da vacina no mundo real. 

A vacina da AstraZeneca, por exemplo, já havia demonstrado alta efetividade nos estudos clínicos de Fase 3, com 76% de proteção contra a infecção sintomática na primeira dose, taxa mantida ao menos durante 3 meses, aumentando a 82% de proteção após a aplicação da segunda dose. 

Neste sentido, o estudo realizado na Escócia se soma aos estudos clínicos de Fase 3 a ser o primeiro no mundo real a reforçar uma maior confiança na imunização com apenas uma dose, a qual permite que se vacinem mais pessoas no primeiro momento.

Fonte: Rede TV

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