“Dureza” da profissão não foi suficiente e PM chorou ao ver mãe e filho assassinados


Acostumado a viver em uma da regiões considerada com uma das mais violentas do Brasil e “calejado” pelo tempo de serviço e pelas situações enfrentadas na rotina policial, um militar que foi que presenciou a cena de uma criança de sete anos morto de braços abertos em cima do corpo mãe assassinado pelo pai neste final de semana em Ponta Porã, não se conteve e chorou enquanto atendia a ocorrência.

Davi de apenas 7 anos, foi morto com dois tiros à queima roupa na barriga. Ele tentava proteger a mãe Aline que foi atingida por cinco disparos. Pela forma que a criança foi morta ela teria se colocado entre o pai e a mãe para protege-la dos tiros. Os disparos foram feitos com a arma encostada na barriga do menino que apresentava queimadura provocada pela pólvora.

Depois de cometer o crime o assassino ligou para um amigo e contou que tinha matado a esposa e o filho e que cometeria suicídio. (Ouça o áudio)
Maurilio Arcanjo de 62 anos, foi encontrado na varanda da casa em meio a uma poça de sangue com um ferimento a bala na cabeça. Ele foi socorrido pelo SAMU e levado para o Hospital Regional de Ponta Porã, aonde até a noite deste domingo continua em estado gravíssimo.
“Somos acostumados com cenas fortes de assassinatos e execuções, mas ver um filho de 7 anos pular na frente para proteger sua mãe e morrer em cima dela, comove qualquer pai de família”, disse o policial.

O crime chocou a população fronteiriça, principalmente do bairro Kamel Saad onde a família morava. O caso de feminicídio, homicídio e tentativa de suicídio está sendo investigado pelo 1º Distrito Policial de Ponta Porã.

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