
Sistema criado por pesquisadores organiza relatos de avistamentos, supostos encontros e interações com fenômenos extraterrestres
Poucos temas despertam tanta curiosidade quanto a possibilidade da existência de vida inteligente fora da Terra. Ao longo das últimas décadas, milhares de relatos envolvendo luzes misteriosas, objetos voadores não identificados e supostos encontros com seres extraterrestres foram registrados em diferentes partes do mundo.
Para ajudar a organizar e estudar esses casos, pesquisadores da Ufologia desenvolveram uma classificação conhecida como “Graus de Contato”, utilizada até hoje como referência para catalogar experiências relatadas por testemunhas.
A escala mais conhecida foi criada pelo astrônomo e ufólogo americano J. Allen Hynek, que atuou como consultor da Força Aérea dos Estados Unidos em investigações sobre objetos voadores não identificados. O sistema busca separar os relatos conforme o nível de interação entre a testemunha e o fenômeno observado.
Primeiro Grau: Avistamento
O chamado contato de primeiro grau ocorre quando uma pessoa observa um objeto, luz ou fenômeno incomum no céu sem qualquer interação direta.
São casos considerados apenas de observação visual, nos quais a testemunha relata ter visto algo que não conseguiu identificar, mas sem registro de evidências físicas ou contato com possíveis ocupantes.
Segundo Grau: Evidências Físicas
No segundo grau, além da observação do fenômeno, são relatados efeitos físicos associados ao evento.
Entre os registros mais comuns estão marcas deixadas no solo, alterações na vegetação, falhas em equipamentos eletrônicos, interferências em veículos e até reações físicas em pessoas ou animais.
Terceiro Grau: Contato com Seres
O terceiro grau ocorre quando a testemunha afirma ter visto entidades ou seres associados ao objeto observado.
Essa classificação ficou mundialmente conhecida após inspirar o clássico filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, lançado em 1977 e dirigido por Steven Spielberg.
Quarto Grau: Suposta Abdução
Um dos níveis mais polêmicos da Ufologia envolve relatos de pessoas que afirmam ter sido levadas para dentro de naves ou submetidas a procedimentos realizados por seres extraterrestres.
Apesar da popularidade dessas histórias, não existe comprovação científica que confirme a ocorrência de abduções alienígenas.
Quinto Grau: Comunicação
O quinto grau refere-se à tentativa de comunicação entre seres humanos e supostas inteligências extraterrestres.
Os relatos incluem troca de sinais luminosos, mensagens, sons, linguagem verbal ou outras formas de interação consciente.
Sexto Grau: Ferimentos ou Morte
Posteriormente, alguns pesquisadores ampliaram a classificação original para incluir casos em que o contato teria provocado ferimentos graves ou até a morte da testemunha.
No entanto, essa categoria não integra a escala original criada por Hynek e é considerada altamente controversa.
Sétimo Grau: Hibridização
Outra ampliação da escala envolve alegações de cruzamento genético entre humanos e extraterrestres, resultando na chamada hibridização.
Assim como os relatos de abdução, essa hipótese não possui evidências científicas reconhecidas pela comunidade acadêmica.
O que diz a ciência?
Embora existam milhares de relatos documentados em diversos países, a ciência ainda não encontrou provas conclusivas de que civilizações extraterrestres tenham visitado a Terra.
Grande parte dos casos inicialmente classificados como OVNIs acaba recebendo explicações ligadas a fenômenos atmosféricos, satélites, drones, aeronaves, balões ou erros de interpretação visual.
Nos últimos anos, porém, o assunto voltou a ganhar destaque após governos e forças militares divulgarem documentos e registros relacionados aos chamados Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAPs), aumentando o interesse público sobre o tema.
Independentemente das crenças pessoais, os Graus de Contato continuam sendo uma das classificações mais conhecidas da Ufologia mundial, servindo como ferramenta para pesquisadores e entusiastas na catalogação de relatos considerados inexplicáveis.