Imagem ilustrativa sobre candidata em concurso para delegada da Polícia Civil do Maranhão
Imagem ilustrativa sobre o concurso para delegada da Polícia Civil do Maranhão. Ilustração/IA – Brasiguaio News

Uma candidata que ficou na 2.018ª colocação na prova objetiva do concurso para delegada da Polícia Civil do Maranhão tomou posse no cargo após obter decisão favorável na Justiça. A nomeação de Ariana Sampaio Sousa, filha do subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos Francisco Barros Sousa e sobrinha do desembargador Raimundo Barros, é contestada pelo governo estadual.

O concurso foi realizado em 2017. Segundo informações divulgadas pelo UOL e confirmadas em registros judiciais, Ariana foi eliminada ainda na primeira fase porque não ficou dentro da cláusula de barreira que limitava a convocação para a prova discursiva. Ela apareceu na 2.018ª posição na prova objetiva, enquanto o edital previa a convocação dos 225 primeiros colocados da ampla concorrência para a etapa seguinte.

Posse ocorreu após decisão judicial

Ariana tomou posse como delegada em 12 de maio de 2025. A sentença que determinou sua nomeação foi proferida pelo juiz Osmar Gomes dos Santos, da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís.

A defesa sustentou que a candidata havia alcançado a pontuação mínima na prova objetiva e argumentou que a Lei Estadual nº 12.212/2024 permitiu flexibilizar a cláusula de barreira. Amparada por decisão judicial, Ariana também participou do Curso de Formação Profissional da Polícia Civil e foi aprovada.

Na sentença, o magistrado considerou que a aplicação da cláusula de barreira ao caso deveria ser afastada diante da legislação posterior e da aprovação da candidata no curso de formação.

Estado contesta nomeação

A Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão recorreu da decisão. O Estado argumenta que a legislação mencionada pela defesa alcançaria candidatos considerados aptos nas etapas previstas no concurso e sustenta que Ariana havia sido eliminada antes de realizar fases como prova discursiva, avaliação de títulos, exames médicos, teste de aptidão física, avaliação psicológica e investigação social e funcional.

A PGE também argumenta que a manutenção da decisão poderia abrir precedente para outros candidatos eliminados pelo mesmo critério buscarem judicialmente o prosseguimento no certame.

Caso ainda não teve decisão definitiva

O recurso do governo aguarda julgamento no Tribunal de Justiça do Maranhão. Portanto, a controvérsia sobre a validade da nomeação ainda não está definitivamente encerrada.

Atualmente, Ariana atua na Polícia Civil do Maranhão e estava lotada em Bacabal. Segundo a corporação, está em andamento processo de transferência da delegada para São Luís por questão familiar.

A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão informou que acompanha a repercussão do caso e que aguarda a apreciação definitiva do Poder Judiciário.

Redação Brasiguaio News
Com informações do UOL e de registros do Tribunal de Justiça do Maranhão.

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