Victor Almada, coordenador da campanha de Hélio Peluffo em Ponta Porã
Foto: Divulgação

Ponta Porã (MS) – O professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos, coordenador-geral em Ponta Porã da campanha de Hélio Peluffo (PP) a deputado estadual, procurou a Polícia Civil após receber mensagens, áudios e sucessivas ligações que interpretou como ameaças relacionadas à sua atuação política.

De acordo com informações do boletim de ocorrência divulgadas pelo Campo Grande News, os contatos partiram de um número com código internacional do Paraguai e teriam começado na sexta-feira (18), continuando durante o fim de semana.

Mensagens citavam atuação política

Segundo o relato registrado na delegacia, o interlocutor teria orientado Almada a “pegar leve na política” e feito referências a possíveis represálias. Também foram relatadas tentativas repetidas de ligação, além do envio de textos e áudios pelo WhatsApp.

Almada afirmou à polícia acreditar que os contatos possam ter relação com o trabalho que desenvolve na campanha eleitoral. Até o momento, porém, não há identificação pública do responsável pelas mensagens e o coordenador disse não ter elementos para afirmar se o autor integra alguma organização criminosa.

Material foi entregue à Polícia Civil

O coordenador entregou à Polícia Civil capturas de tela das conversas, registros das ligações e arquivos de áudio. O material deverá ser analisado para tentar identificar o usuário da linha telefônica, esclarecer a motivação dos contatos e verificar se houve participação de outras pessoas.

A ocorrência foi registrada inicialmente como possível crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal. A classificação poderá ser alterada conforme o avanço das investigações.

Conforme o relato, Almada também mencionou um episódio de intimidação ocorrido em uma campanha eleitoral anterior, circunstância que o levou a procurar as autoridades diante das novas mensagens. Ele declarou temer pela própria segurança e pela integridade de familiares.

Com informações do Campo Grande News e do registro policial citado pela publicação.

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