Manifestantes em Assunção durante a crise política e bancária no Paraguai

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (5), em meio à crise política provocada pelo colapso do Ueno Bank. A renúncia foi anunciada em uma mensagem gravada. Segundo a Reuters, Peña afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas.

A saída ocorreu enquanto o Congresso paraguaio discutia um pedido de impeachment contra o presidente. A crise bancária deixou milhões de clientes sem acesso imediato às contas e provocou protestos e cobranças por responsabilização. O ABC Color noticiou a renúncia de Peña, e a Reuters também confirmou a saída.

Crise do Ueno Bank aumentou pressão sobre o governo

O Banco Central do Paraguai iniciou um procedimento de resolução do Ueno Bank após identificar problemas graves de solvência. A instituição tinha cerca de 2,9 milhões de clientes. A crise passou do setor financeiro para o centro do debate político, com pedidos de impeachment, manifestações e questionamentos sobre a relação de Peña com o grupo empresarial ligado ao banco.

Antes da confirmação da renúncia, o presidente enfrentava cobranças de parlamentares e de entidades empresariais para deixar o cargo. O chefe do Banco Central, Carlos Carvallo, já havia renunciado em 3 de novembro, a pedido de Peña. A saída de Carvallo e a renúncia posterior do presidente são episódios distintos da crise.

Na noite de quarta-feira (4), a Presidência paraguaia havia negado rumores sobre uma possível renúncia e informado que Peña permanecia no exercício das funções. A decisão foi anunciada no dia seguinte, em meio ao avanço da crise e à discussão do processo político no Congresso.

Fontes: ABC Color; Reuters; ABC Color — comunicado anterior da Presidência.

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