BRASIL – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a defender o fim das plataformas de apostas online no país. Durante um ato de campanha realizado na noite desta quinta-feira (24), em Maceió (AL), Lula afirmou que pretende adotar medidas para encerrar a atuação das chamadas bets no Brasil.
Ao abordar o tema, o presidente relacionou a expansão das apostas digitais ao endividamento e aos problemas de saúde associados ao jogo compulsivo. “Vou acabar com as bets antes de elas acabarem com o Brasil”, declarou durante o discurso.
Governo prepara novas medidas
Reportagens publicadas nesta semana indicam que o governo federal prepara um novo pacote de medidas para restringir o setor de apostas online. Entre as possibilidades em discussão está uma Medida Provisória para impedir a operação de cassinos online e apostas de quota fixa pela internet.
Até a publicação desta matéria, a eventual proibição ainda dependia de formalização pelo governo. Atualmente, as empresas autorizadas a operar apostas de quota fixa no país estão submetidas às regras e à fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Nos últimos meses, o governo também ampliou medidas de combate a plataformas irregulares e criou mecanismos de proteção aos apostadores, incluindo a possibilidade de autoexclusão das plataformas autorizadas.
Lula cita impacto sobre famílias
No discurso em Maceió, Lula afirmou que o acesso às apostas pelo celular ampliou a exposição de famílias aos jogos. O presidente também mencionou a ludopatia, termo usado para o transtorno relacionado ao comportamento persistente e compulsivo de apostar.
O tema ganhou espaço na reta final da campanha eleitoral de 2026. Lula já havia manifestado, em declarações anteriores, posição favorável a restrições mais severas ao setor.
Clubes de futebol manifestam preocupação
A possibilidade de uma proibição também provocou reação no futebol brasileiro. Clubes que recebem patrocínios de empresas de apostas argumentam que uma interrupção dos contratos teria impacto relevante sobre suas receitas.
Lula contestou esse argumento e disse que o futebol brasileiro existia e conquistava títulos antes da expansão das casas de apostas. O debate envolve, de um lado, preocupações com saúde pública, endividamento e proteção ao consumidor e, de outro, os efeitos econômicos que uma eventual proibição poderia provocar em clubes, empresas e contratos atualmente vigentes.
Redação Brasiguaio News












