A Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou, por 78 votos, a acusação que dá andamento ao impeachment do presidente Santiago Peña. A decisão foi tomada na quinta-feira (5), em meio à crise envolvendo o Ueno Bank. O processo, porém, ainda depende do julgamento do Senado, responsável por decidir se há culpabilidade e se Peña deve ser afastado.
A votação unânime na Câmara encaminhou o caso à etapa de julgamento político. No Paraguai, cabe ao Senado analisar as acusações e decidir sobre a destituição. Para aprová-la, são necessários ao menos 30 votos entre os 45 senadores.
Senado rejeitou pedido de mais prazo
Nesta sexta-feira (6), o Senado rejeitou, por 39 votos a 3, o pedido de Peña para ter mais 72 horas para preparar sua defesa. A sessão prosseguiu com a participação de advogados do presidente. Os senadores também aprovaram, por 41 votos, a inclusão das provas apresentadas pela acusação.
Após a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa, o Senado deve deliberar e votar a decisão final. Até a última atualização consultada para esta reportagem, o resultado do julgamento ainda não havia sido anunciado.
Crise do Ueno Bank está no centro do processo
O impeachment ocorre após a intervenção do Banco Central paraguaio no Ueno Bank, que provocou restrições de acesso a contas e recursos de clientes. Parlamentares apontam possíveis conflitos de interesse e questionam a atuação do governo diante da crise. As acusações ainda estão sob análise no processo político e não representam, por si só, uma conclusão de responsabilidade.
A defesa de Peña contesta a validade do julgamento e nega que as acusações comprovem interferência ou benefício indevido. Os advogados também sustentam que a renúncia anunciada pelo presidente deveria encerrar o processo. O Congresso ainda não havia concluído a análise formal desse pedido nas informações consultadas.
Entenda: a aprovação da acusação pela Câmara inicia o julgamento político; a decisão definitiva sobre a destituição cabe ao Senado.
Com informações do G1, da Câmara dos Deputados e do Senado do Paraguai, além de Reuters e UOL.












