Possibilidade de indulto ou anistia integra articulação para a disputa pelo comando do Senado em 2027, segundo reportagem.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avalia defender um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ampliar o apoio da direita à sua reeleição em 2027. A informação, atribuída a aliados do senador, foi publicada pelo Diário de S. Paulo nesta quarta-feira (28), em linha com reportagem da Folha de S.Paulo.
A negociação também buscaria diminuir a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de uma articulação relatada por interlocutores, sem acordo anunciado.
Indulto seria discutido com Lula
Segundo os relatos, Alcolumbre pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre um possível indulto humanitário. A pauta ainda não havia sido discutida diretamente entre os dois, conforme a reportagem.
Caso esse caminho não avance, a alternativa considerada seria trabalhar por uma anistia no Congresso. O indulto é uma atribuição presidencial; a anistia depende de lei.
Disputa envolve Tereza Cristina
A movimentação ocorre no contexto da eleição para a presidência do Senado. Entre os nomes da oposição citados nas reportagens estão Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora de Mato Grosso do Sul Tereza Cristina (PP-MS).
Aliados também discutem limitar eventual perdão à esfera penal, sem restabelecer a elegibilidade de Bolsonaro. Nenhum benefício foi concedido como resultado dessa articulação nas informações consultadas.
Com informações do Diário de S. Paulo e da Folha de S.Paulo.













