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Traficante que levaria drogas para São Paulo é preso pela GCMFRON

Domingo 17/07/2022, por volta das 11h55min uma guarnição de serviço da GCMFron fazia abordagens de rotina no terminal rodoviário, onde em um ônibus da Viação Motta que partiria de Ponta Porã-MS com destino a São Paulo-SP, durante uma revista em malas que já se encontravam na plataforma de embarque foi constatado que em uma delas havia um fundo falso, contendo pacotes de substância análoga a entorpecente. Foi verificado no ticket das malas que o proprietário ocupava a poltrona de no 58. Diante dos fatos, o autor A.A.C.C. (49) informou em primeiro momento que somente em uma das malas havia entorpecentes, no entanto, ao fazer uma revista minuciosa na outra mala foi encontrada.

Uma certa quantidade de entorpecente, totalizando sete (07) pacotes de substância análoga a haxixe pesando 2,250 kg, cinco (05) pacotes de substância análoga a maconha, pesando 3,200 Kg e quatro (04) pacotes aparentando ser pasta base de cocaína pesando três quilos e cem gramas (3,100 kg). Diante dos fatos, o autor foi preso e confessou que pegou a droga em Ponta Porã-MS com um desconhecido e que iria traficar os entorpecentes até a capital São Paulo-SP. O autor juntamente com os entorpecentes foram conduzidos para a Delegacia de Policia Federal em Ponta Porã-MS, para os procedimentos cabíveis. A ocorrência aconteceu em Ponta Porã-MS. Cidade situada a 320 km da capital Campo Grande.

Almir Sater ‘tira onda’ com o frio  e público se emociona em Ponta Porã

Frio não desanimou os fãs que se emocionaram com o repertório do violeiro e astro de Pantanal.

Por: Wagner Júnior ®

A “chalana” do violeiro, cantor, ator e instrumentista Almir Sater, desembarcou em Ponta Porã na noite do último sábado (16), no União Tênis Clube, iniciando as comemorações dos 110 anos da cidade. Em uma noite fria, o astro da novela Pantanal da Rede Globo,  aqueceu os corações dos fãs fronteiriços com um repertório especial que viaja no tempo com canções que ultrapassam gerações.

Para Almir Sater voltar a Ponta Porã é motivo de alegria. Guardando lembranças do clima típico da região, ele contou aos fãs que “O frio e a serração  de Ponta Porã é muito linda, mas de casaco… me recordo de muitas lembranças de quando eu era menino e vinha  muito para essa região!” enfatizou.

O show que aconteceria no Parque dos Ervais, precisou ser transferido para o União Tênis Clube, devido as condições climáticas. O frio intenso não desanimou os pontaporanenses e turistas que vieram de longe prestigiar o violeiro. Edna Bernardes, autônoma de 38 anos, veio acompanhada da filha Evelyn de 23, para ela “Estar no show do Almir Sater, é a realização de um sonho…uma oportunidade única de curtir um som que passa de geração para geração!”. afirmou.

Realizada pelo Governo Municipal, a programação do aniversário de Ponta Porã é totalmente gratuita, tendo ainda a dupla sertaneja Patrícia e Adriana neste sábado, às 19h e na segunda-feira, o trio regional Hermanos Irmãos. Ambos shows, serão realizados no União Tênis Clube. 

Drogas apreendidas em entreposto totalizaram mais de 2.150 quilos em Dourados

As drogas apreendidas na tarde desta sexta-feira, dia 15 de julho, em um entreposto na região de Dourados, pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) totalizaram 2.157 quilos, sendo 2.048.700 de maconha e 108.300 de cocaína.

A ação teve início quando a equipe da PRF realizava fiscalização na manhã de hoje, na rodovia MS-286, próximo ao município de Deodápolis, quando abordou caminhão VW 7100, com placas de Rondonópolis, no Mato Grosso. 

O motorista de 42 anos, morador em Dourados, entrou em contradição nas respostas do questionamento, levantando suspeita dos policiais. Em vistoria no veículo, os agentes encontraram vários tabletes da cocaína. 

Logo em seguida, a PRF realizou nova abordagem, desta vez a uma caminhonete Hyundai Tucson, dirigida por um homem de 50 anos, que fazia o papel de ‘batedor’ do caminhão. 

Douradosnews

Líder deposto do Sri Lanka diz que tomou medidas contra crise

O presidente deposto do Sri Lanka, que fugiu para o exterior nesta semana para escapar de um levante popular contra seu governo, disse que tomou “todas as medidas possíveis” para evitar a crise econômica que assola o país.Líder deposto do Sri Lanka diz que tomou medidas contra criseLíder deposto do Sri Lanka diz que tomou medidas contra crise 1

A renúncia de Gotabaya Rajapaksa foi aceita pelo parlamento na sexta-feira. Ele voou para as Maldivas e depois para Cingapura após centenas de milhares de manifestantes contra o governo saírem às ruas de Colombo, há uma semana, e ocuparem residência e gabinete oficiais.

O parlamento do Sri Lanka se reuniu neste sábado para iniciar o processo de eleição de um novo presidente, e um carregamento de combustível chegou para fornecer algum alívio à nação atingida pela crise.

O secretário-geral do parlamento, Dhammika Dasanayake, leu formalmente a carta de renúncia de Rajapaksa, cujo conteúdo não havia sido divulgado anteriormente. 

Na carta, Rajapaksa diz que a crise financeira no Sri Lanka está enraizada em anos de má gestão econômica que antecederam sua presidência e na pandemia de covid-19, que reduziu drasticamente a chegada de turistas e trabalhadores estrangeiros no país.

O parlamento se reunirá na próxima terça-feira para aceitar as indicações ao cargo de presidente. A votação para decidir o líder do país ocorrerá na quarta-feira. 

agenciabrasil.ebc.com.br

Queimada criminosa: Bombeiros de Ponta Porã são acionados com urgência por que desconhecidos colocam fogo e matagal em frente ao Hospital Regional de Ponta Porã

Moradores do bairro Reno próximo ao Hospital Regional de Ponta Porã, acionaram o Corpo de Bombeiros depois de ter suas residências e até mesmo o hospital Regional da cidade ser tomado por uma intensa fumaça.

O fato ocorreu nesta manhã por voltas das 19h30min na rua Jorge Roberto Salomão na área pertencente a uma emissora de rádio, e também o local onde esta instalada uma antena retransmissora de TV, graças a atuação rápida dos bombeiros foi evitados danos e também que a fumaça tomasse conta dos leitos do hospital, até o momento não tem a identificação de quem colocou fogo no matagal.

PONTA PORÃ 110 ANOS DEIXANDO SUA MARCA NA CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIOGRAFIA NACIONAL. TERRITÓRIO FEDERAL UM LEGADO PARA REGIÃO DE FRONTEIRA

“Resgatar a memória cultural de uma região é a maneira mais respeitosa de reverenciar a história do seu povo”. Prof. Me. Yhulds Bueno

RESUMO:

Castelinho construído na em e meados da década de 1920 pela companhia ervateira Matte Laranjeira leia-se (Mendes e Cia) e doado ao Governo do Estado de Mato Grosso neste período histórico. Entre 1926 e 1929, a Cia, por várias vezes, emprestou dinheiro para o Governo de Mato Grosso e assumiu o compromisso de construir vários prédios públicos, conseguindo desta forma a renovação das concessões para exploração de erva mate entre outros produtos. O castelinho foi utilizado corpo da Guarda Estadual, pelo Governo do Território Federal, cadeia (presídio), unidade escolar do Ginásio São Francisco de Assis, por anos foi utilizado pelo polícia Militar do Estado como sede administrativa da corporação e alojamento, a administração pública municipal também fez uso do castelinho, que após anos foi desativado e por décadas sofreu com as marcas do tempo. Atualmente sua historiografia ressurge no cenário regional, por meio de tombamento público, o mesmo através das ações da comunidade e políticos administravas será restaurado.

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Arquivo domínio público: Construção do Castelinho década de 1920. Imagem créditos de Albert Baud

INTRODUÇÃO:

Antes de começar a compreender o papel de Ponta Porã como Território Federal no período Vargas, será realizada uma analise utilizando publicações que tratam sobre o tema de estudo, pontuando os fatos históricos que ocorreram, marcando a fronteira nos anais da história a nível nacional, em meios a interesses políticos e conflitos de poderes Ponta Porã ganhou o status de capital. Será feito uma prévia cronologia na linha do tempo até o envolvimento final de Ponta Porã nesse capítulo da história do Brasil.

Desde quando foi proclamada a república no final do século XIX até o ano de 1930 vigorava no Brasil a então república velha que ficou conhecida pela oligarquia cafeeira por sua aliança entre São Paulo e Minas Gerais a política do “café com Leite”, onde a elite cafeeira através de sua potência econômica e influência sócia política revezava se na presidência do Brasil. Essa forma de centralização de poder que se deu por fatos da economia ser dependente do café, dando aos cafeeiros, poder de decisão, essa republica foi marcada por ações como a reurbanização e saneamento do Rio de Janeiro então capital federal do Brasil, as imigrações de europeus, e japoneses por construções de estradas férreas, usinas hidrelétricas e redes telegráficas como também por revoltas e greves operárias.

Em 1931, Getúlio Vargas derruba a Constituição brasileira, reunindo enormes poderes no Brasil. No dia 9 de Julho 1932 a revolução explode pelo estado São Paulo, os paulistas contavam com apoio de tropas de diversos estados, como Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, mas Getúlio Vargas se articulou rapidamente e conseguiu reter esta aliança, isolando São Paulo. Sem qualquer apoio, os flancos paulistas ficaram vulneráveis, e o plano de rápida conquista do Rio de Janeiro transformou-se em uma tentativa desesperada de defender o território estadual. Sem saída, o estado se rende em 28 de setembro, mesmo com a vitória militar, Getúlio Vargas atende alguns pedidos dos republicanos e aprova a Constituição de 1934. Getúlio Vargas convoca a Assembleia em 1933, que, em 16 de Julho de 1934, promulga a nova Constituição, trazendo novidades como o voto secreto, o ensino primário obrigatório, o voto feminino e diversas leis trabalhistas, marcou seu governo neste período histórico.

A nova constituição estabeleceu que, após sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito de forma indireta pelos membros da Assembleia Constituinte. Getúlio Vargas saiu vitorioso, por situações políticas e temeroso de sofrer um golpe interno em seu governo, em 1937, Getúlio Vargas derruba a Constituição 1934 e declara o Estado Novo. A constituição de 1937, que criou o “Estado Novo” getulista, tinha caráter centralizador e autoritário.

Com a criação da política do Estado Novo o mesmo suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores assim evitariam transtornos e manteriam sempre o seu poder de decisão em seus municípios, e os governadores, esses por sua vez, eram nomeados pelo presidente. Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o “Pai dos Pobres” e o “Salvador da Pátria”, como também vetar qualquer propaganda a ser vinculada contra o presidente.

CRIAÇÃO DO TERRITÓRIO FEDERAL.

Agora é Federal segundo fontes historiográficas já publicadas esta era a palavra que ecoava na região de fronteira, imagine a euforia e todo o entusiasmo que precedeu a indicação do município fronteiriço de Ponta Porã conhecido como a “Princesinha dos Ervais”, pois seria criado o Território de Ponta Porã, um território federal brasileiro, em 13 de setembro de 1943, conforme o Decreto-lei n.° 5 812, do governo de Getúlio Vargas. Isso se deu basicamente com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial o governo então decide desmembrar seis territórios estratégicos de fronteira, segundo levantamentos realizados por órgãos de inteligência internos do país para administrá-los diretamente, de maneira a melhorar e proteger a faixa de fronteira evitando eventuais ataques e invasões foram criadas: os territórios do: Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã, Iguaçu e o arquipélago de Fernando de Noronha.

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Arquivo Nacional: Cópia do Decreto de 1943 de criação do Território Federal

O Decreto-lei n.° 5 812, que criou o Território Federal de Ponta Porã, estabeleceu que o mesmo fosse formado pelo município de Ponta Porã (onde foi instalada a capital) e mais seis outros sendo eles: Porto Murtinho, Bela Vista, Dourados, Miranda, Nioaque e Maracaju. Com articulações políticas a capital foi transferida para Maracaju em 31 de maio de 1944 (Decreto-lei n.° 6 550), e novamente voltando a Ponta Porã em virtude de Decreto de17 de junho de 1946, nesse período articulações e interesses políticos fizeram com que prevalece se a força da fronteira.

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Arquivo Nacional: Cópia do documento decreto de 1944 que estabelece os limites do Território Federal de Ponta Porã.

PRÉDIO DO CASTELINHO PARA USO DA DIVISÃO DE SEGURANÇA DO TERRITÓRIO.

O Prédio do Castelinho foi utilizado durante o Governo de Getúlio Vargas para uso da Guarda Territorial que se instalou em Ponta Porã no período historiográfico de 1943 – 1946, durante três anos. O Território de Ponta Porã foi constituído por sete municípios que foram desmembrados do sul do antigo estado de Mato Grosso, a composição regional do território ficou estabelecida por: Bela Vista, Dourados, Maracaju, Miranda, Nioaque, Ponta Porã sendo esta a capital e Porto Murtinho.

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Arquivo: Planta da composição cadastral do Território de Ponta Porã, Imagens década de 40. Fonte: Relatório sobre o Território Extinto por José Alves de Albuquerque (1944 – 1945 – 1946
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Arquivo: Castelinho em fase de Ampliação para utilização da Divisão de Segurança do Território de Ponta Porã, Imagens década de 40. Fonte: Relatório sobre o Território Extinto por José Alves de Albuquerque (1944 – 1945 – 1946)

A escolha destes municípios foi estratégica por fazerem parte de áreas de fronteiras e alguns foram anexados por possessões de políticas-administrativas do Brasil. Esta unidade administrativa foi instalada com um formato peculiar, segundo fontes bibliográficas do período este formato seria em um formato de paralelogramo ou seja, um quadrilátero cujos lados opostos são paralelos, entre os rios Paraná e Paraguai, rios de importante circulação fluvial na região sul de Mato Grosso. O Território Federal de Ponta Porã, ao longo de sua existência, foi administrado por três governadores: Coronel Ramiro Noronha, Major José Guiomard dos Santos e José Alves de Albuquerque. Segundo Centeno (2007).

Fonte: CENTENO, Carla Villamaina. Educação e fronteira com o Paraguai na historiografia matogrossense (1870-1950). 2007. 257f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2007.

TERRITÓRIO FEDERAL DE PONTA PORÃ. CASTELINHO: NO PERÍODO DA ERA VARGAS.

O Coronel Ramiro Noronha foi o primeiro Governador do Território Federal de Ponta Porã, tendo sido nomeado em Janeiro de 1944. Com a deposição de Vargas, Noronha exonerou-se em novembro de 1945 e o cargo foi assumido interinamente por Leônidas Horta, diretor da Divisão de Educação e Cultura.

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Arquivo: Governador do Território Federal de Ponta Porã reunido com prefeitos das cidades pertencentes ao território para discussão sobre os códigos tributários.

No mês de novembro o Major José Guiomar dos Santos, foi nomeado para substituir exercendo o cargo por dois meses, este fato se deu em razão de sua nomeação para assumir o governo do Território do Acre, para substituí-lo foi nomeado o Dr. José Alves de Albuquerque, médico da Comissão Mista de Limites, que exerceu o cargo por 9 meses, em razão da extinção do Território, em setembro de 1946.

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Arquivo: Autoridades civis e militares recebem a Missão Anglo-Americana no aeroporto local de Ponta Porã, que se localizava na área do castelinho.

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Arquivo da família de Franscisco Rodrigues década de 1940. Hangar que se localizava na área do castelinho. Aeroclube Deem Assas ao Brasil.

O primeiro governador do Território de Ponta Porã, Coronel Ramiro Noronha, de fato, iniciou sua administração entre os meses de outubro e novembro de 1944, ou seja, pelo menos nove meses depois de sua nomeação. O segundo governador, o Major José Guiomard dos Santos, conforme já apontado por Centeno (2007), foi nomeado no final do Estado Novo. De acordo jornal da época apresentado por Rocha (2019, p. 87)

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Coronel Ramiro Noronha

Fonte: ROCHA, Marcelo Pereira. AS INSTITUIÇÕES ESCOLARES NO PROJETO DE OCUPAÇÃO DA FRONTEIRA DO BRASIL COM O PARAGUAI: TERRITÓRIO FEDERAL DE PONTA PORÃ (1943 -1946). 2019. 250f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 2019.

COMISSÃO MISTA DE LIMITES:

A fronteira do Brasil com o Paraguai, delimitada pelo Tratado de 1872no período pós Guerra da Tríplice Aliança e pelo Tratado Complementar de 1927 já no Brasil Republica (não modificados pelo Tratado de Itaipu de 1973), tem extensão de 1.365,4 km e está perfeitamente demarcada. Os trabalhos de caracterização, quase concluídos estão a cargo da ”Comissão Mista de Limites e de Caracterização da Fronteira Brasil Paraguai” (criada em 1930), que implantou 910 marcos, em sua extensão total, a linha-limite percorre 928,5 km por rios e 436,9 km por divisor de águas. O marco Grande denominado marco zero se localiza na entrada norte da cidade de Ponta Porã, a partir dela e contado 455 marcos ao norte e 455 marcos ao sul dos novos limites territoriais entre Brasil e Paraguai.

PONTA PORÃ CAPITAL DO TERRITÓRIO FEDERAL:

A capital conforme legislação foi transferida para Maracaju – segundo Medeiros (1946) um município artificial – porque se inaugurava a estação ferroviária na localidade, em abril de 1944, favorecendo a comunicação, o transporte de pessoas e de mercadorias, especialmente entre Maracaju e Campo Grande e, respectivamente, para a capital do Brasil e outros grandes centros urbanos e consumidores.

A ferrovia chegou mais tarde, no município de Ponta Porã no início da década de 1950. De acordo com Santos (2018) o mesmo descreve em seu estudo bibliográfico sobre a transferência da capital de Ponta Porã para Maracaju, argumentando que a mudança surpreendeu os habitantes do município de Ponta Porã, bem como os legisladores da época e a opinião do governador do Território de Ponta Porã.

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Arquivo domínio público: Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Por forças políticas é proposta a mudança da capital do Território de Ponta Porã para Maracaju, as alegações apresentadas, seria basicamente pela sua situação geográfica, propiciava Maracajú a ser o centro das vias de comunicação do Território, facilitando assim sobre modo, a ação da respectiva administração central como modos operante facilitador para sede ser transferida.

O senhor Governador do Território manifestou-se contrário À Secretaria Geral do Conselho de Segurança Nacional, declarando que: “essa mudança no momento presente, embora considerando que teria sido preferível que a capital do mesmo tivesse sido inicialmente fixada em Maracajú, não se fazia necessária no período”, porém, pareceu que, não obstante os argumentos expendidos pelo Senhor Governador do Território, era conveniente que a aludida modificação se fizesse desde logo, sobretudo pela circunstância de se encontrar a cidade de Ponta Porã situada na própria linha de fronteira com o Paraguai e sem qualquer acidente físico que a separe da cidade vizinha de Caballero (Informação dirigida a Vargas, assinada por Alexandre Marcondes Filho, em 22/05/1944, p. 4. In: ARQUIVO NACIONAL – FUNDO GABINETE CIVIL DA PRESIDÊNCIA apud SANTOS, 2018, p. 58-59).

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Arquivo: Sede do Palácio do Governo do Território Federal em Ponta Porã.

Segundo Santos (2018) o mesmo conclui que a ferrovia foi um argumento forte para justificar a mudança da capital do Território de Ponta Porã para Maracajú, mas ele por meio de sua narrativa historiográfica descreve que a transferência não se materializou, pois já se havia instalado o território em Ponta Porã. Desta maneira, a sede administrativa volta a ser Ponta Porã, por força do Decreto-lei n° 9.380, de 18 de junho de 1946.

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Arquivo: Último Governador do Território em foto 1946 período do fim de seu governo e do Território Federal de Ponta Porã. Foto do Mrco zero conhecido como marco grande localizado na cidade de Ponta Porã.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a realização da pesquisa sobre o Território e Desenvolvimento, por meio de ma analise bibliográfica da importância histórica de Ponta Porã Território Federal de 1943 a 1946, no período do Governo Vargas, buscou identificar a potencialidade de ser utilizado como referencial histórico, para a construção do objeto de estudo, considera-se que o ponto identificado como Castelinho na cidade de Ponta Porã, desperta o interesse do público na questão de conhecer mais profundamente a identidade cultural regional. Ao realizar este levantamento de dados relacionados ao principal tópico dentro da historiografia, observa-se que os mesmo faz parte integrante dentro da formação, crescimento e desenvolvimento da região de fronteira.

Outra observação a ser feita é sobre como proteger o patrimônio histórico a princípio na divulgação dos mesmos e sua historiografia, uma grande ação coletiva entre entidades públicas e privadas, para que ações propostas realmente se efetivem, utilizando da tecnologia para a sua divulgação e conhecimento de todos, para alcançar um número expressivo de pessoas envolvidas na preservação e na divulgação deste ponto histórico de relevância no cenário nacional.

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Pesquisa: Prof. Me. Yhulds Bueno. Mestre em Desenvolvimento Regional e de Sistemas Produtivos; Pós Graduado em Metodologia do Ensino de Historia e Geografia; Pós graduado Docência em Biblioteconomia; Pós Graduado em Ensino da História.

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade: lembranças dos velhos. 3ed. São Paulo. Companhia das letras. 1994.

CRUZ. Sergio Manoel da. Data e Fatos Históricos do Sul de mato Grosso ao Estado do Pantanal. Campo Grande, MS. Pantaneira, 2004.

DALLABRIDA. V. R. Território E Desenvolvimento Sustentável: Indicação Geográfica Da Erva-Mate De Ervais Nativos No Brasil. Territory and sustainable development: yerba mate geographical indication of native herbal in Brazil. Informe Gepec, Toledo, 2012.

FREIRE. João Portela. Terra, Gente e Fronteira. Ponta Porã, MS. Borba, 1999.

IBANHES, Brígido. 1997. Silvino Jacques: o último dos bandoleiros, o mito do gaúcho sul-mato-grossense. 3ª ed. Campo Grande, UFMS.

IBANHES, Brígido. Silvino Jacques: O último dos bandoleiros: história real. 6ª ed. Dourados: Rosário 2011.

MAGALHÃES. Ramão Ney. Um Século de Historias. Ponta Porã, MS. Proarte Signs, 2013.

PINTO, Tales dos Santos. “Território Federal de Ponta Porã”; Brasil Escola. Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/historiab/territorio-ponta-pora.htm. Acesso em 24 de outubro de 2017.

ROSSI. Marco. Ponta Porã 100 anos. Campo Grande, MS. Horizonte Verde, 2012.

SANTOS, Camila Carmelato. Território Federal de Ponta Porã: O Brasil de Vargas e a Marcha para o Oeste. 2016. 173f. Dissertação (Mestrado em História) – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2016.

SANTOS, Lúcia de Moura. “Sanear, Educar, Povoar”: Um estudo sobre o Território Federal De Ponta Porã (1943-1947). 2018. 135f. dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal da Grande Dourados, Dourados, 2018

SELLA, Maria Aparecida. Ponta Porã – Fronteira sem limite! Um olhar de gratidão. Ponta Porã – MS. Borba. 2006.

SEREJO. Hélio. Balaio de Bugre. Tupã, SP. CINGRAL. 1982.

SEREJO. Hélio. Pialando… No Mas. Uma homenagem de carinho a Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Tupi Paulista, SP. Versiprosa, 1989.

Polícias da fronteira em alerta antes de ameaça de ataque em Pedro Juan Caballero.

A Polícia reforçou a segurança em Pedro Juan Caballero diante das ameaças de um possível ataque por parte de um grupo comandado por um suposto membro do PCC

O diretor da Polícia de Amambay , Rubén Paredes, disse que recebeu informações sensíveis do Comando Bipartite com o Brasil sobre um possível ataque em Pedro Juan Caballero . O alerta alerta para a presença de um grupo de cerca de 40 pessoas fortemente armadas na cidade, durante a noite de quarta-feira, com o objetivo de atacar uma autoridade da zona.

Embora a noite de quinta-feira tenha passado tranquilamente na capital departamental, a segurança foi redobrada “e há um número de policiais maior do que o normal”, disse Paredes.

O grupo seria comandado por um homem com o pseudônimo “Dogão”, de nacionalidade brasileira, suposto integrante do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC) e foragido da justiça no país vizinho, em cumplicidade com “Danilinho”, cujas outras informações são desconhecidas.

“Dogão e Danilinho são bem conhecidos, segundo a Polícia Brasileira”, disse o delegado, acrescentando que a Polícia Brasileira sempre alerta sobre possíveis ataques e compartilha informações sigilosas.

A Polícia não descarta que se trate de um conflito pelo território deixado por Marcio Ariel Sánchez, vulgo “Aguacate”, líder de uma organização criminosa dedicada ao tráfico de drogas e formada por assassinos de aluguel, que deixariam de ser para Pedro Juan Caballero.

De guardião de Jorge Rafaat à constituição de empresa contratada: Quem é “Aguacate?”

“Existe a facção do apelidado “Aguacate” e que ele é um peso pesado e calculamos que ele não esteja mais na área de Pedro Juan Caballero. Atrevo-me a dizer que pode ser uma guerra entre facções, uma luta por território”, enfatizou o comissário.

“Aguacate” era na época o motorista de Jorge Rafaat, considerado um narcotraficante na fronteira, que foi assassinado em um ataque sem precedentes em 2016. Além disso, ele é considerado suspeito de ter ordenado mais de 50 crimes.

Por sua vez, o comissário Abel Marino Cantero, subchefe de investigação de Amambay, disse à mesma rádio que vão investigar mais sobre a ameaça que receberam.

“Vamos averiguar sobre a ameaça que chegou às nossas mãos, não podemos entrar em mais detalhes”, disse.

Força Nacional combaterá incêndios florestais e queimadas no Amazonas

Incêndios florestais avançam na Califórnia

As ações de combatem aos incêndios florestais e as queimadas nos municípios de Humaitá, Lábrea e Novo Aripuanã, no Amazonas, terão a participação da Força Nacional de Segurança Pública. A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizando o emprego dos militares em apoio ao estado está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (15).Força Nacional combaterá incêndios florestais e queimadas no Amazonas 15Força Nacional combaterá incêndios florestais e queimadas no Amazonas 16

As atividades de defesa civil na proteção do meio ambiente estão no âmbito da Operação Guardiões do Bioma 2022, no período de 15 de julho a 15 de novembro deste ano. A Força Nacional atuará também nos serviços de preservação da ordem pública e da segurança das pessoas e do patrimônio.

Planejamento

“O contingente a ser disponibilizado obedecerá ao planejamento definido pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, da Secretaria Nacional de Segurança Pública, do MJSP”, diz ainda a portaria.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o incêndio florestal pode ser entendido como todo fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação e sofre forte influência das condições atmosféricas locais. As principais causas são humanas, seja por negligência ou intencional, e naturais, por exemplo, raios.

Fonte: Agencia Brasil

Copa do Brasil: América volta a vencer Bota e confirma classificação

Rio de Janeiro, 14/07/2022 - Copa do Brasil 2022 -Botafogo x América - , durante partida entre América e Botafogo válida pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil 2022, realizada no Estádio Nilton Santos - Engenhão na noite desta quinta-feira (14). Foto: Mourão Panda / América

O América-MG chegou às quartas de final da Copa do Brasil após nova vitória sobre o Botafogo, desta vez de 2 a 0, na noite desta quinta-feira (14) no estádio Nilton Santos. Na ida o Coelho bateu o Alvinegro por 3 a 0.

Precisando de gols para avançar, a equipe do português Luís Castro começou com uma postura ofensiva, criando oportunidades com Erison, aos 4 minutos, e de Lucas Fernandes, dois minutos depois. Mas o time comandado por Vagner Mancini foi mais eficiente, e abriu o placar aos 21 minutos, quando Pedrinho tocou de calcanhar para Henrique Almeida, que cruzou rasteiro para Felipe Azevedo apenas conferir de primeira.

O triunfo foi sacramentado já na etapa final, aos 16 minutos. Matheusinho encontrou Pedrinho na entrada a área, que puxou para o meio e bateu colocado para superar o goleiro Gatito Fernández e dar números finais ao confronto.

AG Brasil

São Paulo vence Palmeiras nos pênaltis e avança na Copa do Brasil

Com o goleiro Jandrei brilhando na disputa de pênaltis, o São Paulo derrotou o Palmeiras por 4 a 3 nas penalidades máximas, nesta quinta-feira (14) no Allianz Parque, em São Paulo, e avançou para as quartas de final da Copa do Brasil.

Tendo que descontar a vantagem de um gol obtida pelo Tricolor na ida das oitavas de final, o Verdão começou a partida no ataque e logo chegou ao gol. Aos 9 minutos Gabriel Veron chegou à linha de fundo e cruzou para Piquerez, que bateu forte para vencer Jandrei. Três minutos depois a equipe de Abel Ferreira chegou ao segundo com o meio-campista Raphael Veiga.

O 2 a 0 era suficiente para o Palmeiras avançar nos 90 minutos. Mas o São Paulo conseguiu descontar aos 24 da etapa final com Luciano, em cobrança de pênalti, e forçou que a vaga nas quartas fosse definida nas penalidades máximas.

E nos pênaltis o Tricolor foi mais eficiente nas cobranças (com Calleri, Nikão, Igor Vinícius e Igor Gomes não falhando) e contou com o brilho do goleiro Jandrei, que defendeu os chutes de Raphael Veiga e Wesley.

AG Brasil*