Entre os reajustes aprovados pela Aneel até o momento, o da Energisa MS é o quinto maior do País
A conta de luz dos consumidores atendidos pela Energisa MS sobe, em média, 12,11% a partir de hoje, conforme decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Apesar da redução em relação aos 12,61% inicialmente previstos, parte do aumento foi adiada e deverá ser cobrada em 2027, com correção pela taxa Selic e pela inflação do período.
Entre os reajustes já aprovados pela Aneel até o momento, o da Energisa MS é o quinto maior. O reajuste mais alto é o da Roraima Energia (24,13%), seguido da CPFL Santa Cruz (18,89%), Enel Rio (15,6%) e CPFL Paulista (12,13%).
A diminuição do índice só foi possível após a concessionária abrir mão, temporariamente, de R$ 21 milhões em custos, por meio do chamado diferimento tarifário, mecanismo que suaviza o reajuste no presente, mas transfere valores para os próximos anos. Pelos cálculos, essa postergação deve impactar em cerca de 0,5% as tarifas de 2027, além da atualização monetária.
Esse custo futuro foi apontado pelo Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS) à própria Aneel. Isso porque o pedido de diferimento apresentado pela distribuidora deixa claro que os valores serão “corrigidos pela variação da Selic” e reintegrados à tarifa no próximo ciclo tarifário.
Em nota, o conselho alertou que “embora o diferimento atenda a uma necessidade de curto prazo, ele implica a postergação de custos com incidência de juros, o que pode comprometer o princípio da modicidade tarifária no médio prazo”, informou a presidente do Concen-MS, Rosimeire da Costa.
A entidade ainda destacou que a recomposição desses valores ocorrerá independentemente da capacidade de pagamento dos consumidores.
Fonte: Correio do Estado