O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo, 3, na rede Truth Social, que o país vai ajudar a retirar navios presos no Estreito de Ormuz desde o início do conflito, no fim de fevereiro. As embarcações, disse ele, pertencem a países que não têm nenhuma relação com a guerra.

“Países de todo o mundo, quase todos sem envolvimento no conflito no Oriente Médio, que se desenrola de forma tão visível e violenta, pediram aos Estados Unidos que ajudassem a liberar seus navios, que estão retidos no Estreito de Ormuz, por algo com o qual não têm absolutamente nada a ver — são meros espectadores neutros e inocentes!“, disse o presidente americano. Por isso, destacou ele, os EUA vão guiar seus navios com segurança para fora das vias navegáveis ??restritas”.

Trump afirmou que, a partir de segunda-feira, 4, de manhã, no horário do Oriente Médio, começará o chamado “Projeto Liberdade” — que engloba os melhores esforços para tirar do local os navios e as tripulações “que não fizeram nada de errado”.Trump diz que representantes dos EUA estão tendo discussões muito positivas com o Irã Foto: Alex Brandon/AP

Trump diz que representantes dos EUA estão tendo discussões muito positivas com o Irã Foto: Alex Brandon/AP

Trata-se, segundo Trump, de um “gesto humanitário”. Ele alertou que qualquer interferência no processo de liberação das embarcações “infelizmente terá de ser tratada com força”. Em longo post, o presidente americano menciona que muitos dos navios no Estreito de Ormuz lidam com escassez de alimentos, o que dificulta manter a tripulação de maneira saudável e higiênica.

Segundo Trump, os países que o contataram disseram que não retornarão ao Estreito de Ormuz até que a área se torne segura para navegação.

O presidente americano disse que seus representantes estão tendo discussões muito positivas com o Irã, que podem levar a “algo muito positivo para todos”.

Mais cedo neste domingo, o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que está avaliando a resposta dos Estados Unidos à sua última proposta — que aborda 14 pontos — para encerrar a guerra, mas deixou claro que não há negociações nucleares no momento.

Fonte: Estadão

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