CONVERSA POR WHATSAPP REVELA MEDO DE BRASILEIRA QUE MORREU APÓS PROCEDIMENTO PARA AUMENTAR BUMBUM

Uma sequência de áudios e mensagens de texto por Whatsapp ao longo de quatro dias registra como o estado de saúde da estudante Sheiza Ayala, de 22 anos, se agravou logo após um procedimento estético realizado no Paraguai. Ela morreu na última quinta-feira (17) vítima de embolia pulmonar, hemorragia e parada cardíaca.

Sheiza morava em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cidade que faz divisa com a cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, onde realizou o procedimento no sábado, 12 de setembro.

Nesta data, ela atravessou a fronteira pela manhã, acompanhada por uma amiga, com o objetivo de aumentar o volume do bumbum por meio da aplicação de um suposto hidrogel de colágeno, ao custo de 1,120 milhão de guaranis – o equivalente a R$ 830.

Após o procedimento, as reações adversas começaram a se manifestar. Sheiza relatou as dores crescentes pelo aplicativo de mensagens, mas suas queixas sempre acabavam minimizadas.

Sheiza Ayala: moradora de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, morreu após procedimento estético Foto: Reprodução
Sheiza Ayala: moradora de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, morreu após procedimento estético Foto: Reprodução

Antes e após a aplicação da substância, a paciente nunca teve contato direto com a médica responsável pelo procedimento, identificada apenas como Danila.

As conversas prévias sobre a cirurgia, assim como atendimento após o procedimento, sempre foram conduzidos por uma única pessoa: uma mulher, identificada nas mensagens como Cláudia, que se apresentava como interlocutora entre a médica e a paciente. As intervenções gravadas no aplicativo sinalizam o despreparo dessa intermediária – que alegou ser obstetra – diante dos relatos cada vez mais críticos apresentados por Sheiza.

CORRENTE SANGUÍNEA

Na segunda-feira (14), desesperada com a piora e com a falta de assistência, Sheiza foi para o Hospital Regional Estadual de Ponta Porã se queixando de muita falta de ar, febre, tontura e fraqueza.

Fonte: Época

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