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Mineira é flagrada com maconha em Ponta Porã

Divulgação

Segundo o douradosnews na manhã desta quarta-feira (22) a Polícia Militar Rodoviária apreendeu 27,2 Kg de maconha na rodovia MS-164, em Ponta Porã.

O fato ocorreu quando os policiais realizavam ações ostensivas na rodovia MS-164, entre Ponta Porã e Maracaju. Eles abordaram um veículo Toyota/Etios, que tinha como passageira uma mulher de 35 anos de idade, natural de Iturama (MG).

Em rápida vistoria nas bagagens da mulher, os policiais militares encontram um compartimento 32 tabletes de maconha, que após pesados somaram-se 27,2 kg da droga.

 Após a localização da maconha a mulher informou que havia buscado a droga em Ponta Porã e a levaria até Campo Grande e que o motorista do veículo nada sabia e somente realizava o trabalho de seu transporte.

Diante dos fatos, a autora e o carregamento de droga foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã.

Quem tem auxílio emergencial negado pode fazer nova solicitação

Lançamento do aplicativo CAIXA|Auxílio Emergencial

O cidadão que tiver o auxílio emergencial de R$ 600,00 negado pode agora contestar o resultado da análise e pedir novamente o benefício diretamente pelo aplicativo ou site do programa. A atualização nas plataformas foi feita a partir desta segunda-feira (20), informou a Caixa Econômica Federal.

No aplicativo ou no site, quem receber o aviso de “benefício não aprovado” pode verificar o motivo e fazer uma contestação. Se o aviso for de “dados inconclusivos”, o solicitante pode fazer logo a correção das informações e entrar com nova solicitação, de acordo com a Caixa.

A responsável por informar o motivo do auxílio emergencial não ter sido aprovado é a Dataprev, estatal federal de tecnologia que analisa os dados informados pelo solicitante. O resultado é depois homologado pelo Ministério da Cidadania.

Para ter direito ao auxílio é preciso atender aos critérios estabelecidos pela legislação, como não ter emprego formal, não receber outro benefício do governo (com exceção do Bolsa Família), não ter renda familiar mensal maior que  R$ 3.135,00 ou R$ 522,50 per capita (por pessoa), entre outros. As condições completas são descritas no site do programa.

Segundo a Caixa, responsável pelos pagamentos, as principais inconsistências nos dados informados pelos solicitantes são:

• marcação como chefe de família sem indicação de nenhum membro;

• falta de inserção da informação de sexo;

• inserção incorreta de dados de membro da família, tais como CPF e data de nascimento;

• divergência de cadastramento entre membros da mesma família;

• inclusão de alguma pessoa da família com indicativo de óbito.

CadÚnico

Os trabalhadores informais que possuem Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico, têm sua elegibilidade para receber o auxílio emergencial analisada automaticamente pela Dataprev.

Nesse caso, se tiver o auxílio negado mesmo acreditando ter direito ao benefício, o trabalhador também pode recorrer diretamente no aplicativo do auxílio emergencial ou no site do programa, informou a Caixa.

Assessoria

Higiene bucal pode ajudar a prevenir complicações da covid-19

Foto: Agencia Brasil

Diante da pandemia do novo coronavírus, uma das maiores preocupações é cuidar da higiene,principalmente das mãos. Mas a higiene bucal também deve ser intensificada, já que uma das portas principais de entrada do vírus é a boca.

Manter uma boa higiene bucal é também importante forma de prevenção de doenças nesta pandemia. E o cuidado redobrado com a higiene das mãos é de extrema importância para a saúde bucal. “Como as mãos vão ser imprescindíveis para o uso do fio dental, do higienizador da língua e da escova de dentes, é importante que estejam bem limpas, para que a gente possa levá-las até a cavidade bucal”, explica o professor Vinícius Pedrazzi, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (Forp), da Universidade de São Paulo (USP).

O professor esclarece que o estado de saúde do paciente que tenha contraído a covid-19 pode ser agravado, caso sua higiene bucal não seja realizada da maneira correta. Ele lembra que uma boa higienização da boca pode evitar, principalmente, problemas pulmonares que tornam a doença ainda mais perigosa.

“É muito importante que nós façamos a higienização correta da língua e de todos os dentes, mas com cuidado muito especial para os molares, aqueles mais próximos da faringe, para evitar a pneumonia por aspiração. Então, para prevenir quem está com coronavírus, e mesmo quem não tenha a doença, do agravamento de infecções pulmonares, é imprescindível a higienização bucal correta”, destacou.

Escova dental

Outro alerta de Pedrazzi é para a troca da escova dental, que deve ser feita sempre que uma pessoa estiver se recuperando de alguma infecção, para evitar risco de recontaminação, além do uso diário do fio dental e do enxaguante bucal.

O professor diz que essas medidas são específicas para a higiene bucal durante esse período do novo coronavírus, mas que devem ser levadas para o resto da vida, já que a qualquer momento as pessoas podem ser infectadas por outro vírus.

Outra dica importante é a forma correta de cuidar das escovas dentais e dos higienizadores de língua, mantendo-os imersos em solução desinfetante, à base de água e enxaguante bucal, para evitar a reinfecção após cada uso.

Agencia Brasil*

Prefeitura leva asfalto ao Flamboyant e São Rafael

Lama asfáltica chega a mais dois bairros e moradores comemoram benfeitoria da gestão Hélio Peluffo

A prefeitura de Ponta Porã avança com as obras de asfaltamento no bairro Jardim Flamboyant e bairro São Rafael, rua Vicente Azambuja, uma das principais vias da região sul da cidade e com intenso fluxo. Outro bairro, o Residencial Ponta Porã 2 recebe asfalto na primeira etapa, já que uma nova etapa de trabalhos levará pavimentação para todo o bairro.

O prefeito Hélio Peluffo anunciou pavimentação asfáltica para mais seis bairros e estão recebendo asfalto, calçada e meio fio são 100% do Residencial Ponta Porã 1, Bosque de Ponta Porã, São João, Jardim Estoril, Flamboyant e São Rafael. O Residencial Ponta Porã 1 recebe pavimentação de todas as vias, melhorando significativamente a qualidade de vida dos moradores. O calçamento é a última etapa.

As obras de asfalto e drenagem no bairro segue em ritmo acelerado em Ponta Porã. O Bosque Ponta Porã recebeu capa asfáltica e agora estão sendo realizados os trabalhos de confecção do calçamento. O bairro São João, vizinho ao Bosque Ponta Porã já recebeu a colocação do meio fio. A região norte vem recebendo melhorias e os serviços avançam.

No bairro Residencial Ponta Porã 1, os trabalhos estão em fase de conclusão do calçamento e os moradores comemoraram a benfeitoria. O prefeito Hélio Peluffo acompanha de perto toda a execução das obras.

Os trabalhos de infraestrutura seguem para várias regiões da cidade. No Jardim Estoril, são 3.796m de asfalto, já no Bosque de Ponta Porã foram 2.640m e no bairro São João 1.165m.

A Prefeitura de Ponta Porã está iniciando mais uma grande obra de infraestrutura urbana e qualidade de vida, aplicando R$ 2,5 milhões nas obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no Bairro Residencial Flamboyant, alcançando as ruas Missionária Maria, Sergio Antônio Duarte, Rosa Setzu C. Uemura, Cinco, Rosa Vermelha, Pedro Paschoal Colman, Doze e Treze, numa extensão de 2.808,79m.

“Estamos trabalhando firme para levar o máximo de conforto e infraestrutura para o centro e os bairros de Ponta Porã. Em parcerias com o Governo do Estado recapeamos 20 km de avenidas centrais e fundamentais para o trânsito local, trabalho que vamos ampliar em 2019. Nos bairros aplicamos recape com microrevestimento superficial, uma técnica desenvolvida na Europa, que preserva os pavimentos”, falou o prefeito Hélio sobre a área de obras e infraestrutura.

“Concluímos a pavimentação e iluminamos a Rua Vital Brasil, asfaltamos a Rua Corinto e acessos, entregamos a pavimentação do Jardim dos Estados, da Rua Ladário (galeria celular de concreto) e estamos pavimentando o Jardim Alegrete. A parceria com a administração estadual asfalta a Rua Jamil Saldanha e diversas ruas do distrito de Sanga Puitã, onde a drenagem pesada elimina o antigo problema de acúmulo de água das chuvas.

Assessoria

Vítima de furto reconhece suposto autor, que é preso pela GCMFron

No dia 21/04/2020, por volta das 01h00min, uma guarnição da GCMFron foi acionada via telefone de emergência 153 para comparecer na rua Gal. Américo Marinho Lutz nº 392, bairro Salgado Filho, para atender a uma ocorrência de furto, onde a vítima K.D.O. (28) relatou aos agentes, que o suposto autor identificado como M.O (34) teria adentrado a sua residência transpondo uma janela durante a madrugada, onde a referida vítima se deparou com ele dentro do seu quarto, retirando seus pertences e colocando na cozinha.

E que ao tomar conhecimento do fato, a vítima entrou em pânico e se pôs a gritar, o que levou o suposto autor a saltar pela janela, conseguindo subtrair um aparelho televisor tela de plasma de 32 polegadas, da marca NOC. Um celular BLU cinza e as chaves de uma motocicleta de propriedade da vítima. De posse das informações, a guarnição se deslocou até ao endereço do suposto autor, onde foi informada por uma familiar que o mesmo se encontrava no Aterro Sanitário de Ponta Porã, o que levou os agentes a se deslocarem até ao local, juntamente com a vítima que reconheceu o suposto autor no local.

Nenhum objeto do suposto furto estava de posse do autor, que negou a autoria do referido crime de furto. Diante dos fatos, o mesmo recebeu voz de prisão, foi conduzido para o 1º DP e entregue à Polícia Civil que investiga o caso. A ocorrência aconteceu em Ponta Porã-MS, cidade situada a 320 km da capital Campo Grande.

A Assessoria de Comunicação Social da GCMFron

Os arames não seguram a solidariedade e a vontade de ensinar e aprender redação

Diretora Tania Loureiro Marques fazendo a entrega das apostilas por cima da cerca de arame que hoje divide a fronteira do Brasil com o Paraguai

Profͣ. Tania Loureiro da Silva diretora de uma grande escola municipal da fronteira com Paraguai, faz chegar às atividades aos alunos brasiguaios que estão em quarentena no Paraguai.

Ponta Porã conhecida como princesinha dos ervais se localiza ao extremo sul de Mato Grosso do Sul, faz fronteira seca com a cidade de Pedro Juan Caballero que é a capital do Departamento del Amambay no país vizinho Paraguai.

A pandemia do COVID-19 (corona Vírus) trouxe apreensão e prevenção, que foi ao extremo com fechamento da fronteira por decreto presidencial paraguaio, com pneus, latões, arames farpados e valetas com a guarda e proteção da força militar paraguaia ninguém entra ou sai sem autorização o toque de recolher no país vizinho iniciam-se as 15 h, o ano letivo escolar e acadêmico foi primeiramente suspenso e por determinação presidencial encerrado no ano de 2020.

No lado brasileiro estão suspensas as atividades educacionais e o comércio funciona com medidas preventivas com horário limitado e toque de recolher que inicia às 20h. Com todas as atividades turísticas, comerciais e educacionais paralisadas, a opção da Escola Polo Municipal João Carlos Pinheiro Marques foi de produzir mecanismos para promover a educação à distância, criando blogs, grupos de whatsap e-

mails, para que os alunos, pais e responsáveis tivessem acesso ao conteúdo e os educando não fossem prejudicados, mas como nem todos os alunos tem internet impossibilitando acesso aos conteúdos disponibilizados nas mídias.

A diretora prof Tania Loureiro da Silva juntamente com sua equipe pedagógica e educadores se prontificaram em disponibilizar os conteúdos impressos par que os alunos que estão no lado paraguaio possam continuar sua aprendizagem, a diretora através dos grupos de whatsap marca dia e local para entregar as apostilas confeccionadas na escola para os alunos, pais e responsáveis por cima do arame com a devida autorização dos militares paraguaios que fazem a segurança na região de fronteira.

A educação rompe barreiras, mesmo em tempo de pandemia o saber é o melhor remédio para superar as diversidades.

Yhulds Bueno*

Vereadores garantem cumprimento das recomendações do Ministério Público Eleitoral

A Câmara Municipal de Ponta Porã recebeu um ofício do Ministério Público Eleitoral contendo uma série de recomendações aos agentes públicos alertando, principalmente, sobre as doações a serem realizadas durante a pandemia de Covid-19, por este ser um ano de eleições.

O documento lido em Plenário, expõe sobre as regras para a concessão de benefícios a pessoas físicas e jurídicas no decorrer do período da pandemia do novo coronavirus e também nos demais meses de 2020, ano em que estão previstas as eleições municipais.

O objetivo do Ministério Público Eleitoral é impedir que os agentes públicos municipais, prefeito, vice-prefeito, secretários, vereadores e servidores públicos, que têm interesse em disputar as eleições, possam se beneficiar, fazendo promoção pessoal, o que fere a legislação eleitoral.

No documento encaminhado pelo MP Eleitoral, o órgão está ciente das situações de emergência social e econômica com reflexos nas relações de emprego, nas atividades de profissionais autônomos, empresários individuais e microempresários, e que demandarão a adoção de medidas de auxílio às pessoas em situação de vulnerabilidade econômica, pela proteção da coletividade, preservação da dignidade das pessoas e dos direitos humanos, mediante distribuição gratuita de bens, valores e benefícios.

Entretanto, ressalta que, em anos em que se realizam eleições, é vedado aos agentes políticos a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, excetuando-se os casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior.

Com isso, o MP Eleitoral encaminhou a recomendação no sentido de que, caso haja a distribuição gratuita de bens, serviços, valores ou benefícios, em decorrência de situação de calamidade ou estado de emergência declarados, que sejam fixados critérios objetivos para o momento e a execução dos respectivos programas.

Os vereadores de Ponta Porã foram comunicados que devem evitar votar projetos de lei criando novos programas sociais, mas sim, aprovando e fiscalizando a aplicação de medidas que visam beneficiar os setores mais necessitados da sociedade.

No documento, encaminhado à Câmara e também à Prefeitura de Ponta Porã, o promotor eleitoral Gabriel da Costa Rodrigues Alves recomenda que o Poder Legislativo “não dê proseguimento nem permita votação, em 2020, de projetos de lei que permitam distribuição gratuita de bens, valores e benefícios a pessoas físicas ou jurídicas, salvo se encontrarem nas exceções previstas na Lei Eleitoral (calamidade, emergência e continuidade de programa social) e, desde que ainda, haja previamente a fixação de critérios objetivos (quantidade de pessoas a ser beneficiadas, renda familiar de referência para obtençãodo benefício, condições pessoais ou familiares para concessão, entre outros) e estrita observância da impessoalidade”.

O agente público que não respeitar estas recomendações estará correndo o risco de sofrer ações judiciais que podem resultar em multas pesadas, cassação do diploma de eleito ou do mandato bem como se tornar inelegível por abuso de poder ou prática de conduta vedada pela legislação brasileira.

O presidente da Câmara Municipal, Rony Lino Miranda, informou que o teor do documento foi repassado na íntegra a todos os colegas e que o Legislativo Municipal vai cumprir rigorosamente o que determina a legislação vigente no Brasil. “Recebemos o documento do Ministério Público e estamos dando total atenção às recomendações que foram feitas. Temos a responsabilidade de cuidar com zelo, responsabilidade e honestidade dos bens públicos e, por isso, estaremos acompanhando a aplicação dos recursos, especialmente neste periodo de pandemia. Aliás, como sempre fizemos no exercício de nossas funções. Continuaremos apoiando o Poder Executivo na aplicação das medidas que visam amenizar os efeitos desta pandemia, observando o que determina a Lei. Este será o comportamento desta Casa e de todos os seus componentes”, garantiu Rony Lino.

Assessoria

De Ribeirão Preto João Bosco e Vinícius fazem live para 2,4 milhões

Imagem: Reprodução / YouTube

Do quintal de casa, sertanejos cantaram, durante 4 horas, seus sucessos na noite desta segunda-feira (20) no YouTube.

João Bosco e Vinícius se conheceram em 1991 com 10 anos de idade cada, na cidade de Coxim, onde residiam. Em 1993 participaram do Festival da Canção, não como dupla, e sim como adversários, concorrendo ao prêmio com outros jovens. O festival finalizou com os dois empatados em segundo lugar. Depois disso parentes e amigos incentivaram a formação da dupla. A ideia não foi aceita inicialmente, mas quando João Bosco e Vinícius, por si sós, decidiram que não mais cantariam sozinhos, deixaram para trás as pequenas participações em festivais para apresentarem-se em bares e eventos no MS.

Brasília faz 60 anos, encontra novas vocações, mas mantém desigualdade

Brasília 60 Anos - Congresso Nacional

A claridade de Brasília fechou a retina dos olhos verdes do garoto Will, com 14 anos incompletos. Era 13 de janeiro de 1959, ele fazia sua primeira viagem de avião, vindo de São Paulo para morar na nova capital federal. O voo era da Viação Aérea de São Paulo (Vasp), uma das seis companhias que mantinham rotas regulares para Brasília, como a Loide Aéreo Nacional, Real Aerovias, Paraense, Sadia, Cruzeiro do Sul, todas extintas.

De dentro do avião teve a primeira miragem da amplidão do cerrado, no qual Juscelino Kubistchek decidiu criar a cidade. Mesmo lugar onde, 60 anos mais tarde, Wilson Pereira Rodrigues, agora com 74 anos, ainda vive com sua família e trabalha. Ele tem três filhos (um homem e duas mulheres) e duas netas. Todos brasilienses.

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Willson (ao centro) veio para Brasília aos 14 anos e formou família na cidade. – família Dunguel Pereira.

Will ou Wilson tem memórias de Brasília do ar, da terra e da água. Quando menino, tomava banho no Córrego Guará e no Riacho Fundo. Andava de bicicleta, comia fruta do cerrado no pé e caçava passarinho em uma área de mata que ia da antiga Cidade Livre (hoje Núcleo Bandeirante) até próximo ao antigo aeroporto (hoje Base Aérea).

“A sensação era de estar de férias no meio do mato. Era o oposto de morar em São Paulo”, onde ficaram avós, tios e primos. Wilson se divertia, mas estudava – no Ginásio Brasília (GB) da rede La Salle (fundado em 1957) – e trabalhava, no Hotel e Churrascaria Presidente, na mesma Cidade Livre, de propriedade do seu pai – um pequeno empresário que depois teve outros negócios como uma distribuidora de gás (na Asa Norte), uma padaria e uma madeireira (em Sobradinho).

Wilson ajudou o pai nos negócios e depois serviu o Exército em 1964, no batalhão da Presidência da República. Mais tarde, concluiu estudos no colégio Elefante Branco, primeiro centro de ensino científico e para normalistas na cidade. Lá estudava a sua futura esposa, Walkiria Dunguel Pereira, por quem que se encantou numa festa do clube da Sociedade Desportiva Sobradinhense (Sodeso). Ele trabalhou na Companhia de Erradicação de Favelas (CEI), e fez curso de Geologia na Universidade de Brasília (UnB).

“Tudo aqui foi mais fácil. Não teria feito o curso que fiz se tivesse ficado em São Paulo. Também foi mais fácil criar meus filhos”, avalia após rever a vida. Trabalhou por quase 20 anos na estatal Siderúrgica (Siderbrás), onde se tornou um dos maiores especialistas em carvão do país. Hoje, anistiado entre os empregados públicos demitidos no governo Collor, trabalha no Ministério de Minas e Energia.

Outras vocações

A trajetória de Wilson, na Brasília que se inaugurava, foi bastante diferente dos rumos que os filhos tomaram quando Brasília se amadurecia, perdia a vegetação original e criava mais jeito de cidade. O filho mais velho, Alexandre Dunguel Pereira (49 anos), por exemplo, é formado em Publicidade. Chegou a trabalhar em repartição pública, mas há 20 anos é empresário, apesar das recomendações da mãe – que sempre o informa de concursos públicos que estão com inscrições abertas.

Junto com outros dois sócios na mesma faixa etária, também criados em Brasília, Dunguel abriu uma firma para soluções em comunicação e tecnologia. Com o tempo, se especializaram em monitoramento de mídia. Hoje a empresa mantém a sede em Brasília, dispõe de filiais no Rio e em São Paulo, tem cerca de 100 clientes – a maioria empresas privadas e 80% fora da capital federal – e emprega 90 pessoas nas três praças. “Acabou que esse percurso pela iniciativa privada foi se abrindo e se tornou um bom caminho”, diz o empresário.

As diferenças das jornadas do pai e do filho ilustram como Brasília, apesar de ser a sede da administração pública federal, com o tempo encontrou outras vocações econômicas. De acordo com estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), no Distrito Federal, predomina o setor de serviços, e menos de um terço (27%) dos empregos estão nas repartições da administração pública, na defesa ou seguridade social.

O setor de serviços atende a empresas e famílias com alto poder aquisitivo. Segundo a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio real no 4º trimestre de 2019 em Brasília foi o maior do país: R$ 3.980, 43% acima da média nacional (R$ 2.261) e 28% acima de São Paulo (R$ 2.866), que concentra 31% da massa de rendimento do Brasil.

Fincando raízes

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Brasília 60 Anos – Tesourinhas – Marcello Casal JrAgência Brasil

Dunguel, como o pai, acha Brasília “ótima para viver”. E apesar de ter um trabalho que pode ser feito remotamente de qualquer lugar, ainda mora, trabalha e cria a sua filha na cidade. “A gente vai fincando raízes. Eu sou filho de Brasília.” Segundo ele, o Plano Piloto de Lúcio Costa ficou preservado “em alguns aspectos” conforme pensou o urbanista. “Aqui tem muito verde e espaço aberto.” Nesses lugares, é comum ver animais silvestres.

Apesar do entusiasmo, Alexandre Dunguel, tem suas críticas. Acha que sua filha, Gabriela (12 anos), não desfruta da mesma autonomia e independência que ele tinha na mesma idade. “As gerações atuais não têm a mesma iniciativa que a gente tinha de pegar um ônibus. A gente sente um pouco sequestrado dessa liberdade, por conta da violência urbana, mas isso não é só Brasília.”

O professor de Sociologia da UnB Arthur Trindade, especializado em políticas de combate à criminalidade e ex-secretário de Segurança Pública no Distrito Federal, avalia que, apesar da preocupação da sociedade local, Brasília tem uma situação de crimes letais “semelhante a grandes cidades norte-americanas.”

Na comparação entre as unidades da Federação, o Distrito Federal está entre as cinco unidades com menor taxa de homicídio por 100 mil habitantes: 20,1 – quase a metade do Rio de Janeiro (38,4) e menos de um terço do Rio Grande do Norte (62,8), a pior situação do país como aponta o Atlas da Violência 2019, editado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo Arthur Trindade, o maior problema de segurança em Brasília está nos crimes contra o patrimônio, como furtos e roubos de carro. O especialista alerta, no entanto, que a situação varia dentro do DF. O Plano Piloto, onde moram Alexandre e Wilson, tem situação de segurança melhor que outros lugares, como as antigamente chamadas cidades-satélites ou os novos assentamentos urbanos distritais. “São coisas bem diferentes. Cada região administrativa tem uma situação distinta.”

O problema da violência cresce nas proximidades do Distrito Federal, na região metropolitana de influência chamada de Entorno, formada por municípios de Goiás. Essas localidades funcionam como cidades dormitórios de Brasília, as pessoas moram lá e trabalham no centro da capital. O professor aponta que “o impacto da violência no Entorno é bem menor que o imaginário supõe. [No caso das estatísticas de homicídio,] as pessoas matam e morrem nos seus bairros.”

Desigualdade

As diferenças apontadas pelo sociólogo quanto à violência entre as regiões administrativas do Distrito Federal e entre o DF e o Entorno também podem ser medidas com relação à desigualdade.

Dados da Codeplan contabilizam que no Lago Sul, onde vive 1% da população do DF, a renda per capita é de R$ 8.317,19. Na Ceilândia, onde moram 15% da população local, a renda per capita é de R$ 1.120,02 – 7,42 vezes menor que a do Lago Sul.

No Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), a renda per capita é de R$ 569,97 – 14,59 vezes menor que a do Lago Sul. Na área, vive 1,2% da população do DF, inclusive os moradores que residiam próximos ao Lixão da Estrutural, o maior aterro sanitário da América Latina em funcionamento até dois anos atrás.

Agencia Brasil

Aumento do consumo de álcool preocupa no período de confinamento

O aumento do consumo de álcool durante o período de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus é preocupante, alertou, em entrevista à Agência Brasil, a presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (Abead), Renata Brasil Araújo.

Segundo ela, inicialmente, a bebida parece trazer euforia, mas, depois, diminui a ativação do freio do cérebro, chamado de lobo pré-frontal. As pessoas ficam com efeitos de mais sedação, mas um efeito colateral é o aumento da impulsividade. E “ficando sem freio”, pode ocorrer um aumento nos índices de violência, em especial, a doméstica e no número de feminicídios.

“Como essa parte do freio do cérebro não está funcionando muito bem, a pessoa fica mais impulsiva, mais intolerante. Se houver intervenção de alguém da família no sentido de parar de beber, isso por si só já gera um descontentamento e uma reação”, advertiu a presidente da Abead.

Há uma semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) também manifestou preocupação com o tema. “O álcool não protege contra a covid-19, o acesso deve ser restrito durante o confinamento” é o título de um artigo que a entidade publicou em sua página na internet.

Renata Brasil Araújo destacou que o crescimento do consumo de álcool acontece em um momento de isolamento, quando o acesso ao tratamento de dependências químicas está mais difícil. Além disso, segundo ela, algumas pessoas que aumentarem o consumo da bebida durante a reclusão poderão manter esse hábito pós-quarentena e, a longo prazo, isso pode vir a se transformar em uma dependência, que tem um componente biopsicossocial.

“Aquelas pessoas que já têm uma vulnerabilidade biológica e uma predisposição genética para o alcoolismo, junto com uma capacidade emocional mais frágil, estão mais suscetíveis a seguirem bebendo após a quarentena e se transformarem em dependentes do álcool, sim”, analisou.

Atendimento on-line

Preocupada com o crescimento do consumo do álcool no país, a Abead lançou a campanha #sejaluz, para mostrar coisas positivas na internet, como os botecos virtuais, e orientando a respeito dos cuidados não apenas com o álcool, mas com o tabaco e outras drogas nessa fase de quarentena. “Porque é algo que a gente, provavelmente, vai pagar um custo para isso” acrescenta Renata Brasil Araújo.

Em outra frente, a Abead montou um trabalho voluntário com psiquiatras associados para atender, gratuitamente, até o próximo dia 26, dependentes químicos e seus familiares, pelas redes sociais. O foco são as pessoas de baixa renda que não teriam acesso a tratamento no curto prazo e que na ação recebem orientação em casa.

O serviço pode ser acessado pelo Facebook ou Instagram da associação, ou pelo número de ‘Whatsapp’: 51-980536208, pelo qual as pessoas podem marcar consulta e recebem o telefone do terapeuta, psicólogo ou psiquiatra. O atendimento é diário, das 8h às 22h.

Alcoolismo

Especializado no tratamento de dependentes químicos, o psiquiatra Jorge Jaber disse que, durante esse momento inédito em que o isolamento é imposto como forma de prevenção de uma doença, “as pessoas passaram a trazer para dentro de casa hábitos que tinham na rua, como o de beber socialmente”. Soma-se, ainda, possíveis dificuldades econômicas e muita ansiedade.

Jaber ressaltou também que, por conta do distanciamento social, muitos dependentes do álcool estão sem o suporte das reuniões presenciais de grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos. “É importante lembrar a essas pessoas que as reuniões podem ser acompanhadas através do site da organização”, destacou.

Em entrevista à Agência Brasil, o psiquiatra ressaltou ainda que o consumo fora do controle de bebida alcoólica gera enfraquecimento na defesa do corpo, no sistema imunológico, favorecendo assim a contaminação de doenças, como a covid-19.

Violência

A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Lucia Ilózio, disse que alguns fatores podem agravar a violência doméstica contra a mulher. “Um deles é o consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Esse elemento presente, da bebida alcoólica, pode favorecer, sim, uma maior exteriorização dessa violência”, disse.

Lucia Ilózio afirmou que existem outros fatores de risco, mas o consumo de álcool e drogas se destacam. Ela lembra que muitas mulheres, no isolamento social, não conseguem fazer denúncias, gerando assim subnotificações.

No Rio de Janeiro, existem locais de acolhimento às mulheres que sofrem agressões mesmo em tempo de quarentena. Um desses serviços é o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Chiquinha Gonzaga, que está aberto das 10h às 14h e faz orientação por telefone e o primeiro atendimento mediante agendamento. O número que pode ser acessado é o (21) 99555-2151 ou o e-mail: [email protected].

As delegacias de atendimento à mulher (DEAMs) também estão funcionando e há possibilidade de fazer o registro online. Lúcia Ilózio orienta que a vítima deve narrar a violência que sofreu, indicar testemunhas e apresentar provas, como fotos, ‘print’ de mensagens, documentos, entre outras. O registro pode ser feito na internet.

O Núcleo de Defesa da Mulher Vítima de Violência de Gênero (NUDEM) da Defensoria Pública também segue funcionando pelo número (21) 97226-8267 e no endereço eletrônico: [email protected]. O atendimento é feito das 11h às 18h, de segunda a sexta-feira. Após esse horário e aos sábados e domingos, o serviço pode ser acessado pelo telefone de plantão (21 3133-2247) e ‘Whatsapp’ (21 99753-4066) ou pelo endereço plantã[email protected].

Devido às restrições de locomoção do plano de emergência para conter a disseminação do coronavírus, as comunicações são feitas por formulário, na internet. Em casos de urgência, pode-se ligar ainda para o número 190, da Polícia Militar.

Agencia Brasil