Ilustração gerada por inteligência artificial representando o STF, os ministros Edson Fachin e Flávio Dino e a Polícia Federal em investigação de ameaças
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial. Arte: Brasiguaio News.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou nesta sexta-feira (9) que a Polícia Federal (PF) investigue ameaças de morte contra o ministro Flávio Dino. A medida foi tomada depois que Dino divulgou, em suas redes sociais, mensagens com ameaças de assassinato e agressões físicas dirigidas a ele e a outros integrantes da Corte.

De acordo com a Agência Brasil, o STF informou que acompanha a situação e mantém contato com os órgãos competentes para garantir a segurança dos ministros.

Relatório do STF reúne milhares de mensagens com ameaças

Na manhã de sexta-feira, Flávio Dino publicou em seu perfil no Instagram trechos de um relatório elaborado pela área de segurança do próprio Supremo. Segundo o ministro, o documento reúne milhares de mensagens na internet com ameaças de agressão e assassinato contra integrantes do tribunal.

Entre as publicações expostas, havia ameaças contra Dino e menções a outros magistrados, como Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. As mensagens foram apresentadas como parte do material reunido pela equipe de segurança do STF, e não como ameaças cuja autoria já tenha sido identificada pela investigação.

Flávio Dino afirma que ameaças não mudarão sua atuação

Ao comentar o episódio, Dino afirmou que não pretende alterar suas decisões ou sua atuação profissional em razão das intimidações. O ministro também defendeu que eventuais discordâncias de decisões judiciais sejam tratadas por meio dos recursos previstos na legislação, e não por ameaças ou incitação à violência.

Em sua manifestação, Dino destacou a importância da independência dos magistrados para o funcionamento do Poder Judiciário e da Constituição.

STF diz que acompanha a segurança dos ministros

Após a divulgação das mensagens, Edson Fachin acionou a Polícia Federal para apurar os fatos. O Supremo informou que está atento à proteção de seus integrantes e que continuará articulado com as autoridades responsáveis pela segurança institucional.

A notícia divulgada até o momento não informa a identidade dos responsáveis pelas ameaças, nem confirma prisões relacionadas ao caso. A investigação deverá esclarecer a origem das mensagens e as eventuais responsabilidades.

Ameaças a integrantes do Supremo já motivaram investigações

O STF já foi alvo de episódios semelhantes. Em 2019, ameaças dirigidas a ministros e familiares contribuíram para a abertura de uma investigação que ficou conhecida como Inquérito das Fake News, voltada à apuração de ataques e ameaças contra a Corte.

O caso atual reacende a discussão sobre a segurança dos integrantes do Judiciário e os limites entre a crítica a decisões judiciais, assegurada pela liberdade de expressão, e ameaças de violência, que podem constituir crime.

Com informações da Agência Brasil e de reportagem sobre o relatório de ameaças. Redação: Brasiguaio News.

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