Os arames não seguram a solidariedade e a vontade de ensinar e aprender redação

Profͣ. Tania Loureiro da Silva diretora de uma grande escola municipal da fronteira com Paraguai, faz chegar às atividades aos alunos brasiguaios que estão em quarentena no Paraguai.

Ponta Porã conhecida como princesinha dos ervais se localiza ao extremo sul de Mato Grosso do Sul, faz fronteira seca com a cidade de Pedro Juan Caballero que é a capital do Departamento del Amambay no país vizinho Paraguai.

A pandemia do COVID-19 (corona Vírus) trouxe apreensão e prevenção, que foi ao extremo com fechamento da fronteira por decreto presidencial paraguaio, com pneus, latões, arames farpados e valetas com a guarda e proteção da força militar paraguaia ninguém entra ou sai sem autorização o toque de recolher no país vizinho iniciam-se as 15 h, o ano letivo escolar e acadêmico foi primeiramente suspenso e por determinação presidencial encerrado no ano de 2020.

No lado brasileiro estão suspensas as atividades educacionais e o comércio funciona com medidas preventivas com horário limitado e toque de recolher que inicia às 20h. Com todas as atividades turísticas, comerciais e educacionais paralisadas, a opção da Escola Polo Municipal João Carlos Pinheiro Marques foi de produzir mecanismos para promover a educação à distância, criando blogs, grupos de whatsap e-

mails, para que os alunos, pais e responsáveis tivessem acesso ao conteúdo e os educando não fossem prejudicados, mas como nem todos os alunos tem internet impossibilitando acesso aos conteúdos disponibilizados nas mídias.

A diretora prof Tania Loureiro da Silva juntamente com sua equipe pedagógica e educadores se prontificaram em disponibilizar os conteúdos impressos par que os alunos que estão no lado paraguaio possam continuar sua aprendizagem, a diretora através dos grupos de whatsap marca dia e local para entregar as apostilas confeccionadas na escola para os alunos, pais e responsáveis por cima do arame com a devida autorização dos militares paraguaios que fazem a segurança na região de fronteira.

A educação rompe barreiras, mesmo em tempo de pandemia o saber é o melhor remédio para superar as diversidades.

Yhulds Bueno*

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