Índia proíbe 59 apps, na maioria chineses, incluindo o popular TikTok

Foto: Amit Dave – 18.jun.2020 / Reuters

A Índia proibiu o uso de 59 aplicativos, a maioria chineses, incluindo o popular TikTok, da ByteDance; o UC Browser, do Alibaba; e o WeChat, da Tencent, citando como motivo preocupações com a segurança, disse o governo indiano em um comunicado nesta segunda-feira (29).

Os apps são “prejudiciais à soberania, integridade e defesa da Índia, segurança de estado e ordem pública”, afirmou o Ministério de Tecnologia da Informação.

A proibição surge poucas semanas após um conflito violento na fronteira entre as duas nações detentoras de armas nucleares, no qual 20 soldados indianos morreram e mais de 70 ficaram feridos. A China não revelou quantas baixas suas forças sofreram.

Na quinta-feira (25), a China enviou um grande número de tropas e armas para a fronteira com a Índia, o que na visão do governo indiano foi uma violação de acordos bilaterais. Horas depois, soldados indianos também foram vistos na região.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia acusou o governo chinês de acirrar as tensões e desencadear o confronto da semana anterior. Já a China culpou a Índia pelo episódio e afirmou que as tropas indianas atacaram soldados e autoridades chineses.

Países em confronto

O confronto do dia 15 aconteceu em meio a um “processo de desescalada” no Vale de Galwan, localizado na disputada área de Aksai Chin e Ladaque, na Caxemira, onde as tropas estão reunidas há semanas nos dois lados da fronteira.

A tensão vinha crescendo desde maio, com Nova Délhi e Pequim acusando uma a outra de ultrapassar a Linha de Controle Real (LAC, em inglês), que separa os dois vizinhos. Esse território é disputado há muitos anos e palco de inúmeros conflitos pequenos e disputas diplomáticas desde a sangrenta guerra entre os dois países, em 1962.

A LAC vai de Aksai Chin, sob controle da China, até a disputada região de Jammu e Caxemira. Essa linha resultou da disputa pela área fronteiriça entre a China e a Índia em 1962, mas nenhum dos lados concorda exatamente com o outro em relação a onde ela começa e qual o seu tamanho. 

Aksai Chin é administrada pela China como parte de Xinjiang, mas também é reivindicada pelo governo indiano como parte de Ladaque. O aumento de tropas na região deixou muitas pessoas preocupadas com o potencial de um confronto.

(Com Reuters)

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